Completamente esclerosado. Defender ditaduras sanguinárias, cruéis, canalhas e mortíferas, não representa, com certeza, a maioria dos brasileiros. Chega dessa narrativa medíocre para seus aliados e defensores de ditadores.
Lula fez uma série de críticas nesta quarta-feira, dia 4, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e às Nações Unidas, sobretudo os membros permanentes do Conselho de Segurança, por causa da guerra no Irã, dos planos do Conselho da Paz voltados à Faixa de Gaza, do bloqueio a Cuba e do imobilismo da organização.
“A ONU está cedendo ao fatalismo dos senhores da guerra e não tem espaço para os senhores da paz. Por que a ONU já não convocou uma conferência mundial para discutir esse conflito (Irã)?“, afirmou Lula, que indagou também por que todos acham normal Trump dizer todo dia que “tem o maior navio e o maior Exército do mundo”.
O presidente também questionou a duração da guerra na Ucrânia, provocada por uma invasão russa, em fevereiro de 2022. Ele sugeriu de novo que o desfecho está dado e que a Ucrânia vai perder os territórios tomados pela Rússia. O próprio Lula e integrantes do governo brasileiro já haviam sugerido antes que os ucranianos deveriam ceder áreas para Moscou, sob protestos de Kiev e do Ocidente. A manutenção do Donbass é a principal reivindicação russa.
“Por que a guerra da Rússia e da Ucrânia dura quatro anos quando todo mundo já sabe o que vai dar naquela guerra? Quem é que não sabe o que está acontecendo naquela guerra? O Putin vai ficar com o que já conquistou. O Zelenski vai se contentar com o que perdeu, e vai ter um acordo. Se é isso, por que não fazem logo?”, afirmou Lula.
Ele afirmou que a ONU já deveria ter convocado uma reunião por causa da guerra no Irã e, indicando mais uma vez que não aceitará o convite para compor o Conselho da Paz de Trump, disse que o plano reconstrução de Gaza é levar resort para pessoas passarem férias perto de cadáveres dos palestinos.
“Começou a destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres e crianças que mataram, para agora aparecerem com pompa criando um conselho para dizer ‘vamos reconstruir Gaza’. Aparece como se fosse um resort para milionário passar férias num lugar que estão os cadáveres das mulheres e crianças que morreram. E muitas vezes a gente fica impassível. Se a gente não gritar e não se mexer nada acontece”, afirmou Lula.
Lula participou de cerimônia pública no Itamaraty e discursou a representantes de países latino-americanos e caribenhos, durante reunião regional da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). O Brasil sedia a 39ª Conferência Regional da Organização da FAO para a América Latina e o Caribe.
O petista disse que as riquezas da região “são exploradas por pessoas que não são daqui, para produzir parte das armas que destroem o que já foi construído”. E que a região é a única zona de paz do mundo.
“O ditado que ‘quem quer a paz se prepara para a guerra’ é para quem quer fazer a guerra”, disse Lula.
Lula disse que os recursos investidos em guerras – US$ 2,7 trilhões – deveriam ter sido empregados no combate a fome, divididos entre 630 milhões de pessoas que passam fome no mundo, mas que o assunto “não sensibiliza muito o coração dos governantes”, por excesso de “irresponsabilidade e falta de compromisso”.
O petista apelou aos governantes de EUA, China, Rússia, Reino Unido e França – os membros permanentes do Conselho de Segurança – para que discutam a fome e a pobreza, em vez de conflitos e defesa.
“Se os senhores que coordenam o Conselho de Segurança com o mesmo permanente da ONU se preocupassem com a questão da fome nesse instante, ao invés de ficar discutindo como agora está se discutindo na Europa o fortalecimento do armamento dos países, investimento na defesa, porque está todo mundo pensando que vai se agravar aos conflitos e todo mundo quer mais armas, mais bomba atômica, mais drone e aviões de caça cada vez mais caro”, disse Lula.
“E tudo isso não é feito para construir ou para produzir alimento. Isso é feito para destruir e para diminuir a produção de alimentos ou destruir aquilo que já está plantado. Seria apenas uma reflexão de bom senso. Se houvesse a convocação, são apenas cinco pessoas, que poderiam fazer uma teleconferência. Não precisaria ninguém correr risco, para ninguém ser atacado por drone à noite, para ninguém ser vítima de uns mísseis, poderia ter feito uma teleconferência para fazer uma discussão muito clara se o que vai resolver o problema da humanidade é mais guerra ou mais paz? Se é a construção e a produção de mais armas cada vez mais sofisticadas e cada vez mais caras ou o aumento da produção, da distribuição e o aumento da renda do povo para que a gente pudesse ter alimentação necessária.”
O petista também afirmou que Cuba, que sofre um bloqueio americano, não está passando fome por que não sabe produzir alimentos, tampouco por não saber construir sua rede de energia, mas por que “não querem que Cuba tenha certas coisas que todo mundo deveria ter”. Ele vinculou o caso a perseguição ideológica pelo fato de o governo ditatorial da ilhas ser comunista.
“Vamos supor que não se cuida de Cuba por uma perseguição ideológica, então não vamos ajudar Cuba, porque Cuba é um país comunista. Ajuda o Haiti que está do lado e passa tanto ou mais fome do que Cuba e que está sendo dominado por gangues”, disse o petista.
O presidente disse que a fome não pode ser tratada como uma questão de ONGs, e que somente tenha recursos quando houver sobra. Ele advogou que parte do orçamento de outros ministérios como Itamararty e Forças Armadas, entre outros, deveriam compor verba para o combate a fome.
Lula disse que os recursos não são distribuídos porque os governos agem sob pressão do mercado financeiro e estão subordinados às orientações do FMI.
“O mercado começa dia 1º de janeiro preocupado com com défcit fiscal e termina dia 31 de dezembro preocupado com déficit fiscal. Para eles não existe pobre, não existe problema. Ou seja, vamos jogar nas costas do povo pobre, eles que paguem o preço”, afirmou o presidente.
Por Estadão
Publicado em: Política


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