O quê impressiona e que Alexandre de Moraes determinou o afastamento de imediato de Valdênio Nogueira Caminha do cargo de procurador-geral do Estado do Maranhão, logo após o procurador ter assinado uma agravo em que pede a saída de Flávio Dino da relatoria do processo sobre a escolha de conselheiros do TCE-MA.
Em sua decisão, Moraes proíbe, ainda, que Valdênio Nogueira seja nomeado para qualquer função nos três poderes do Estado do Maranhão.
Alexandre de Moraes, em sua decisão, diz que Valdênio teria adotado medidas para retardar ou esvaziar os efeitos de determinações anteriores do STF que ordenavam o afastamento de servidores, entre eles Gilberto Lins Neto e Ítalo Augusto Reis Carvalho. O procurador-geral foi acusado de autorizar, por meio de parecer, a manutenção de pagamentos a exonerados e de postergar desligamentos sob justificativas administrativas.
As medidas de Moraes devem ser aplicadas de imediato.
Não há mais como ignorar a série de irregularidades e ilegalidades praticadas por ordem do ministro Alexandre de Moraes, quando presidia o Tribunal Superior Eleitoral e, ao mesmo tempo, pelo STF, determinava investigações e penalizava qualquer pessoa, sempre do conservadorismo ou da direita, o que, só quem quer ignorar os fatos, imagina que isto não tenha influenciado no resultado da eleição presidencial de 2022. Depois se toda a série de documentos e comprovações que estão andando o mundo, com outras denúncias, cada vez mais sérias e contundentes contra Moraes, a imprensa brasileira, finalmente, ou ao menos uma parte dela, começou a divulgar os fatos quase inacreditáveis, envolvendo uma das maiores autoridades do Judiciário brasileiro, que, parece, não temia ser descoberto.
O jornal Folha de São Paulo, através de reportagens do conhecido jornalista Fábio Serapião, em parceria com o americano Green Greenwald, que tem dezenas de horas de gravações e farta documentação sobre as denúncias, (inclusive contando com o aval do ex-chefe de gabinete de Moraes, Eduardo Tagliaferro, que está exilado na Itália) começou a publicar uma série de reportagens sobre tudo o que de ilegal teria sido feito entre os anos de 2022 e 2023. Prints de conversas, documentos com timbre do STF, mas assinado por servidor do TSE; conversas, preocupações de assessores de Moraes, temendo que o assunto viesse à tona: são seis gigabites de provas, sendo divulgadas aos poucos, também pelo site aliado à Folha, o UOL e reproduzidos país afora.
Imediatamente, parte da imprensa canina, que continua cheirando o dinheiro público, ainda jorrando em seus cofres, tentou desautorizar a série de reportagens. A ministra Gleysi Hoffmann, aquela que todos adoram, publicou nas redes sociais que a Folha é bolsonarista. Esqueceu-se de que, até há pouco, a Folha era uma das maiores aliadas do governo de esquerda que ela representa. Enfim, a situação está fervendo para os lados de Moraes, atacado nos Estados Unidos e no mundo e agora também personagem denunciado por parte da mídia brasileira. Qual a saída?
A única porta que ainda pode ser fechada para a volta da verdadeira democracia, é agora a maior pauta do governo e de parte dos ministros do STF, com Alexandre de Moraes à frente: implantar a censura nas redes sociais, através de uma “regulamentação”, defendida por dez entre dez lulistas. Poderia ser o primeiro passo para o controle total da mídia e da opinião pública. Todas as outras não são saudáveis para o até agora mais poderoso ministro da história do Judiciário brasileiro, desde o fim do Império.
Um ato de fé, por isso venha participar da 19º Marcha para Jesus, que acontecerá no dia 23/08, às 16 horas, com saída da na Ibpaz, na Cohab, com encerramento em frente do Shopping da Gente.
Venha participar desse ato de fé!!
