Como pode alguém querer defender uma ditadura, um país acusado de narcotráfico, perseguidor e que gera a pobreza de um povo? Será que merece respeito???
Lula defendeu a Venezuela nesta quinta-feira (16) em meio às ações dos USA contra o narcotráfico
Lula disse que nenhum presidente de outro país vai interferir na Venezuela — ele não citou diretamente o presidente Donald Trump.
“Todo mundo diz que a gente vai transformar o Brasil na Venezuela, e o Brasil nunca vai ser a Venezuela, e a Venezuela nunca vai ser o Brasil, cada um será ele [próprio]. O que nós defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino, e não é nenhum presidente de outro país que tem que dar palpite de como vai ser a Venezuela ou vai ser Cuba”, afirmou Lula durante congresso do Partido Comunista do Brasil (PC do B).
O presidente também saiu em defesa de Cuba, alvo recorrente de críticas do governo norte-americano.
“Cuba não é um país de exportação de terroristas. Cuba é um exemplo de país de dignidade”, declarou.
As falas de Lula ocorreram horas após a confirmação da saída do almirante Alvin Holsey, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares do país na América Latina. Holsey decidiu se aposentar em meio à escalada de tensões sobre a Venezuela, segundo o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth.
De acordo com o New York Times, a saída do almirante está ligada a divergências internas sobre a condução das ações militares norte-americanas no Caribe. Holsey teria expressado preocupação com os bombardeios conduzidos pelos EUA contra barcos que supostamente transportavam drogas na região — ataques que, segundo entidades internacionais, violam o direito internacional por configurarem “execuções extrajudiciais ilegais”.
Tensões e operações militares
Desde setembro, os Estados Unidos já atacaram ao menos cinco embarcações em águas internacionais próximas à costa da Venezuela. Ao todo, 27 pessoas morreram.
O governo norte-americano afirma que as ações fazem parte de uma operação antidrogas, mas fontes do Departamento de Defesa disseram à imprensa americana que o objetivo final seria enfraquecer o regime de Nicolás Maduro.
Atualmente, oito navios de guerra e um submarino nuclear dos EUA operam em uma área próxima à costa venezuelana. Além disso, a Casa Branca enviou caças para Porto Rico, território norte-americano também localizado no Caribe.
Na quarta-feira (15), o presidente Donald Trump afirmou ter autorizado operações secretas da CIA em território venezuelano e disse estudar ataques terrestres contra “cartéis de drogas” do país. O New York Times informou que essas operações podem incluir “ações letais” com alvos no governo Maduro.
Trump declarou ainda que “cada barco detonado pelos militares salva 25 mil vidas de americanos”, mas não apresentou evidências para sustentar a afirmação.
Críticas internacionais e reação venezuelana
As ações militares têm sido criticadas por organizações internacionais como a Human Rights Watch, que afirmou que os bombardeios “violam o direito internacional e configuram execuções ilegais”.
A Venezuela anunciou que vai denunciar os Estados Unidos na ONU, após Trump confirmar publicamente a atuação da CIA no país.
Lula, por sua vez, reforçou a posição do governo brasileiro em defesa da soberania e da autodeterminação dos povos latino-americanos.
“O Brasil não aceita que um país interfira no outro. A América do Sul precisa resolver seus próprios problemas, com diálogo e respeito”, afirmou o presidente.
O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública em caráter de urgência para suspender as intervenções na falésia do Olho d’Água, atingida pelas obras de prolongamento da Avenida Litorânea, em São Luís. A medida foi tomada dias após uma publicação do advogado e comunossocialista Sálvio Dino Júnior, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que questionou nas redes sociais se havia “autorizações e licenças regulares” para a atividade.
No pedido remetido à Justiça, o MPF afirma que a obra modificou significativamente a estrutura da barreira natural, que é caracterizada como área de preservação permanente e patrimônio da União, o que teria causado dano irreversível à formação geológica e à estabilidade da costa.
A ação pede que as intervenções no trecho da falésia sejam imediatamente paralisadas, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia, e que um plano de recuperação ambiental seja apresentado pelo Governo do Maranhão, responsável pela execução da obra.
