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O Portal Domínio Público não vai acabar.

Postado por Caio Hostilio em 29/abr/2011 - 2 Comentários

Do: Blog: www.hugo-freitas.blogspot.com

Caríssimos leitores, estudantes e comunidade em geral. Nota de utilidade pública.

Segundo o Ministério da Educação, há vários anos uma mensagem viaja pela rede internacional de computadores informando que o Portal Domínio Público será retirado do ar por falta de acessos. 

Essa é uma dupla inverdade: tal mensagem é apenas um hoax, uma lenda urbana que circula pela internet. De acordo com o próprio Ministério da Educação, o Portal Domínio Público nunca esteve arriscado a ser tirado do ar, e sempre foi um sítio bastante acessado.

Criado em 2004, o Domínio Público traz obras de imagem, som, textos e vídeos. Na primeira contagem de estatísticas do portal, feita em novembro de 2004, o Domínio Público oferecia 1.015 obras cadastradas, e teve naquele mês 60 mil visitas de internautas. 

Em 2005, foram 465.722 visitas. No ano de 2006, saltou para mais de 2,5 milhões de pessoas visitaram o site. No ano seguinte, mais de quatro milhões de acessos. 

Em 2008, o Domínio Público já tinha ultrapassado 7,5 milhões de acessos. Só no ano passado, o Portal Domínio Público já contava com mais de 187 mil objetos cadastrados (som, imagem, texto e vídeo).

O site contém LIVROS EM PDF GRATUITOS, além de uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre. Só de literatura portuguesa, são 732 obras.

É possível ainda ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci, escutar músicas em MP3 de alta qualidade, ler obras de Machado de Assis a Fernando Pessoa, ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA, e muito mais…

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso. Basta acessar o site: http://www.dominiopublico.gov.br/

Comentário Coerente

Postado por Caio Hostilio em 29/abr/2011 - 9 Comentários

Do comentarista Pedro Rodrigues

Caio, a situação da Saúde em nosso Estado chegou ‘a beira do precipício e só com as atitudes que o atual gestor se propõe a tomar poderemos alcançar em curto prazo uma significativa melhora. Mas não podemos deixar de dizer que o caso é bastante grave e as inércias do passado atinge hoje toda a estrutura do sistema. Não há profissionais médicos suficientes para cobrir a demanda, dentre estes não há especialistas em pediatria, otorrinos, cardios, anestesistas, que pelas ultimas informações que tive acesso só existem cadastrados 48 profissionais em anestesia, que, mesmo que tivessem suas cargas horárias dobradas não cobririam 50% dos nossos municípios.

Os serviços ainda não contam com a tecnologia de ponta interiorizada, as referencias de atendimentos ainda carecem de resolutividades e fluxos destes, etc. Esse conjunto de problemas foi desnudo pelo nosso secretario que em boa hora imaginou poder ser possível implementar uma nova maneira de levar aos pacientes os serviços que estes necessitam. A Alta Complexidade é outro gargalo para o nosso sistema e é preciso ter um ordenamento gerencial na forma preconizada pelo art. 17 da Lei 8080/90 em especial o item IX, onde sejam garantidos a todos os maranhenses os acessos aos mais modernos tratamentos, seja aqui ou referenciado para outros estados pelo sistema público.

Acredito que esse conjunto de estabelecimentos de saúde em construção irá mudar o perfil epidemiológico do Maranhão.

Só acrescentaria, Caio, como sugestão, ao atual gestor, uma atenção maior aos pacientes das doenças sexualmente transmissíveis especialmente nos casos de urgência e emergência pelas crises das doenças oportunistas que por debilitarem em muito os portadores colocam estes hoje em dificuldades para conseguir seu acolhimento.