“Um momento de fé, adoração e unidade pra juntos declararmos que Jesus é o Senhor da nossa vida. Este ano, a abertura do Natal Iluminado será com uma banda evangélica, e a escolha será feita pela própria população! Vamos marchar com fé e alegria por aquele que nos salvou!”, destacou Gentil Neto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (14) que não vai “chorar nem rastejar” para que os Estados Unidos comprem produtos brasileiros, após o governo de Donald Trump (Partido Republicano) impor tarifas de 50% sobre parte das exportações do Brasil.
“Se os Estados Unidos não quiserem comprar, não tem importância. Eu não vou ficar chorando, não vou ficar rastejando, eu vou procurar outros países para vender os produtos que a gente vende para eles e vamos seguir em frente. Eu aprendi a andar de cabeça erguida”, declarou Lula durante a inauguração da Fábrica de Hemoderivados da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) em Goiana (PE).
A planta fabril, que custou R$ 1,9 bilhão ao governo, produzirá remédios a partir do excedente de plasma humano doado a hemocentros em todo o país. Apesar de afirmar que pretende manter negociações com os norte-americanos, Lula disse que buscará outros mercados.
“Nós não vamos deixar as nossas empresas morrerem à míngua e também nós não vamos ficar chorando que ele parou de comprar, não. Nós vamos tentar vender para a China, Índia, Rússia, para a Alemanha, para qualquer lugar”, disse o presidente.
Lula ainda disse que não faz distinção entre países em seu trato diplomático: “Tem uns vira-latas que ficam falando ‘Nossa, como esse Lula está falando brabo’. Não, eu falo igualzinho para a Bolívia o que eu falo para os americanos. Eu não sou daqueles que fala fino com americano e grosso com a Bolívia. Não, eu trato todo mundo igual.”
O petista também criticou as justificativas de Trump para o tarifaço e afirmou que o Brasil não persegue o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, reafirmou que vai regulamentar as redes sociais das big techs estrangeiras no país:
“Ele [Trump] [disse que] não vai aceitar que a gente regule [as redes]. Nós estamos fazendo o projeto de regulação. Ontem nós terminamos o projeto, vamos mandar. Porque aqui no Brasil tem lei e aqui no Brasil a lei vale para nós e vale para empresas estrangeiras que estão aqui dentro”, completou.
O plano de contingência do governo brasileiro em reação às tarifas dos EUA foi anunciado na quarta-feira (13), com a assinatura de uma medida provisória para socorrer empresas brasileiras afetadas pelo aumento das taxas.
Empresário Apolônio Alencar, o comerciante José Armando Oliveira e a enfermeira Maria Celeste Barbosa foram os homenageados
A Assembleia Legislativa do Maranhão realizou, nesta quinta-feira (14), no plenário Nagib Haickel, sessão solene para a entrega da Medalha do Mérito Legislativo ‘Manuel Beckman’ a personalidades caxienses de destaque: o empresário Apolônio Alencar, o comerciante José Armando Oliveira e a enfermeira Maria Celeste Barbosa de Sousa. A cerimônia também prestou homenagens à Academia Caxiense de Letras e às tradicionais procissões do Fogaréu e do Mastro de São Sebastião, reconhecidas como patrimônio cultural e imaterial do Maranhão.
A iniciativa partiu do deputado Adelmo Soares (PSB), que integra a bancada da região de Caxias, na Alema. Prestigiaram também o evento a presidente da Assembleia, Iracema Vale (PSB), os deputados Arnaldo Melo (PP), Wellington do Curso (Novo) e Daniella (PSB).
A Medalha “Manuel Beckman” é a mais alta honraria concedida pelo Parlamento estadual, destinada a cidadãos que tenham prestado relevantes serviços ao Maranhão. O ato solene foi comandado inicialmente pela presidente da Casa, seguida dos deputados Adelmo Soares e Daniella.
Além da presidente da Alema, deputada Iracema Vale, compuseram a mesa de honra o deputado Adelmo Soares; o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Fábio Gentil; o senador Weverton Rocha (PDT); a deputada federal Amanda Gentil (PP); a ex-deputada estadual Cleide Coutinho e os homenageados.