A iniciativa, que envolve recursos federais de mais de R$ 237 milhões, é tocada localmente pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra). Nos bastidores, a ação é vista como uma manobra político-judicial que pode atrasar a inauguração da nova Litorânea por anos, afetando um dos principais projetos viários em execução na capital maranhense.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, solicitou nesta quinta-feira (16) esclarecimentos a órgãos do governo federal e a bancos públicos sobre as dificuldades em garantir a rastreabilidade completa das chamadas “emendas Pix”. O pedido ocorre no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol), que questiona a forma como parlamentares destinam recursos públicos a suas bases eleitorais.
Em despacho, Dino apresentou 11 questionamentos que deverão ser respondidos durante audiência marcada para o dia 23 de outubro, quando o tema será debatido na Primeira Turma do STF. O ministro quer entender quais limitações técnicas ainda impedem o rastreamento integral das emendas parlamentares referentes ao Orçamento de 2025.
As chamadas “emendas Pix” são transferências diretas de deputados e senadores para estados e municípios, sem necessidade de convênios ou vinculação a projetos específicos. Embora o modelo agilize a liberação dos recursos, órgãos de controle alertam que ele pode dificultar o acompanhamento dos gastos e abrir espaço para irregularidades.
Entre os questionamentos, Dino pediu que a Advocacia-Geral da União (AGU), a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e os ministérios envolvidos informem se ainda existem obstáculos técnicos que impeçam a rastreabilidade de 100% das emendas parlamentares — tanto as individuais, conhecidas como “emendas Pix”, quanto as de comissão e bancada.
O ministro também enviou perguntas ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Nordeste, pedindo esclarecimentos sobre as medidas já adotadas para assegurar transparência e rastreamento das operações. Além disso, quer saber se as instituições possuem protocolos internos para detectar e comunicar movimentações atípicas, como a concentração de recursos em municípios com baixa execução orçamentária.
Como medida adicional, Dino sugeriu a criação de um painel público unificado com dados abertos sobre as contas específicas de cada emenda parlamentar, de modo a permitir o acesso da sociedade civil às informações sobre o uso dos recursos.
A audiência do dia 23 de outubro deve reunir representantes de todos os órgãos citados para detalhar as ações já implementadas e discutir alternativas para aumentar a transparência no uso das verbas do orçamento público.
O deputado federal Júnior Lourenço (PL-MA) demitiu a sogra, Maria Jackeline Jesus Gonçalves Trovão, do próprio gabinete em 1º de outubro, duas semanas após a coluna revelar o caso de nepotismo. Ao todo, a secretária parlamentar, de 61 anos, recebeu mais de R$ 120,1 mil da Câmara ao longo dos 3 anos e 5 meses em que ficou nomeada.
Exoneração da sogra de Júnior Lourenço do gabinete dele na Câmara
O quadro configura nepotismo, o que pode levar Júnior Lourenço a responder por improbidade administrativa na Justiça. O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um processo para apurar o caso em 22 de setembro. Ainda não houve julgamento.
O genro nomeou Maria Jackeline Trovão como secretária parlamentar na Câmara em 10 de maio de 2022, com salário de R$ 1.328,41, mais auxílios. Na data, o deputado já estava casado com a enfermeira e nutricionista Carolina Trovão Bonfim, filha dela. O casal celebrou 5 anos de matrimônio em agosto.
Em dezembro de 2023, a sogra foi promovida e passou a receber R$ 1.764,93, mais os benefícios, ultrapassando R$ 3,2 mil por mês. O montante total não considera as verbas rescisórias, uma vez que a folha de pagamento de setembro ainda não está disponível.
À coluna, Júnior Lourenço confirmou, sem demonstrar qualquer constrangimento, ter contratado a própria sogra na Câmara. “Ela trabalha comigo no Maranhão… no gabinete lá.” Sobre as atribuições dela, limitou-se a responder que “ela é secretária”, sem dar detalhes, e encerrou a conversa. Maria Jackeline Trovão, por sua vez, não se pronunciou.
A Constituição Federal de 1988 proíbe o nepotismo por ferir os princípios da moralidade, da impessoalidade, da eficiência e da isonomia. De acordo com especialistas, o deputado bolsonarista pode ter que ressarcir o valor pago pela Câmara à sogra, pagar multa e até mesmo ter os direitos políticos suspensos se condenado por improbidade administrativa.
