Antes de explodir bomba que levou à sua morte, em frente ao STF, Francisco Wanderley Luiz citou Lula e Bolsonaro em mensagens nas redes
Homem que morreu após detonar bomba em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) e causar outra explosão próxima à Câmara dos Deputados, Francisco Wanderley Luiz, o Tiü França, citou o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro em mensagens. Os atentados realizados nesta quarta-feira (13/11) causaram tumulto, provocando a evacuação de ministros e encerramento das sessões no Congresso.
“Bolsonaro e Lula, se vocês amam o Brasil, afastem-se da vida pública! Chega de polarização, este é o momento de vocês provarem quem vocês são. O povo é um só povo”, escreveu. A mensagem de WhatsApp foi compartilhada em uma rede social.
Sob a alcunha de “Tiü França”, o chaveiro de profissão se candidatou a vereador em Rio do Sul (SC), pelo Partido Liberal (PL) em 2020, um ano antes da filiação de Bolsonaro à sigla. Nas redes sociais, ele fez publicações em referência às explosões que ocorreriam na Praça dos Três Poderes.
Em outro print, ele diz: “Cuidado ao abrir gavetas, armários, estantes, depósito de materiais etc.”. E prosseguiu indicando o suposto horário de início das explosões: “Início: 17h48 do dia 13/11/2024. O jogo acaba dia 16/11/2024. Boa sorte!”
Nas mensagens compartilhadas, ele chegou a explicar que escolheu a data, 13/11, por não gostar do número do PT: “Ele apenas soltou uns foguetinhos para comemorar o dia 13. Eu não gosto do número 13. Tem cheiro de carniça igual cachorro quando morre”.
Ele morreu ao detonar uma bomba na Praça dos Três Poderes, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). Seu carro também explodiu, mas ao lado do Anexo IV da Câmara.
A ameaça de bomba levou ao fechamento da Esplanada dos Ministérios em Brasília e ao cancelamento das sessões do Congresso previstas para esta quinta-feira (14/10).
Todo traidor tem a cara de pau, pois se faz de parceiro no cara a cara, porém trai as escondidas… Basta passar o óleo de peroba!!!
Imaginam a cara de pau daqueles que traíram na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão, principalmente estando em reunião com a presidente Iracema Vale antes do 2º turno!!! Quanta falta de caráter e dignidade!!!
Na verdade, o voto secreto sempre foi e sará passivo de traições de parlamentares que se dizem honestos e comprometidos com o grupo do qual se diz fazer parte. Todo traidor visa apenas vantagens oferecidas!!!
É válido ressaltar que o voto secreto é a garantia da impunidade em caso de traição, visto que o traidor pode está sentado à mesa com os traídos. Basta lembrar a passagem Bíblica sobre a Santa Ceia!!!
Os traidores se pautam na votação anônima para dar continuidade as suas presepadas e vigarices.
O que se viu nos dois turnos para escolha do presidente da Al foi um verdadeiro palco de traições, cujo voto secreto garantiu que deputados que se diziam fechados com atual presidente, na hora “h”, no escondido, lhe passaram a perna.
Será que um dia terão a coragem de declarar em público suas traições?
Deputada concedeu entrevista coletiva após eleição para composição da nova Mesa Diretora
Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (13), a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), reeleita em sessão especial convocada para escolha da nova Mesa Diretora da Casa, reafirmou seu compromisso de realizar uma gestão compartilhada e focada no desenvolvimento do estado.
Vale agradeceu a confiança dos 21 deputados que confiaram o voto para ela exercer mais um mandato à frente da Alema, no biênio 2025/2026. Ela também agradeceu o apoio do governador Carlos Brandão e a parceria do Governo do Estado com o Poder Legislativo Estadual.
“Agradeço ao governador Carlos Brandão (PSB) pela parceria com a Assembleia e pelo trabalho em conjunto visando ao desenvolvimento do nosso estado. Nós iremos continuar construindo um Maranhão cada vez melhor para os maranhenses”, afirmou.
Aprovação
Ao avaliar o resultado da eleição, Iracema Vale disse que colocou seu trabalho de dois anos na chefia da Assembleia para avaliação de seus pares. “Na política, quando se vende fantasia, geralmente é mais vantajoso. Mas eu não trabalho assim. Trabalho com muita sinceridade, transparência e sem hipocrisia. Fiquei muito feliz que 21 deputados aprovaram o resultado de meus dois anos de atividade nesta Casa”, ressaltou.
Trabalho
Ela enfatizou que a Casa do Povo é um espaço plural que reflete a sociedade e que conseguiu conquistar a confiança dos seus pares com seu trabalho centrado. “Estou muito feliz, tranquila e agradecida pelos 21 parlamentares terem aprovado minha gestão. Sou vencedora e grata por minha recondução à Presidência do Parlamento Estadual por mais dois anos”, concluiu a presidente da Assembleia.