Notícias

Postado por Caio Hostilio em 29/abr/2011 - 4 Comentários

Projeto de incentivo à formação técnica terá urgência em votação no Congresso

Formar mais de 3 milhões de profissionais até 2014. É a meta do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec), lançado pela presidente Dilma Rouseff, no Palácio do Planalto. O projeto de lei de criação do programa será agora encaminhado ao Congresso Nacional, onde tramitará em regime de urgência. O programa prevê bolsas de estudo e financiamento estudantil para cursos técnicos profissionalizantes. A proposta é capacitar jovens do ensino médio, trabalhadores que fizeram uso do seguro desemprego por mais de uma vez, e integrantes das famílias cadastradas no Bolsa Família.Segundo o Ministério da Educação, empresas interessadas em capacitar seus trabalhadores também poderão se inscrever no programa. Os recursos do programa virão do orçamento do MEC, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), do Sistema S e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Polinter prende foragido da justiça na capital

 Investigadores civis da Policia Interestadual, (Polinter), durante diligências na tarde desta quinta-feira, (28), na área do Renascença, prenderam Alcionor Jonys Licar de Sá, de 31 anos, foragido da Justiça. Ele foi sentenciado pela 9ª Vara Criminal da Comarca de São Luis há oito anos pelo crime de roubo qualificado, ocorrido em 2004.   Desde então se encontrava desaparecido. Depois de preso, foi conduzido à sede da Polinter para cumprimento dos devidos trâmites legais, em seguida encaminhado ao Centro de Triagem de Pedrinhas, onde cumprirá sua pena, como determinação da Justiça. 

Hoje (29), é dia de repressão à poluição sonora, a população agradece 

 A Secretaria de Segurança Pública, (SSP), por meio da Delegacia Geral de Polícia Civil, elaborou a Instrução Normativa que cria e institucionaliza um novo Plantão Central especializado em registros de ocorrências relacionadas à prática de poluição sonora na Região Metropolitana de São Luís. O Plantão Especial de Polícia Judiciária de Repressão Qualificada à Poluição Sonora começa a funcionar a partir desta sexta-feira, (29), nas dependências das delegacias especiais de Costume e do Meio Ambiente, localizada no Centro da Cidade, em São Luís, sob coordenação da Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC). Para o secretário Aluísio Mendes, a implantação de um Plantão de Polícia Civil exclusivo para atender a demanda de combate à poluição sonora em São Luís revela um fator positivo de constante acompanhamento da SSP. “Buscamos o aperfeiçoamento dos serviços a fim de proporcionar maior conforto e sensação de segurança à população”.

Efetivando a visita as Comarcas

O Fórum de Vargem Grande tem teto aberto a infiltrações e parte da instalação elétrica em contato com água e umidade. Em Brejo, a chuva entra pela laje, as portas do prédio são de vidro e inseguras e os júris foram suspensos há dois anos. Urbano Santos passou a terça-feira, 26, sem acesso à internet e aos dados de rede do Judiciário. Em Santa Quitéria os morcegos resistiram à dedetização. Não há forro em São Bernardo, e casas de marimbondo não faltam. Esses são exemplos reais em cinco dos oito fóruns visitados pelo corregedor-geral da Justiça, Antonio Guerreiro Júnior na terça-feira, 27, primeiro dia de inspeção a 27 comarcas do estado. Conferir problemas e ouvir reclamações e pedidos tomaram a agenda de trabalho puxada, que começou por Itapecuru e avançou depois das 19h em Magalhães de Almeida – uma exceção no cenário de unidades judiciárias no interior, ao lado de Chapadinha.

Encontro do PMDB

O deputado Roberto Costa comunicou que acontecerá o Encontro Estadual do PMDB, que será realizado no auditório Fernando Falcão, na Assembleia Legislativa, hoje (29), a partir das 8h30. O parlamentar informou que o senador João Alberto, estará presente no encontro. Durante o encontro do PMDB será discutida a preparação das eleições de 2012 e como o partido se organizará para o pleito. Todos os presidentes dos diretórios municipais estarão presentes, além dos deputados, prefeitos e vereadores do PMDB.

PSB reúne Diretório Estadual

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) reúne o Diretório Estadual hoje(29), a partir das 9h, no plenarinho da Assembleia Legislativa, sob a coordenação do presidente estadual Jose Antonio Almeida. A pauta a ser discutida e deliberada é a seguinte: Prestação de Contas do Exercício Financeiro de 2010 e Eleição de Suplentes do Diretório Estadual.