Já o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou uma súmula em 2008 em que barra a nomeação de “cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau da autoridade nomeante” para cargos comissionados – caso de Maria Jackeline Trovão. A sogra é parente por afinidade em primeiro grau, em linha reta.
“Deputados federais são entendidos como representantes do povo e, como tal, devem ser o exemplo máximo de conduta ética e respeito aos princípios constitucionais. A contratação de familiares para cargos públicos, além de ser ilegal, transmite à sociedade uma mensagem de desrespeito aos valores que deveriam nortear a atuação de um parlamentar”, assinalou o subprocurador-geral Lucas Furtado ao pedir a abertura de processo no TCU.
Esposa já acusou deputado do PL de agressão
Nas redes sociais, Júnior Lourenço costuma postar fotos em diversas viagens internacionais com a esposa. Entre os destinos, estão Paris, Maldivas e Dubai.
Mas nem tudo são flores na vida do casal. Carolina Trovão Bonfim chegou a registrar na delegacia, em agosto de 2024, boletim de ocorrência contra o marido por violência doméstica. Júnior Lourenço teria arrastado a esposa pelos cabelos no chão de um hotel em que eles estavam hospedados em Ipojuca, Pernambuco, durante a lua de mel.
Após o caso repercutir na imprensa, contudo, Carolina Trovão Bonfim divulgou nota nas redes sociais do marido em que alega que tudo não passou de um “mal-entendido”, negando qualquer tipo de agressão.
Quem é Júnior Lourenço, que empregou a própria sogra na Câmara
Júnior Lourenço, de 46 anos, foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2018 e está na Câmara desde então. Antes disso, foi prefeito de Miranda do Norte (MA) pelo PTB entre 2009 e 2016. É formado em ciências contábeis.
Atualmente filiado ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, Júnior Lourenço faz parte de uma ala mais moderada da sigla. Também um dos deputados mais ausentes da Câmara dos Deputados.
Em 2024, tornou-se alvo de críticas de correligionários após ser o único deputado dos cinco do PL presentes na sessão do Conselho de Ética da Câmara a votar pelo arquivamento de processo contra André Janones (Avante) no caso da rachadinha. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou a dizer publicamente que Júnior Lourenço seria expulso do PL, o que não ocorreu até então.
Já nas eleições de 2022, Júnior Lourenço apoiou a campanha do ex-governador do Maranhão Flávio Dino ao Senado. Hoje, Dino é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) por indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Enfermeira aplicou um anestésico na paciente, prática que não é permitida para profissionais de sua área. Vítima morreu em questão de horas
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), realiza, desde quarta-feira (15/10), uma operação para prender a enfermeira Sabrina Rabetin Serri (foto em destaque), de 39 anos.
Ela foi indiciada por homicídio qualificado e exercício ilegal da medicina após a morte da jovem Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, durante um procedimento estético realizado no mês passado.
A Justiça do Rio expediu mandado de prisão preventiva contra Sabrina, que é considerada foragida. De acordo com a Polícia Civil, a enfermeira foi indiciada no dia 1º de outubro, durante uma operação que investigava falhas no procedimento que resultou na morte de Marilha.
Na ocasião, Sabrina chegou a ser levada para prestar depoimento na Decon, mas foi liberada em seguida.
Com a maior mobilização de tropas na América Latina em 30 anos, o governo de Donald Trump gera um alerta regional, entre potências e na ONU, sobre uma eventual operação militar na Venezuela. Dados obtidos pelo UOL a partir de documentos que embasaram declarações das Nações Unidas nos últimos dias revelam a preocupação de que uma intervenção esteja prestes a ocorrer, e demonstram o risco de uma desestabilização regional. O cenário é descrito por embaixadores como o de um “estado de alerta máximo”.
A crise ainda chega em um momento de especial fragilidade política na América Latina e a constatação por parte de membros do governo Lula de um colapso dos projetos de integração regional que possam frear ofensivas estrangeiras.
Sob o pretexto de estar lutando contra organizações criminosas e o narcotráfico, o governo americano destacou para o Caribe pelo menos 10 mil soldados, muitos deles em Porto Rico e em Trinidad e Tobago. Ainda que o volume seja insuficiente para uma invasão por terra, ele poderia ser a base de ataques aéreos contra a Venezuela e já é a maior mobilização de tropas americanas na região desde a crise no Panamá.