Mesa Diretora da Assembleia para o biênio 2025/2026:
Presidente – Deputada Iracema Vale (PSB)
Primeiro Vice-presidente – Deputado Antônio Pereira (PSB)
Segundo Vice-presidente – Deputada Fabiana Vilar (PL)
No início da noite desta quarta-feira (13), duas explosões consecutivas, com um intervalo de cerca de 20 segundos, abalaram a área em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Bombeiros e especialistas em explosivos foram rapidamente acionados, e a área foi isolada pelas autoridades para investigações e segurança.Testemunhas no local relataram que o som das explosões foi “muito forte”, sendo ouvido até mesmo na Câmara dos Deputados. Segundo informações preliminares dos bombeiros, uma pessoa morreu no incidente, e o corpo foi localizado na calçada próxima ao STF. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa das explosões.
Por medida de segurança, as pessoas que estavam no térreo do edifício-sede do STF foram evacuadas. De acordo com informações fornecidas pela segurança da Câmara dos Deputados, o estrondo teria sido provocado pela explosão de um carro estacionado entre o STF e o Anexo IV da Câmara.
Em nota, o Supremo Tribunal Federal declarou: “Ao final da sessão do STF desta quarta-feira (13), dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança. Os servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela”.
Assim que terminou as eleições para escolhas dos membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão, no final da tarde de hoje (13), para o biênio 2025/2026, o deputado Arnaldo Melo, que presidia a eleição, chamou a presidente reeleita Iracema Vale para falar da tribuna da Casa.
A presidente reeleita Iracema Vale, antes de tudo, mostrou humildade, discernimento e determinação com o quê é certo, se afastado de qualquer ato que possa manchar a sua vida pessoal e política.
Sua humildade traz à tona sua vida de interior, de vida política sem apadrinhamentos, da luta para chegar onde chegou sem atropelar ninguém.
E foi diante da fala da presidente Iracema, que vi os porquês de fato de não ter havido nenhuma alteração de votos do 1º para o 2º turno, ou seja, ficou no empate de 21×21. Ora bolas!!! Simplesmente a presidente sequer tentou agir com desonestidade, no intervalo, com o seu adversário, Othelino Neto, mostrando, com isso, o lisura do pleito.
Como ela bem disse, não é de sua personalidade agir com hipocrisia, desonestidade e, principalmente, falta de caráter, haja vista que os seus 21 votos foram conscientes, isso sem a prática da cooptação de forma esdrúxulas, tais como oferecimento de vantagens do poder Lesgislativo ou quiçá pedindo qualquer tipo de intervenção do governo do Estado.
Isso é grandeza política!!!
Também, não tentou cooptar nenhum dos outros 21 deputados que votaram com Othelino Neto, uma vez que para Iracema, todos têm o direito de livre expressão, de votar com sua consciência e, que por isso, jamais tomaria qualquer atitude que maculasse sua dignidade.
Por fim, agradeceu a Deus e por ser mais velha que seu adversário e, assim, sair vitoriosa mais uma vez.
Com certeza, Iracema Vale ficou como um exemplo de que para a consolidação da democracia é preciso respeitar toda e qualquer disputa, sem que pratique atos ilícitos.
O prefeito de eleito de Caxias, Gentil Neto, anunciou a competente técnica, conforme seu currículo, Luciana Andrea da Costa Soares, para compor sua equipe de governo à frente da Secretaria Municipal de Atividades Produtivas e Inspeção Animal.
“Com experiência e dedicação, sei que ela fará a diferença na promoção do desenvolvimento econômico e na qualidade das atividades produtivas em Caxias. Em 2025, vamos juntos construir uma gestão forte e transformadora!”, declarou Gentil Neto.
No 1º turno, o deputado Antônio Pereira, que concorria a 1º vice-presidente na chapa da presidente reeleita, Iracema Vale, venceu o deputado Júlio Mendonça, por 24 votos contra 18 votos.
Mas uma vez, houve uma disputa, isso é um tanto contrário aos anseios do Palácio dos Leões, uma vez que apostava em chapa única para os demais cargos da mesa, visto que sabia que haveria a disputa pela presidência da Casa.
Agora, haveria a disputa para 1º secretário, mas houve a desistência do deputado Fernando Braide, com isso acontecerá apenas uma votação em chapa única.
De todo modo, a chapa encabeçada pela presidente Iracema Vale foi a vencedora para todos os cargos da mesa diretora da Assembleia Legislativa para o biênio 2025/2026.
