Aposta em Brasília é de que Alexandre de Moraes usará andamento de inquérito contra Flávio e Willer Tomaz para evitar seu impeachment
Ameaçado pela eleição de uma ampla bancada de direita no Senado, o ministro do STF Alexandre de Moraes usará um inquérito contra Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz como escudo anti-impeachment.
Relatada por Moraes no Supremo, a investigação apura o possível crime de lavagem de dinheiro com o uso de casas de apostas por parte de Flávio e de Willer, de quem o senador do PL admite publicamente ser amigo pessoal.
Tanto aliados de Flávio quanto integrantes do governo Lula apostam que Moraes usará o andamento do inquérito para tentar reduzir a pressão do bolsonarismo pela deflagração do impeachment do ministro no Senado.
Moraes já começou a jogar com a investigação. Horas após a derrota de Flávio para o presidente Lula (PT) nas urnas, o ministro do STF mandou a Polícia Federal (PF) intimar o senador para que entregue seus passaportes.
Na sexta-feira (23/10), dois dias antes do segundo turno, Moraes já havia mandado suspender os passaportes de Willer. O advogado, segundo a PF, ingressou nos Estados Unidos em 22 de agosto, sem registro de saída.
Para que a estratégia de Moraes seja bem sucedida, mais do que o inquérito contra Flávio e Willer, o ministro precisará garantir a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado em 2027.
Por Metrópoles
Publicado em: Política