O jornal The New York Times revelou ontem que o governo Trump autorizou que a CIA realize operações secretas contra Nicolás Maduro. No mesmo dia, o presidente norte-americano disse “considerar” ataques em terra contra cartéis venezuelanos. Na sequência, líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu respeito à soberania nacional, ao direito internacional, e fez um apelo por paz: “não queremos guerra no Caribe e América Latina.”
O UOL apurou que o governo brasileiro vê a crise com “enorme preocupação” e que presidente Lula vem acompanhando de perto a questão. Mas outra preocupação se refere ao racha que existe hoje na América Latina em relação ao tema. Em setembro, o Itamaraty e outras chancelarias da região tentaram fechar uma declaração conjunta de repúdio à mobilização de tropas americanas. A ideia era de que a Comunidade de Estados Latino-Americanos emitisse uma posição conjunta. Mas apenas 21 deles aderiram.
Os governos da Argentina, Bahamas, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guiana, Haiti, Jamaica, Panamá, Peru, Paraguai, República Dominicana e Trinidad e Tobago se recusaram a assinar a declaração.
Para fontes em Brasília, o racha da Celac mostrou que a operação americana também envolve uma ofensiva diplomática, com o apoio de governos aliados na região. Desde janeiro, o secretário de Estado Marco Rubio tem ampliado suas viagens e de seus assistentes para a região, na esperança de selar compromissos, barganhar troca de favores e pressionar.
Ainda em setembro, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, usou seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, para fazer eco à narrativa de Donald Trump. “Infelizmente, a situação na Venezuela se tornou verdadeiramente alarmante”, disse Peña, um dos principais aliados hoje do governo norte-americano hoje na região.
O governador Carlos Brandão anunciou a realização do Festival Ilha do Reggae, nos dias 22 e 23 de novembro, na Arena Jamaica Brasileira (Passarela do Samba – Anel Viário), em São Luís. O evento, que será aberto ao público, promete ser um dos maiores encontros de cultura e música do país, celebrando a força do reggae maranhense e reforçando o compromisso do governo do Maranhão com a valorização da cultura e da identidade afrodescendente.
O festival, fruto de parceria entre governo e iniciativa privada, reunirá grandes atrações internacionais, nacionais e maranhenses, consolidando São Luís como referência mundial do ritmo jamaicano. Entre os nomes confirmados estão Burning Spear, Israel Vibration, Ky-Mani Marley, Tribo de Jah, Edson Gomes, Planta e Raiz, Maneva, Ponto de Equilíbrio, além de talentos locais como Célia Sampaio, Núbia, Orquestra Maranhense de Reggae, entre outros.
“O Maranhão tem o reggae no coração. Somos conhecidos mundialmente pela nossa conexão com a Jamaica e pela força cultural do nosso povo. Esse festival é mais que um evento musical, é uma celebração da nossa identidade, da paz, do amor e da resistência que o reggae representa, reforçando a proximidade das duas nações nos últimos anos”, afirmou o governador Carlos Brandão.
O secretário de Estado da Cultura, Yuri Arruda, também comentou sobre as expectativas para o evento. “Nos últimos anos, a gestão do governador Carlos Brandão tem se destacado pelo fortalecimento da nossa cultura, com grandes atrações e festas que são sucesso de público. Com o Festival Ilha do Reggae não será diferente, com impacto cultural muito positivo para o Maranhão”, finalizou.
O anúncio do festival também reforça o compromisso assumido em agosto de 2024, durante a visita oficial do ministro do Turismo da Jamaica, Edmund Bartlett, a São Luís, ocasião em que foi assinado um memorando de entendimento entre Brasil e Jamaica, com foco no turismo sustentável e no fortalecimento do intercâmbio cultural entre as duas nações. A visita contou ainda com a presença do ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, e marcou um novo capítulo nas relações culturais e turísticas entre os países.
Na ocasião, as autoridades brasileiras e jamaicanas estiveram no Museu do Reggae, na Rua da Estrela, onde um grande acervo remonta a história da chegada do ritmo no estado, homenageando os grandes DJs do cenário regueiro e os principais espaços que popularizaram o estilo no Maranhão.
