PF afirma que não havia mandado de prisão contra o senador, enquanto o caso levanta questionamentos sobre as restrições de viagem
A Polícia Federal afirmou que Flávio Bolsonaro não é considerado foragido e que não havia mandado de prisão contra o senador, apesar das medidas judiciais relacionadas aos seus passaportes e à proibição de deixar o país.
Segundo a corporação, as medidas autorizadas pela Justiça envolviam o cancelamento e a apreensão dos documentos de viagem, além da restrição de saída do território nacional.
A PF esclareceu que o descumprimento dessas determinações, por si só, não autorizava a prisão do parlamentar, uma vez que não havia ordem judicial específica para essa finalidade.
A instituição também destacou que sua atuação deve respeitar os limites da legislação e das determinações judiciais, justificando a ausência de medidas que não estivessem expressamente autorizadas.
O caso ganhou repercussão após a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, apesar das restrições judiciais que, segundo as informações divulgadas, estavam em vigor.
A saída do senador do Brasil levantou questionamentos sobre o cumprimento das decisões judiciais e sobre as circunstâncias em que ele deixou o território nacional.
De acordo com as informações divulgadas, a Polícia Federal abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do possível descumprimento das determinações relacionadas aos documentos de viagem.
A diferença entre não possuir mandado de prisão e estar sujeito a restrições judiciais tornou-se um dos pontos centrais da controvérsia.
Enquanto a PF sustenta que não havia fundamento jurídico para prender Flávio Bolsonaro sem uma ordem específica, críticos questionam como as restrições puderam coexistir com a saída do senador do país.
Diante das explicações oficiais, da investigação em andamento e das dúvidas levantadas sobre o episódio, fica a pergunta: quem confia?
Publicado em: Política



