Há de se respeitar a maioria dos votos dos brasileiros e ao mesmo tempo que os brasileiros arcam com as consequêcias de suas escolhas, com se aponta abaixo, conforme matéria de O Globo
Após vitória de Lula, ações brasileiras despencam no exterior, com queda de até 27%
Derivativo de câmbio aponta para cotação do dólar a R$ 5,55. Papéis de XP e Itaú negociados nos EUA e na Europa desabam
As primeiras indicações apontavam para uma forte derrocada: um ETF (fundo de investimentos atrelado a algum índice) que acompanha ações brasileiras negociadas em Nova York despencou 27% no pré-mercado. No Japão, um ETF de ações brasileiras recuou 15% nesta madrugada, registrando a maior perda em um único dia desde 2008.
As ações negociadas nos Estados Unidos e na Europa de empresas com operações no Brasil registraram fortes quedas. A XP e o Itaú Unibanco recuaram pelo menos 26% no início das negociações nos Estados Unidos, enquanto o Banco Santander e a Telefónica caíram mais de 5%.
Mesas de operações em São Paulo disseram esperar que as vendas sejam tão intensas na manhã de segunda-feira, e as quedas tão acentuadas, que ‘circuit breakers’ possam ser acionados.
Um mecanismo de circuit breaker é acionado quando o Ibovespa cai 10% ou mais, interrompendo as negociações por 30 minutos. Se as perdas chegarem a 15% após a retomada das operações, o mercado é suspenso por mais uma hora. Uma queda de 20% permite que a operadora da Bolsa, a B3, determine por quanto tempo as negociações devem permanecer suspensas.
A corretora Monte Bravo havia estimado que o Ibovespa poderia despencar 11% na primeira hora de negociação em caso de vitória de Lula. Em uma pesquisa do Citigroup com 73 investidores, publicada na sexta-feira, a maioria esperava que esse resultado levasse a uma queda de pelo menos 5% do real, com as taxas de swap subindo mais de 1 ponto percentual, à medida que operadores desmontassem as apostas em cortes de juros que haviam acumulado após Flávio Bolsonaro superar Lula no primeiro turno, no início deste mês.
— Vai ser um dia duro. O mercado vai reprecificar tudo o que foi prometido — disse Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset Management, que administra R$ 1,1 trilhão em ativos. — Todo mundo foi pego de surpresa. Todo mundo está tentando entender.
Publicado em: Política