As vantagens e desvantagens em criar novos estados e mais municípios!!!!

Postado por Caio Hostilio em 28/abr/2011 - 60 Comentários

Hoje (28), como de costume, estava ligado na TV Senado, e fiquei atento ao discurso do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) cobrando que seja realizado plebiscitos para questionar às populações de Amazonas, Pará e Mato Grosso se desejam ver seus territórios divididos em novos estados. Segundo o senador, cada um dos três entes tem praticamente o tamanho das regiões Sul e Sudeste juntas, o que dificultaria seu desenvolvimento. Mozarildo pediu agilidade na aprovação, pela Câmara, de propostas já analisadas pelo Senado sugerindo a consulta. Os textos defendem a criação dos estados do Tapajós, a oeste do Pará (PDC 731/00, na Câmara); e do Araguaia, na parte do norte de Mato Grosso (PDC 850/01). O PDC 725/00, que sugere a divisão do Amazonas, foi aprovado com substitutivo do então senador Jefferson Peres (1932-2008) propondo a divisão do território em três: Rio Negro, Solimões e Juruá.

Segundo sua avaliação, nenhum estado ou território fruto de uma redivisão territorial deu errado. Foi bom para ambos os lados, para o estado-mãe e para o estado-filho. Então como é que queremos eliminar desigualdades regionais com Estados verdadeiros latifúndios, como são o Amazonas, o Pará e o Mato Grosso? – questionou. Por outro lado, ele mencionou a divisão do Estado do Maranhão. Não posso concordar com essa divisão, pois é claro que a região Sul do Estado tem todas as condições de desenvolvimento, enquanto que a parte norte não demonstra qualquer tipo de atividade que possa progredir em diversas áreas de produção.

Também, hoje (28), conversei com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Arnaldo Melo, sobre o projeto que estabelece critérios para a criação de novos municípios no Maranhão.

Em minha opinião, os estados do Amazonas e do Pará mostram que as divisões não afetarão a economia e as diferenças regionais, cujas regiões não demonstram qualquer tipo de diferenças estruturais e de condições que possam trazer transtornos sociais, econômicos e políticos ao Estado mãe.

Para os que defendem a criação de novos estados e municípios, a criação traz uma dinâmica maior, porque muitos passam a ser exemplos nas suas regiões e que os municípios mães terão que acompanhar esse novo ritmo de desenvolvimento. Os defensores afirmam que inovações ocorrerão, como também melhorias nas administrações, com criação de novos modelos, novas maneiras mais efetivas de atuação. Eles garantem ainda que os estados tenham maiores desenvolvimentos com as emancipações. Os defensores dizem ainda que não haverá problema algum para o município mãe a divisão proporcional dos recursos com o município filho, visto que o governo federal e estaduais não criarão recursos para os novos, eles terão que dividir com o município mãe. Contudo, os defensores dizem que os municípios novos pequenos não têm um peso tão grande na economia do Estado, em termos de PIB eles não representam tanto. De qualquer forma, eles deram uma melhoria na economia, em função dessa dinamicidade, dessa desenvoltura, dessa criatividade que tiveram e que fez com que o Estado melhorasse sua administração, tornando-a, em muitas situações, mais responsável.

Os defensores dizem também que apóiam as divisões por ser mais democrático, visto que assegura a maior aproximação entre governantes e governados, tendo o povo contato mais direto através dos poderes locais.

Por outro lado, vale ressaltar que o Brasil rural ainda não encontrou seu eixo de desenvolvimento. Em minha opinião, mais importante é procurar uma explicação econômica para essas tendências demográficas. Afinal, um dos raros pressupostos que desfrutam de unanimidade entre os economistas é que a distribuição espacial da população corresponde, em última instância, ao rearranjo espacial das atividades econômicas.

E é aqui que aparece outro dos grandes obstáculos à renovação das idéias sobre o desenvolvimento da sociedade brasileira: a poderosíssima, embora anacrônica, confusão que continua a se fazer neste país entre economia rural e economia agrícola, ou agropecuária. É assustador perceber quanto os intelectuais brasileiros – a começar pelos economistas – têm dificuldade de entender que no espaço rural também existem os setores secundário e terciário. Há mesmo quem tache de urbanas todas as atividades extra-agropecuárias, mesmo que ocorram em zonas classificadas como rurais.