Com uma programação que une diferentes gerações e estilos, o Festival Ilha do Reggae promete dois dias de muita música, dança, cultura e integração, reafirmando São Luís como a capital brasileira do reggae e ponto de encontro entre o Maranhão e o mundo.
*Atrações confirmadas*:
Dezarie, Israel Vibration, Ponto de Equilíbrio, Planta e Raiz, Burning Spear, Ky-Mani Marley, Edson Gomes, Maneva, Tribo de Jah, Célia Sampaio, Núbia, Radiola Estrela do Som e Radiola Itamaraty, Orquestra Maranhense de Reggae, George Gomes, Banda Guetos, Emanuelle Paz, Filhos de Jah, Raiz Tribal, Barba Branca, Capital Roots, Ronnie Green, Honey Boy, Sly Foxx e Norris Cole.
O ex-prefeito de Caxias, Paulo Marinho, foi condenado por atos de improbidade administrativa cometidos durante sua gestão entre 1993 e 1996. A decisão, proferida pelo juiz Ângelo Antônio Alencar dos Santos, determina o ressarcimento integral de danos ao erário, além da suspensão dos direitos políticos por oito anos, perda de função pública, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o poder público por cinco anos.
A sentença aponta que Marinho foi responsável por apropriação de retenções de impostos e contribuições previdenciárias, pagamentos sem comprovação, adiantamentos irregulares e burla sistemática de licitações. Segundo o magistrado, as práticas revelam “uma gestão que ignorou de forma dolosa os princípios da legalidade, moralidade e lealdade administrativa”.
O valor total da condenação, em valores atualizados, pode chegar a R$ 51.883.633,86, considerando juros legais, multa de 200% e correção pelo IPCA até setembro de 2025. O montante inclui os valores originais de danos ao erário, apurados em pouco mais de R$ 585 mil na auditoria de 1999, além de atualizações e encargos aplicados ao longo dos anos.
O diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento do Maranhão (Investe Maranhão), Cauê Ávila Aragão, recebeu a honraria “Medalha Manuel Beckman”, mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa, em sessão solene realizada nesta quinta-feira (16). A autora da proposta foi a deputada estadual Daniella, que também agraciou com a comenda o secretário de Estado de Governo, Márcio Ribeiro Machado.
Ao justificar a homenagem, Daniella manifestou sua satisfação e profundo respeito em celebrar e reconhecer o trabalho de dois cidadãos maranhenses que vêm contribuindo de forma concreta para o desenvolvimento do Estado e para a melhoria de vida da população. A parlamentar destacou o excelente trabalho de Cauê Ávila Aragão à frente da Investe Maranhão, mencionando, também, a sua passagem marcante como presidente da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged).
A deputada frisou que a Medalha Manuel Beckman é o reconhecimento à trajetória de dedicação de ambos ao serviço público e aos resultados expressivos que vêm alcançando em suas respectivas áreas de atuação. “Tive a felicidade de ser a autora das proposições e agradeço aos meus colegas deputados pelas aprovações por unanimidade. Afinal, é papel do parlamento maranhense reconhecer e valorizar aqueles que dedicam a vida em defesa do nosso estado”, ressaltou.
Referindo-se a Cauê Aragão, Daniella deu ênfase ao importante e já exitoso trabalho que ele desenvolve como presidente da Investe Maranhão. Também fez questão de mencionar que Cauê deixou sua marca à frente da Aged, fortalecendo a defesa agropecuária no Maranhão, promovendo ações de vigilância, fiscalização e valorização da produção agrícola e pecuária. “Sob sua gestão, a Aged alcançou conquistas históricas, como o reconhecimento do Maranhão como zona livre de febre aftosa sem vacinação, um passo importante para a abertura de novos mercados e para o fortalecimento do setor produtivo dentro do nosso estado”, salientou.
A parlamentar acrescentou que o trabalho realizado por Cauê Aragão na Aged contribuiu significativamente para a conquista de uma certificação internacional ao país. Ela citou, ainda, as melhorias estruturais e operacionais promovidas na Aged na gestão do ex-presidente, o que aproximou os órgãos das demandas reais do campo e da população. “Sabemos o potencial do setor agropecuário maranhense e sua atuação foi fundamental para que a gente se desenvolvesse e se destacasse a nível nacional. São trabalhos como esse que merecem o reconhecimento da Assembleia Legislativa do Maranhão”, exaltou.
