Bolsa despenca após reeleição de Lula: veja a ação que liderou as perdas do Ibovespa hoje

Publicado em   27/out/2026
por  Caio Hostilio

Com 51,7% dos votos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) e foi reeleito para o quarto mandato. A virada histórica no segundo turno contrariou as expectativas do mercado, que nesta segunda-feira, 26, passa por uma sangria.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, começou o dia com um Circuit Breaker, a paralisação temporária das negociações em função da alta volatilidade. Foi a primeira vez desde 2020, na pandemia, que o mecanismo foi acionado. Quando as transações foram retomadas, o índice derretia 16,8%, com ações desvalorizando até 59% no início do pregão.

Os papéis da Magazine Luiza (MGLU3) registraram a maior baixa do índice. A derrocada foi de 58,23%, aos R$ 5,30.

As ações da Vamos (VAMO3) e Hapvida (HAPV3) apresentavam a segunda e terceira maiores baixas, de 56,79% e 54,93%, respectivamente. Essas companhias têm em comum o fato de serem muito ligadas à economia real, portanto, sofrem mais com mudanças nas expectativas para juros e inflação.

Maiores baixas do Ibovespa hoje:

  • Magazine Luiza (MGLU3): -58,23%
  • Vamos (VAMO3): -56,79%
  • Hapvida (HAPV3): -54,93%
O Ibovespa iniciou a semana sob forte pressão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 Foto: Werther Santana/Estadão

Exportadoras surfam alta do dólar

Já a ponta positiva do índice era dominada pelas exportadoras Suzano, Embraer, Weg, Vale, Klabin e Gerdau. As companhias possuem receita em moeda estrangeira, portanto, são beneficiadas pela alta do dólar no pregão de hoje.

Por volta das 10h30, o dólar saltou 12% e atingiu o pico de R$ 5,60. No fechamento, a alta foi de 8,21%, cotado a R$ 5,40.

“A democracia escolheu o presidente. Agora, a economia exige que ele escolha entre governar o orçamento ou continuar sendo governado por ele”, afirma Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos. “O resultado (das eleições) contrariou o posicionamento predominante dos investidores, que haviam incorporado aos preços a expectativa de alternância política e maior consolidação fiscal. A reação internacional já sinaliza uma reprecificação expressiva dos ativos brasileiros.”

Por Estadão

  Publicado em: Política

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