Essa confusão é gravíssima, pois as melhores pesquisas sobre a economia rural indicam que a renda de suas atividades primárias já é bem inferior à de seus outros dois setores. Apesar de não terem como evitar a amputação do enorme contingente de pessoas que residem em sedes de municípios e distritos inequivocamente rurais, que querem se transformar em municípios. Enquanto prevalecer essa dupla trapalhada – que combina o mito de um Brasil hiperurbanizado com a ignorância sobre o peso dos serviços e da indústria na economia rural – continuarão muito precárias todas as tentativas de formular uma nova agenda de desenvolvimento para o país.

Hoje, o Brasil possui 5.564 municípios. Esse número, na avaliação dos que não aprovam a criação de novos municípios, como o próprio governo federal, é mais do que suficiente. Para eles, liberar a criação de mais municípios, neste momento, é um contra-senso, visto que haveria um inchaço na máquina administrativa. O certo é dar maior autonomia e visibilidade às localidades já existentes, valorizando os órgãos e servidores municipais. Para isso, o governo federal precisa ser o indutor de políticas públicas que valorizem essas localidades.

Os contrários afirmam que a criação de novos municípios geraria ônus incalculável aos cofres públicos, uma vez que as despesas oriundas com novos cargos públicos e com os Poderes Legislativo e Judiciário locais seriam absurdas. Para os contrários, a emancipação de estados e municípios não representa garantia de crescimento social e econômico.

Diante dos fatos, observa-se que esse assunto precisa de muita discussão, audiências públicas e, principalmente, de estudos científicos que comprovem a eficiência e a disposição de crescimento econômico, político e social desses novos estados e municípios.

Enquete

Postado por Caio Hostilio em 28/abr/2011 - Sem Comentários

Depois de ver como que as discussões na Assembléia Legislativa sempre são dentro do senso comum, da hipocrisia e nas politiquices, resolvi lançar, hoje, uma enquete que pergunta: “Quem é o deputado mais despreparado? Nas exatas 12 horas, votaram 118 pessoas. Veja o resultado até agora e veja se você concorda com o resultado. Vale sempre ressaltar que enquetes não têm credibilidade científica.  

Roberto Costa (24%, 28 Votes)

Edilázio Júnior (11%, 13 Votes)

Marcelo Tavares (9%, 11 Votes)

Rubens Pereira Júnior (8%, 9 Votes)

Carlos Filho (7%, 8 Votes)

Neto Evangelista (6%, 7 Votes)

Bira do Pindaré (4%, 5 Votes)

Jota Pinto (3%, 4 Votes)

Marcos Caldas (3%, 4 Votes)

Arnaldo Melo (3%, 3 Votes)

Vianey Bringel (3%, 3 Votes)

Rigo Teles (3%, 3 Votes)

Os demais deputados estão abaixo de três votos e outros sem nenhum voto.

Juízes não podem fazer paralisação, diz presidente do TST

Postado por Caio Hostilio em 28/abr/2011 - 2 Comentários

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, afirmou que discorda da paralisação dos juízes federais. “Os juízes, como agentes do Estado, não devem fazer greve”, defendeu o ministro. Ele também disse desconhecer se há algum tipo de movimentação semelhante ocorrendo na Justiça do Trabalho.

Perguntado sobre o corte de salário que ocorrerá no subsídio dos juízes que aderiram à paralisação de 24 horas, decidido pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) na última segunda-feira (25), o ministro Dalazen afirmou que concorda com a medida. “Recentemente, o senador Aloysio Nunes [PSDB-SP] me procurou para ajudá-lo a regulamentar um projeto sobre greve no serviço público. Enquanto isso não ocorre, vale a regra do serviço privado”, disse o ministro.

Juízes federais de todo o país fazem hoje um dia de paralisação para cobrar segurança e melhores condições de trabalho, reajuste de salário e equiparação de direitos com membros do Ministério Público. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que lidera o movimento, informou que os juízes federais que aderiram à paralisação estão atuando nos casos de emergência.