A presidente da Assembleia abriu a cerimônia saudando as personalidades agraciadas com a comenda e passou o comando dos trabalhos ao deputado Adelmo Soares. “É uma honra participar da abertura desta sessão solene. A Casa se sente honrada em prestar essas homenagens. Sintam-se à vontade nesta Casa que é de vocês”, afirmou Iracema Vale.
José Armando, representando o pai, Armando de Oliveira, recebe do deputado Adelmo Soares a medalha ‘Manuel Beckman’, na sessão solene
Reconhecimento
Os deputados Adelmo Soares, Daniella, Wellington do Curso e Arnaldo Melo pronunciaram-se ressaltando a contribuição dos homenageados para o desenvolvimento do Maranhão e, ao mesmo tempo, enaltecendo o papel da Academia de Letras Caxiense e das tradicionais manifestações culturais do município, como as procissões do Fogaréu e do Mastro de São Sebastião, para o engrandecimento e valorização da cultura maranhense.
“Essa é uma justa homenagem. Nosso sentimento é de gratidão pela contribuição desses ilustres caxienses ao Maranhão. Caxias está feliz! Viva a cultura maranhense! Viva Caxias”, afirmou Soares.
Em suas falas, José Armando de Oliveira, Maria Celeste Barbosa de Sousa, Apolônio Alencar, o jornalista Raimundo Borges, representando a Academia Caxiense de Letras; e os representantes das manifestações culturais agradeceram, emocionados, o reconhecimento da Assembleia Legislativa.
“Cheguei a Caxias para constituir família e criar bens. Recebo essa homenagem em nome de toda a gente caxiense. Agradeço a Assembleia Legislativa pelo reconhecimento e, em particular, o meu amigo deputado Adelmo Soares”, disse Apolònio Alencar.
Enfermeira Maria Celeste Barbosa é homenageada pela Assembleia em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade maranhense
Homenageados
José Armando Oliveira, nascido em 22 de março de 1945, em Caxias, é conhecido como “Zé Dois Irmãos” – apelido que lhe foi atribuído devido ao nome do seu comércio, que se tornou referência na cidade. Filho de Júlia Alves de Oliveira, operária da tecelagem, construiu uma trajetória de sucesso no comércio local, marcado por espírito empreendedor e forte compromisso comunitário. Casado com Dona Conceição, tem sete filhos, 17 netos e dois bisnetos.
Maria Celeste Barbosa de Sousa, natural de São Luís e criada em Codó, formou-se em Enfermagem pela Fundação Universidade do Maranhão em 1971. Foi a primeira enfermeira formada a trabalhar em Caxias, onde iniciou a gestão do Hospital Miron Pedreira. Ao longo de 52 anos de carreira, atuou em diversas unidades de saúde, como o Hospital Presidente Dutra, Maternidade Marly Sarney e Hospital Infantil Dr. João Viana, sendo referência profissional e humana na área da saúde.
Já o empresário Apolônio Alencar, natural de Pio IX (PI) e radicado em Caxias desde os anos 1970, construiu uma sólida carreira nos ramos industrial e agropecuário. Começou sua trajetória vendendo redes de porta em porta até criar um dos maiores crediários do leste maranhense. Recebeu, ainda na década de 1980, o título de Cidadão Caxiense.
Empresário Apolônio Alencar agradeceu à Assembleia Legislativa e ao deputado Adelmo Soares pela concessão da honraria
Patrimônio cultural e imaterial
A solenidade foi marcada pela entrega de placas aos homenageados e o reconhecimento oficial da Academia Caxiense de Letras, da Procissão do Fogaréu e da Procissão do Mastro de São Sebastião como patrimônio cultural e imaterial do Maranhão.
As homenagens ressaltaram a importância de preservar tradições, memórias e expressões culturais que fortalecem a identidade do povo maranhense.
O evento foi prestigiado por autoridades, familiares, amigos e representantes da cultura e da sociedade civil, reafirmando o compromisso da Assembleia Legislativa com o reconhecimento de trajetórias de vida inspiradoras e da riqueza cultural do Estado.