Grandeza de servir
Em discurso após ser condecorado, Cauê Aragão agradeceu a honraria à deputada Daniella e externou profundo respeito, admiração e estima à presidente Iracema Vale. Ao iniciar sua fala, ele fez menção a uma frase do pastor e ativista norte-americano Martin Luther King (1929-1968) que diz o seguinte: “Se você quer ser importante, ótimo. Se você quer ser reconhecido, ótimo. Se quer ser grande, ótimo. Mas lembre-se: o maior entre vocês será aquele que serve. Essa é a nova definição de grandeza. “Essas palavras sempre fizeram e continuam fazendo grande sentido para mim. A grandeza de um homem não se mede por reconhecimento, nem por posses, mas sim pelo serviço prestado ao próximo. E é isso que tem guiado minha vida até aqui”, afirmou.
Sobre a Medalha Manuel Beckman, que carrega o nome de um grande líder revolucionário e que representa a maior honraria concedida pela casa legislativa, a casa do povo, ele disse que é mais do que uma honra, é o reconhecimento a mais de 10 anos de serviços prestados à gestão pública do estado do Maranhão, trajetória iniciada em 2015, quando foi convidado pela então secretária de Estado das Cidades, Flávia Alexandrina, para chefiar a Assessoria Jurídica da pasta. “Foram quatro anos intensos, de muito aprendizado e entrega”, recordou, ressaltando a oportunidade que teve de participar de grandes projetos e de testemunhar a realidade de muitas pessoas mudar diante dos seus olhos.
Ao discursar, Cauê Aragão destacou a grandeza do ato de servir e não conteve a emoção ao relembrar a conquista histórica da certificação do Maranhão como zona livre de febre aftosa sem vacinação durante sua gestão à frente da Aged
Cauê Aragão declarou quão valiosa e marcante foi a missão de presidir a Aged, confiada a ele pelo governador Carlos Brandão durante dois anos, de 2022 a 2024. “Meu tempo ali foi muito significativo, de muito trabalho. Foram muitas viagens, muito aprendizado. Viajei pelo Maranhão praticamente todo. Não cheguei a conhecer os 217 municípios, mas cheguei próximo a 200”, rememorou, com orgulho e sensação de dever cumprido.
Mesmo nunca tendo lidado com a agropecuária, Cauê Aragão disse que descobriu um Maranhão imenso, produtivo e cheio de potencial. “Foram anos de muito trabalho, mas também de muitas conquistas. Agradeço profundamente à equipe da Aged, formada por servidores exemplares, dedicados, que abraçaram cada desafio proposto com extrema coragem”, reconheceu, sem deixar de destacar o apoio fundamental do governador Carlos Brandão, que não mediu nenhum esforço para entregar tudo o que a Aged precisava, como a aquisição de mais 70 novas viaturas e a reforma de dezenas de escritórios no estado.
Tamanho esforço governamental possibilitou expressiva melhoria de desempenho e resultados, a exemplo da certificação de mais de 50 empreendimentos com o selo da agência e digitalização das Guias de Transporte Animal (GTA’s), informatizando e dinamizando o processo e eliminando filas. Outra conquista da gestão de Cauê Aragão foi o aumento da arrecadação da Aged em mais de 63%, proporcionando maior rastreabilidade e segurança ao rebanho maranhense. Também foram convocados mais concursados para reforçar a equipe da agência e foi concedido reajuste salarial e da gratificação para alimentação.
Erradicação da aftosa: conquista histórica
Mas o feito mais grandioso que marcou o período de Cauê Aragão à frente da Aged foi a certificação do Maranhão, no final de 2024, como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Ele destacou que o suporte oferecido pelo governador Carlos Brandão abriu caminho e foi determinante para a conquista histórica. “A casa foi organizada, o trabalho foi sistematizado, pois o governador Carlos Brandão ofereceu suporte em todos os níveis. Chegamos, então, a uma grande conquista: o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação”, relembrou, sem conseguir conter a emoção, arrancando aplausos.