Comentário do Blog: Não posso concordar com esse tipo de atitude, visto que toda classe tem o direito de exigir seus direitos. Em minha opinião, carreiras como as de juízes e militares são iguais a qualquer outra classe e tem seus direitos e deveres. Claro que é certo não paralisar os serviços, que são essenciais, mas podem fazer protestos e, assim, buscar suas melhorias. Democracia é para todos.

Sarney: “Os parlamentares estão divididos sobre o fim das coligações”

Postado por Caio Hostilio em 28/abr/2011 - 4 Comentários

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou, hoje (28), que a classe política “está muito dividida” sobre a proposta de extinguir as coligações partidárias nas eleições para deputados federais, deputados estaduais e vereadores – uma das medidas relacionadas à reforma política em andamento no Congresso.

Para Sarney, que pertence à corrente defensora do fim das coligações, o Congresso daria “um passo à frente” caso aprovasse a medida. “Com o fim das coligações, os partidos seriam mais fortes e não há democracia sem parlamento e não há parlamento sem partidos fortes”, afirmou o presidente do Senado.

O certo é que os dois maiores partidos da Câmara, PMDB e PT têm visões bem opostas sobre o núcleo central da reforma: a sistemática de eleição parlamentar. O primeiro defende o voto majoritário, numa variante do sistema distrital puro, o chamado distritão e o segundo apregoa o voto proporcional em lista fechada.

Por outro lado, boa parte dos parlamentares recém-eleitos, muitos dos quais beneficiados pela atual conformação eleitoral, defendem a manutenção do modelo proporcional de lista aberta em vigor no país.

Contudo, vale ressaltar que cada um desses modelos tem vantagens e desvantagens, dependendo de como são vistos pelos seus aderentes e adversários. As novas propostas têm uma característica em comum, todavia: nenhuma foi testada no Brasil, país de dimensões continentais e com grandes diferenças regionais.

A saída pragmática é aperfeiçoar o modelo atual, acabando com duas de suas grandes distorções, ou seja, as coligações partidárias e a influência eleitoral dos puxadores de voto. Com isso, deve-se corrigir uma incoerência do sistema, que proíbe os partidos que não alcançam o quociente eleitoral de participar da distribuição de sobras eleitorais.

Os três tópicos, em conjunto, transformam qualitativamente o modelo atual, mantendo a essência do sistema proporcional de representação parlamentar, o pluralismo político, que assegura a participação das minorias.

Em minha opinião, as coligações proporcionais são responsáveis pelas maiores deformações do sistema eleitoral brasileiro, posto que, além de episódicas e incoerentes, incentivam o mercado de aluguel de siglas, desqualificam o voto de legenda e alteram a vontade do eleitor.

Não se pode esquecer, que o sistema em vigor dá margem ao aparecimento dos chamados puxadores de votos, candidatos que ultrapassam individualmente o quociente eleitoral com votação tal que arrastam com eles outros postulantes com votações inexpressivas.

Portanto, seria necessário que houvessem mudanças, visto que o transbordamento de votos do puxador para o partido pode ser evitado mediante a determinação dos votos válidos da eleição em duas etapas, preservando-se, assim, o direito do afortunado de votos ser eleito, sem que sua votação excedente ao quociente eleitoral seja transferida para candidatos olímpicos, em detrimento de postulações mais representativas. Por último, o atual modelo adota uma dacroniana cláusula de barreira que impede de os partidos que não atinjam o quociente eleitoral de disputar as sobras de votos. Em geral são as siglas pequenas que ficam excluídas, como vemos vários candidatos que tiveram uma votação expressiva, porém não se elegeram.

Portanto, sou favorável ao fim das coligações proporcionais, visto que assim estaria eliminada a transferência de votos para candidatos eleitoralmente inexpressivos, e confere oportunidade a que partidos menores possam ascender ao Parlamento, mesmo sem atingir o quociente eleitoral.

Que não tirem somente o batom da moça!!!

O Brasil é um país de tolos? Será que acreditam em progressistas, esquerdistas, socialistas e comunistas?