Jornalista Raimundo Borges, membro da Academia Caxiense de Letras, representou a instituição, que também foi homenageada na sessão solene
“Vossa Excelência não está sendo fiel aos fatos”, disse o presidente do Supremo ao colega
O ministro está criando uma situação que não existiu. Desculpe, simplesmente não existiu isso.”
O ministro Fux, relator do caso, ficou parcialmente vencido no julgamento. Pela praxe do STF, quando isso ocorre, a relatoria é transferida para ao ministro que abriu divergência. Neste caso, Flávio Dino.
Fux demonstrou insatisfação com a mudança de relatoria, e Barroso, visivelmente irritado, afirmou que o colega não “estava sendo fiel aos fatos”.
O bate-boca foi intermediado pelo decano Gilmar Mendes, que tentou acalmar os ânimos.
O Antagonista transcreve a íntegra da discussão:
Barroso:“Ministro Fux, a regra aqui é assim: Se o relator, na parte vencida, concordar em reajustar, ele continua como relator. Se o relator na parte vencida não concordar em reajustar, o primeiro que divergir tem a relatoria.”
Fux:“Ministro Barroso, eu fui vencido por 10 a 1 no ‘juiz de garantias’ e mantive a relatoria. Não foi reajuste nenhum. Eu e o ministro [Dias] Toffoli ficamos praticamente num voto igual, só que eu mencionava os dispositivos e ele declarava.”
Barroso:“Ministro, a tese de julgamento era uma tese divergente de Vossa Excelência em um capítulo essencial. Eu ofereci à Vossa Excelência a permanecer como relator. E se Vossa Excelência não quer permanecer como relator, apenas reajustando, Vossa Excelência disse: ‘Não, não quero reajustar.”
Fux:“Mas Vossa Excelência não me ofereceu como relator, não. Vossa Excelência passou direto…”
Barroso:“Absolutamente, absolutamente. Pode pegar, pode resgatar a sessão e eu disse, porque tenho maior consideração com Vossa Excelência, e Vossa Excelência não está sendo fiel aos fatos. Eu disse: ‘Vossa Excelência não quer reajustar para permanecer como relator?’ E Vossa Excelência disse: ‘Não, porque isso seria uma desconsideração com quem me acompanhou’. Aí eu disse: ‘Então, tá. O redator pro acórdão fica o Flávio Dino’.
Gilmar Mendes:“Presidente, me dá a palavra por favor? Eu compreendo, ministro Fux, o constrangimento. Porque temos colegas que nos acompanharam e tal, mas é possível se fazer isto de maneira aberta, dizendo, é possível colocar de modo que…”
Fux: “Jamais faria [inaudível]…”
Barroso: “Ministro Gilmar, eu perguntei ao ministro Fux e hoje eu perguntei ao ministro Flávio Dino se ele se importava em devolver a relatoria ao ministro Fux. Porque pra mim tanto faz. E o ministro Flávio Dino disse: ‘Acho que depois da proclamação não é próprio’.”
Gilmar: “Mas todos nós reconhecemos a qualidade de seu [do Fux] voto.”
Fux:“É, eu só queria consignar, ministro Gilmar, porque eu não queria deixar passar isso.”
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, declarou apoio ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como candidato a uma futura vaga na Corte. A afirmação foi feita durante um encontro social em Brasília, na presença do próprio congressista, e publicada nesta quinta-feira (14) pela Folha de S. Paulo.
“A Corte precisa de pessoas corajosas e preparadas juridicamente”, disse Mendes. “O senador Pacheco é o nosso candidato. O STF é jogo para adultos”, acrescentou. Questionado pela Folha sobre o apoio, Pacheco respondeu de forma breve: “Sou tímido”.
A declaração ocorre em meio a rumores sobre a possível aposentadoria do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, após concluir seu mandato na presidência da Corte, que termina em setembro. Caso Barroso se aposente, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar um novo ministro, que seria o terceiro da gestão atual, depois de Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Segundo fontes do Palácio do Planalto, já há quatro nomes favoritos para a eventual vaga: Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU); Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU); Rodrigo Pacheco, presidente do Senado; e Vinicius Carvalho, da Controladoria-Geral da União (CGU). Todos são considerados de confiança do presidente Lula e já estavam no radar do governo durante indicações anteriores ao Supremo.