Ao comentar a certificação, concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal, Cauê Aragão frisou que, talvez, nem todos compreendam a dimensão dessa conquista, mas enfatizou que ela é resultado de 20 anos de esforço coletivo, de técnicos, fiscais, criadores, da Associação dos Criadores, do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Maranhão (Fundepec) e da Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária (Sagrima), hoje chefiada pelo ex-prefeito de Caxias Fábio Gentil.
Ele também atribuiu o mérito pela erradicação da febre aftosa do território maranhense à visão do governador Carlos Brandão, que por ser médico veterinário, sempre foi um grande entusiasta do setor produtivo local e do setor primário. “Esse reconhecimento é a nível mundial. O Maranhão, hoje, tem oportunidade de fazer negócio com qualquer parte do mundo no que se refere à carne bovina. E isso reverbera, também, em aspectos vegetais, a exemplo da nossa soja, que também poderá ser exportada sem nenhum tipo de restrição”, realçou.
Desafio inovador
Quanto a sua nova missão, como presidente da Investe Maranhão, Cauê Aragão ressaltou que é um desafio inovador: gerir o mais novo polo de atração de investimentos para o estado. Ele classificou a criação da agência como mais uma medida visionária do governador Carlos Brandão, que acredita no Maranhão como um estado protagonista, competitivo e de portas abertas para o Brasil e para o mundo. “Nosso trabalho é amplo e desafiador. Estamos atuando em setores estratégicos, desde a restauração ambiental ao fortalecimento da indústria e do comércio, com um único propósito: gerar empregos, reduzir desigualdades e abrir caminhos de oportunidades para o povo maranhense”, reiterou.
Cauê Aragão estendeu seus agradecimentos à sua esposa, Michelle; à suas duas filhas, Laura e Luíza; aos pais, Stênio e Alda; à sua avó, Lourdes, apelidada carinhosamente de Lurdeca, às suas irmãs e demais familiares.
Prestigiaram a sessão solene, conduzida pela presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, diversas autoridades, como prefeitos, deputados, a secretária-chefe de Gabinete do governador Carlos Brandão, Luzia Waquim; o secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, Fábio Gentil, membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Polícia Militar, da Polícia Civil, dentre outros.
A professora Érica Cristina Bispo, 45, passou em primeiro lugar em um concurso para docente na USP (Universidade de São Paulo), mas teve a posse negada a pedido dos demais candidatos.
Érica e outras oito pessoas concorriam por uma vaga na área de literaturas africanas de língua portuguesa. Regido pelo edital FFLCH/FLC nº 024/2024, o processo seletivo foi realizado entre os dias 17 e 21 de junho de 2024, em duas fases, e previa a posse do aprovado para este ano.
Érica era a única candidata negra do concurso. Ao todo, 15 interessados se inscreveram, mas apenas nove compareceram. Entre os três inscritos que se declararam pretos, pardos ou indígenas, apenas ela realizou as provas.
A professora foi aprovada em primeiro lugar e até nomeada por meio de uma portaria do reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior. Ela conta que poderia tomar posse depois de exames de saúde, que saíram no dia 31 de janeiro e a consideraram apta para o exercício do cargo.
Cinco meses após a aprovação, no entanto, a USP informou que um recurso estava sendo movido contra o concurso. “Eu soube por fofoca do meio acadêmico sobre essa contestação semanas depois, mas sem saber do que se tratava. Só fui notificada oficialmente desse recurso em novembro”.
Seis dos participantes alegaram que ela era “amiga íntima” de dois dos quatro avaliadores da banca —que eram de outras universidades do país. Insatisfeitos com o resultado, eles também questionavam a qualificação da vencedora e seu volume de produção científica. Pediram ainda que os critérios de definição das notas dadas em uma das etapas fossem esclarecidos.
“O resultado preliminar é um ato inválido. Há clara violação dos princípios da impessoalidade (relação de amizade entre a comissão avaliadora e a candidata), falta de parâmetros para atribuição das notas nas provas didática e de memoriais e alteração posterior de elementos do edital.”
Concorrentes teriam resgatado fotos em que Érica aparecia com duas professoras da banca. “Tenho uma grande amiga que é professora universitária e que é amiga dessas duas. Então, nesses congressos e eventos, nós nos encontramos. Ela é minha amiga. As outras, não. A gente se conhece, de fato, academicamente, no nível acadêmico, e só”, explica Érica.