Postado por Caio Hostilio em 28/abr/2011 - 47 Comentários

Depois de ler no blog do jornalista Décio Sá que o ex-deputado Flávio Dino estaria trocando o PCdoB pelo PSB, cujo propósito é disputar a Prefeitura de São Luís em 2012, passei a refletir: Será possível que esses políticos pensam que o povo brasileiro é tolo em acreditar que existe ideologia partidária e que nossos políticos não fazem de tudo para alcançar o poder? Só sendo muito hipócritas, pois o povo brasileiro não vota em partido e em ideologia, mas sim no candidato, isso já virou rotina para os eleitores brasileiros, que não estão nem aí para ideologia comunista, socialista, anarquista, de centro, de direita etc.  

Talvez chegando a essa conclusão, depois de duas derrotas consecutivas, Flávio Dino tratou de ingressar num partido que cresceu muito nas últimas eleições e, por isso, ganhou um tempo de TV bem substancial para 2012. De bobo e de comunista ele não tem nada!!!

De vez em quando, aparece algum progressista, esquerdista, socialista ou comunista esculhambando a extrema direita. O curioso é que até agora não vi nenhum deles dizerem que aplicarão suas ideologias ultrapassadas quando chegar ao poder.

Geralmente, os progressistas têm uma visão meramente utilitarista. Isso é a regra. As exceções entre os progressistas são poucas. No papel, eles acreditam somente em figuras públicas que apóiam movimentos ditos populares ou coisas parecidas. Pura demagogia!!!

Para quase todos os progressistas e esquerdistas, só merecem os méritos aqueles que seguem os ideais ideológicos de seus partidos, porém não praticam esses ideais, para isso basta ver a gestão corrupta do PCdoB no Ministério dos Esportes.

O socialismo, por sua vez, tem uma visão utilitarista, ou seja, crescer como partido e brigar por maiores fatias no governo. Mas uma visão diretamente inversa aos pensamentos dialéticos. Para ele, basta trocar os personagens do poder.

Menos mal que a direita está moribunda. Ainda bem! Porque a esquerda simplesmente não existe.

Na verdade, à medida que se aplica a razão à realidade; se a interpreta e procura compreendê-la: o resultado guarda considerável margem de probabilidade de acerto, de afloramento de “verdades”. Contudo, quando se joga o pensado para o futuro, se o projeta delineando um cenário: a dúvida toma conta e a incerteza impera. O cara termina aprendendo que não se governa por cartilha, por ideologia, mas em face circunstâncias ditadas no dia-a-dia.

Caso ele troque mesmo de partido, Flávio Dino passou a raciocinar politicamente correto.

A dura missão de presidir um legislativo como o do Maranhão

Postado por Caio Hostilio em 28/abr/2011 - 4 Comentários

Era sabido que a missão do presidente Arnaldo Melo não seria nada fácil para trazer a paz, o respeito, a cordialidade e, principalmente, as cobranças de seus pares. O parlamento sempre mostrou corporativismo quando o assunto é de interesse de todos os parlamentares, coisa que não vem acontecendo nessa legislatura.

Sabe-se que o presidente Arnaldo Melo é experiente, inteligente e diplomata, coisas essenciais para um presidente de um Legislativo, porém as rusgas ainda estão sendo a principal pedra no sapato dele.

A dança das cadeiras da Mesa Diretora foi articulada entre uma parte da base governista e de uma grande fatia da oposição. Vendo que precisavam de mais deputados, pois o que tinham não dava a vitória a Arnaldo Melo, buscaram o apoio de Marcelo Tavares, ex-presidente da Casa, que não titubeou em ser o fiel da balança e, assim, manter vários cargos de confiança nas mãos dos seus ex-diretores. Com certeza esse acerto não foi uma boa para o atual presidente. Não só no que tange as questões administrativas, mas as cobranças políticas, como fez Marcelo Tavares, ontem, da tribuna da Casa.

