A falácia dos Socorrões I e II e a narrativa canalha dos pacientes vindos do interior…

Publicado em   30/set/2026
por  Caio Hostilio

Este blog há anos mostra a falácia da saúde pública oferecida em São Luís, principalmente de pacientes vindos do interior. Foram diversas matérias sobre esse assunto, porém sempre se viu políticos calados – não se sabe por canalhice ou por desconhecer como de fato funciona o SUS -, que já diz: Sistema Único de Saúde.

Porém mais uma vez vi e ouvi o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, usar dessa narrativa nefasta no debate da Mirante.

Vale ressaltar, que Braide disse que sua equipe é técnica, mas que técnico é esse que esconde as verdades sobre o SUS dos ludovicenses?

Me compre um bode!!!

CHEGA DE PATACOADA COM ELEITOR, QUE NÃO MERECE SER ENGANADO.

A última matéria que fiz sobre esse assunto, foi no dia 09 de junho de 2026: “Afinal, por que todo prefeito de São Luís culpa os pacientes vindos do interior para o caos nos Socorrões I e II?”

Vamos para os fatos que sempre informei:

Na verdade, isso é uma narrativa hipócrita e um tanto falseada. A vez agora foi o irmão do ex-prefeito Eduardo Braide, o deputado Fernando Braide, para utilizar dessa nada republicana narrativa.

Para início, é preciso conhecer como funciona o SUS – Sistema Único de Saúde… Eu disse: “sistema único de saúde”, que trabalha integramente, conforme abaixo:

O Sistema Único de Saúde (SUS) integra todos esses níveis de forma hierarquizada e contínua. O fluxo conecta a atenção básica (prevenção e rotina), passa pela média complexidade (especialistas e exames) e chega à alta complexidade (cirurgias e UTIs), garantindo o acesso universal e a integralidade do tratamento.
Logo, quem recebe pelo atendimento do paciente vindo do interior é a Prefeitura de São Luís… Olha que são milhões de reais, sem que houvesse algum movimento para construir ao menos mais um hospital de Urgência e Emergência na capital.
Porém, continua com apenas o Socorrão I, que foi instalado no antigo prédio da Cruz Vermelha e o Socorrão II, que foi comprado do ex-deputado Remi Trinta, que era um prédio que funcionava uma pequena clinica.
Para melhor esclarecimento, a estrutura do SUS organiza a saúde nestes três níveis para garantir um atendimento contínuo:
    • Atenção Básica (Baixa Complexidade): É a porta de entrada preferencial (UBS/Postos de Saúde). Foca na promoção da saúde, prevenção de doenças e tratamento de condições simples.
    • Média Complexidade: Engloba atendimentos especializados e exames mais elaborados. Exemplos incluem consultas com cardiologistas, ortopedistas, diagnóstico por imagem (ressonâncias, tomografias) e pequenas cirurgias.
    • Alta Complexidade: Envolve procedimentos de alto custo e alta tecnologia, que exigem equipes multidisciplinares e UTIs. Exemplos são transplantes de órgãos, cirurgias cardíacas, oncologia (tratamento de câncer) e neurocirurgias. QUE É O CASO DE SÃO LUÍS

A integração ocorre através de uma Rede de Atenção à Saúde. Quando o médico da unidade básica (baixa complexidade) identifica um problema que exige tratamento especializado, ele faz o encaminhamento para a média ou alta complexidade. POR ISSO OS PACIENTES VEEM PARA SÃO LUÍS

Ficou com alguma dúvida sobre qual nível de atenção buscar e quem recebe do SUS pelo atendimento do paciente?
ORA BOLAS!!! CASO A PREFEITURA DE SÃO LUÍS NÃO QUEIRA MAIS ATENDER ESSES PACIENTES VINDOS DO INTERIOR, BASTA INFORMAR AO SUS QUE BUSCARÁ UMA NOVA REDE, SEJA PÚBLICA OU PRIVADA, QUE PASSARÁ RECEBER OS MILHÕES RECEBIDOS PELA PREFEITURA DE SÃO LUÍS. COM CERTEZA JÁ TERIAM CONSTRUÍDOS VÁRIOS HOSPITAIS, POIS NÃO DEIXARIAM ESCAPAR OS MILHÕES RECIBOS. 

  Publicado em: Política

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