É evidente e do quê vai adiantar???? “Matematicamente impossível”, diz assessor de Trump sobre eleição no Brasil
Postado por Caio Hostilio em 30/out/2026 - Sem Comentários
Jason Miller compartilhou levantamento que aponta vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro na evolução dos votos em 4.371 municípios
O assessor de comunicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, questionou o resultado da eleição presidencial brasileira. Em publicação no X, nesta quinta-feira, 29, ele classificou como “matematicamente impossível” a evolução da votação do presidente Lula (PT) em comparação com a do senador Flávio Bolsonaro (PL) entre o primeiro e o segundo turno.
Miller compartilhou uma publicação do usuário Rafa Couto, que afirma, com base em dados atribuídos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que Lula teria recebido mais votos dos candidatos de direita eliminados no primeiro turno do que Flávio em 4.371 municípios brasileiros.
“Isso é matematicamente impossível”, escreveu o assessor de Trump, em inglês, acompanhado de um emoji apontando para a publicação.
O que dizem os números
No segundo turno, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%, segundo a totalização oficial do TSE.
A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos. Em relação ao primeiro turno, Lula ampliou sua votação em cerca de 10,37 milhões de votos, enquanto Flávio recebeu aproximadamente 3,72 milhões a mais.
A comparação entre os resultados dos dois turnos, porém, não permite identificar individualmente para qual candidato foram os votos dos eleitores que escolheram os concorrentes eliminados na primeira etapa. Os dados municipais mostram a votação agregada, mas não revelam a escolha de cada eleitor, já que o voto é secreto.
Quem é Jason Miller
Miller é um estrategista político americano e aliado próximo de Trump. Foi porta-voz da campanha presidencial republicana de 2016 e conselheiro sênior nas disputas de 2020 e 2024. Em agosto de 2026, voltou à estrutura da Casa Branca como assessor temporário, com atuação ligada à estratégia de comunicação do governo americano.
Em maio deste ano, Miller participou de uma entrevista coletiva de Flávio Bolsonaro e declarou apoio público à candidatura do senador à Presidência. Também fez críticas ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Por o antagonista