O certo é que nos últimos anos, o único que conseguiu manter uma harmonia coerente com a oposição para se manter na presidência da Casa, além de fechar os acordos e não sofrer nenhum tipo de cobrança foi o já falecido João Evangelista, que fechou com o deputado Ricardo Murad para que a oposição o apoiasse em sua reeleição. Nunca se viu Ricardo Murad ou João Evangelista cobrarem os acordos, pois os dois cumpriram a risca o que tinham acertado. Uma das grandes provas dessa confiabilidade foi João delegar todos os poderes da construção da nova sede no seu primeiro secretário César Pires, que era de oposição.

Na verdade, Arnaldo Melo é o único que pode erguer a cabeça é dizer: “Não trair e não fui traído”. Pena que isso durou pouco, pois vários que votaram nele alardeiam hoje que se arrependeram.

Marcelo Tavares foi outro que buscou o apoio de Ricardo Murad para se eleger presidente da Assembléia Legislativa, visto que o preferido do ex-governador Jackson Lago era o deputado Edivaldo Holanda. Ricardo cumpriu o acordo com Marcelo até o fim. Contudo, Marcelo não cumpriu com Ricardo Murad sua eleição. Na verdade, Marcelo traiu Ricardo Murad e hoje usa de outro discurso que não condiz com as verdades combinadas com Ricardo Murad.  

Acordos políticos devem ser feitos com pessoas responsáveis e sabedoras das dificuldades que possam surgir. Um exemplo claro disso. Todos sabem que a Lei do Cão foi aprovada de afogadilho, tendo como presidente o saudoso João Evangelista. Contudo, Ricardo Murad, César Pires, Max Barros, Joaquim Haickel, Tatá Milhomem, Raimundo Cutrim e outros, foram incapazes de cobrar a fatura de João Evangelista, visto que sabiam que aquela atitude era de um presidente que precisava está em sintonia com o Executivo.

Espera-se que sirva de experiência para aqueles que achavam que podiam tudo e que seus atos não gerariam a desarmonia, a falta de respeito, a cobrança de faturas, em tão pouco tempo. Chegando a pedirem uma sessão secreta para lavar a roupa suja.

As conseqüências estão sendo desastrosas, visto que atualmente não se sabe quem é de fato da base governista, neutra ou oposicionista. Dizem que a base governista tem 30 parlamentares. Não acredito nem em 23. Muitos deputados estão contrariados com o Executivo. Esses preferem seguir de acordo com a onda, ou seja, tudo aquilo que possa trazer transtornos ao governo, eles votarão com a oposição. Isso está mais que claro.

Por outro lado, o ex-presidente Marcelo Tavares foi o grande vencedor dessa eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa. Soube trair Ricardo Murad na hora certa e, assim, dividir como acordo a divisão do comando administrativo da Casa. Fatura muito cara essa!!!

Com certeza não foi Arnaldo Melo que fechou sozinho esse apoio com o grupo de Marcelo Tavares. Arnaldo, com sua experiência de seis mandatos consecutivos, conhece como ninguém as conseqüências de um acordo como esse.

Na legislatura passada, o plenário aprovou uma PEC que autoriza os atuais membros da Mesa Diretora da Casa a disputar a reeleição. Será que vão mudar essa PEC?

Diante de todos esses acontecimentos, observa-se que o único que não traiu nessa história toda, o atual presidente Arnaldo Melo, ficou com uma missão árdua nas mãos. Ele sabe que precisará de muita paciência e tranqüilidade, pois as cobranças aumentarão de acordo com o andamento das rusgas que ficaram encravadas no plenário da Casa.

Por isso, volto a fazer um trocadilho com um verso do magnífico poeta português, Fernando Pessoa: “Nem tudo vale a pena, quando as almas são pequenas e mesquinhas”.

Boa sorte, presidente Arnaldo Melo!!!!

Vote no deputado mais despreparado da Assembléia Legislativa

Postado por Caio Hostilio em 28/abr/2011 - Sem Comentários

Diante das discussões na Assembléia Legislativa dentro do senso comum, da hipocrisia e da politicalha, resolvi fazer uma enquete para saber qual é o parlamentar mais despreparado nessa legislatura. Você pode votar na enquete ao lado, lá você encontrará o nome dos deputados. A enquete fica logo abaixo da TV Assembléia.

Contatos

hostiliocaio@hotmail.com

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