O governo ainda trata o assunto com discrição, mas monitora atentamente os desdobramentos sobre a aposentadoria de Barroso, que poderá abrir caminho para a terceira indicação ao STF no atual mandato presidencial.
Quer identificar um vereador canalha, leitor amigo? Há muitos caminhos. Eu exponho aqui um dos critérios. Pode não detectar todos os canalhas, mas os que forem pegos com suas presepadas e as práticas mais esdruxulas para tentar aparecer e, assim, poder ser notado.
O canalha é, sim, favorável à criação dos, como é mesmo?, E até a população, inclusive crianças, para tentar desqualificar seus adversários, mesmo sabendo que uso de crianças em filmagens é crime.
O vereador canalha não mede as consequências, pois quer se tornar o centro das atenções, mesmo não produzindo nada, nadica de nada, em prol da população… Sequer tem um projeto ou quiçá um noção em gestão pública, pois foi visto fazendo porqueiras na área de saúde.
O vereador canalha sempre se apresenta com autoritarismo que costumo chamar de liofilizado, desidratado… Quem sabe um dia venha a água …
O segundo elemento para compor o vereador canalha vem agora: se o sujeito não for favorável as práticas horrorosas ela parte para a ignorância e odeia ser questionado pela mídia. É um “antidemocrático” …
Agora, que o vereador canalha vista a carapuça e se identifique!!!
Tatiana dos Santos, mais conhecida como Carreirinha, é uma figura conhecida nas ruas de Caxias. Por anos, viveu em situação de extrema vulnerabilidade, enfrentando a dependência química e a falta de assistência contínua. Recentemente, sua história ganhou novos contornos quando ela aceitou, de forma voluntária, ser internada no Hospital Nina Rodrigues, em São Luís, para iniciar um tratamento especializado.
A internação só foi possível graças a uma ação conjunta da Secretaria Municipal de Proteção Social e da deputada Daniella, que viabilizou o encaminhamento da paciente com o devido apoio institucional e legal. Também é importante destacar o trabalho humanizado realizado pela equipe do Centro POP, que fez o acolhimento e conduziu Carreirinha até a decisão de buscar ajuda.
No entanto, o que deveria ser apenas uma vitória das políticas públicas e da empatia virou também palco de oportunismo político.
*O vereador que quer os méritos — mas foge da responsabilidade*
Logo após a notícia da internação de Carreirinha repercutir nas redes sociais e na imprensa local, o vereador Daniel Barros, que se intitula “Fiscal do Povo”, surgiu alegando que tudo só aconteceu graças a ele. A informação é falsa.
O vereador não teve qualquer participação direta ou articulação comprovada no processo. Sua tentativa de capitalizar politicamente em cima de uma conquista coletiva foi rapidamente desmentida pelos envolvidos na ação.
Agora, mais recentemente, Carreirinha foi novamente vista nas ruas, pedindo dinheiro. Situação triste, porém infelizmente comum em casos de dependência química, que envolvem recaídas, interrupções de tratamento e, muitas vezes, a ausência de uma rede de apoio familiar e social contínua.
Curiosamente, o mesmo vereador que correu para os holofotes quando a internação foi conquistada, hoje se omite. Não apenas se cala diante do retorno de Carreirinha às ruas, como também ataca nas redes sociais o próprio Estado, acusando-o de “ineficiência” ignorando que a internação de Carreirinha foi voluntária e, por lei, ela pode decidir sair do hospital a qualquer momento.
*Dependência química não se resolve com curtidas*
É preciso responsabilidade. O tratamento de dependência química é complexo, demorado e doloroso. Envolve múltiplos fatores: saúde mental, vínculos familiares, moradia, dignidade e acompanhamento constante. Não é com discursos vazios nem com oportunismo político que esse problema será resolvido.
Se queremos transformar realidades como a dela, é preciso seriedade, compromisso e, acima de tudo, empatia.