Com dois empates entre os deputados Iracema Vale e Othelino Neto, em dois turnos, a escolha terminou sendo desempatada pela idade, conforme o Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Maranhão.
Dessa forma, a atual presidente Iracema Vale foi reconduzida para presidir o Legislativo Maranhense no biênio 2025/2026.
Tudo indica que esses dois empates, 21X21 no primeiro turno, 21×21 no segundo turno, sem que houvesse modificações no placar, mostrou haver um número expressivo de deputados contrário ao Palácio dos Leões.
Será que daqui pra frente esses deputados contrário mostrarão suas caras ou devemos acreditar que somente Othelino Neto seguirá mostrando a sua face?
Dando continuidade aos anúncios de seus auxiliares técnicos, o prefeito eleito de Caxias, Gentil Neto, anunciou Luciana Paula Lemos da Silva para exercer a função de Secretária de Turismo da Cidade de Caxias.
É importante ressaltar a importância dessa pasta para Caxias, haja vista que tem fomentado com maestria a indústria turística, gastronômica e hoteleira, além da atração de investimentos e geração de emprego e renda.
Em entrevista à coluna, Jair Bolsonaro afirmou que, embora inelegível, será candidato até que sua “morte política seja anunciada para valer”
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista exclusiva à coluna, que, apesar de estar inelegível até 2030, seguirá como candidato à Presidência da República até que sua “morte política seja anunciada para valer”.
Bolsonaro disse ter certeza de que “não errou” nos dois episódios que levaram à sua inelegibilidade: a reunião com embaixadores na qual criticou as urnas eletrônicas e a participação na manifestação do 7 de Setembro em 2022.
“A resposta é a mesma: essa partícula ‘se, caso, talvez’ não existe. Eu sou candidato até que a minha morte política seja anunciada para valer. Eles não têm argumento para me tirar da política. A não ser o poder, a força de arbitrariedades contra a minha pessoa. Repito: qual a acusação contra mim? Que eu fiz de errado para não disputar uma eleição? E, se eu sou tão mal assim, deixa eu disputar para perder. É muito simples. Ou estão com medo da minha candidatura?”, disse o ex-presidente em entrevista concedida na terça-feira (12/11).
O ex-mandatário disse acreditar que conseguirá reverter sua inelegibilidade na Justiça ou até mesmo por meio do Congresso Nacional, onde seus aliados também articulam projeto nesse sentido.
Essa crença no Legislativo, segundo Bolsonaro, está relacionada aos “ventos da democracia” que estariam soprando em direção à direita em todo o mundo, como na Argentina e nos Estados Unidos.
A aposta de Bolsonaro em Trump
O ex-presidente demonstrou apostar na ajuda de Donald Trump para conseguir ser candidato em 2026. Para Bolsonaro, Trump vai “investir” no Brasil porque sabe da influência do país na América do Sul.
O ex-mandatário ponderou que o presidente eleito dos Estados Unidos tem preocupação com o avanço da esquerda na região e disse que a “grande arma” de Trump no Brasil será a defesa da liberdade de expressão.
O ex-chefe do Palácio do Planalto admitiu, porém, não ter “essa liberdade toda” para conversar com Trump. Ele ressaltou, contudo, que seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem liderado as conversas com o republicano.
“Eu não tenho essa liberdade toda para conversar com ele, apesar de conhecer alguns assessores, que estão sendo pré-anunciados para compor seu gabinete. Mas acredito que ele tenha um interesse enorme no Brasil, pelo seu tamanho, pelas suas riquezas, pelo que representa o nosso povo. E como um país que realmente possa aqui, como exemplo, desequilibrar positivamente para a democracia, para a liberdade, toda a América do Sul. Então, ele vai investir no Brasil sim, no meu entender, no tocante a fazer valer os valores do seu povo, que é muito semelhante ao nosso. Que, através da liberdade expressão, nós possamos aqui sonhar e não mergulharmos mais ainda numa ditadura que se avizinha”, declarou o ex-presidente brasileiro.
Anistia do 8 de Janeiro
Na entrevista, Bolsonaro também comentou sobre o adiamento da votação, na Câmara, do projeto que concede anistia aos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro de 2023, o chamado PL da Anistia.
Após esse adiamento, Bolsonaro admitiu que o projeto não será aprovado em 2024. “Não vai ter tempo para isso. Mas não tínhamos alternativa”, pontuou, ressaltando que tinha dúvidas se o texto passaria no plenário da Câmara.
O ex-presidente também aproveitou o tema da anistia para defender as alianças que o PL tem fechado com partidos do Centrão para as eleições de presidente da Câmara e do Senado, com o aval dele.
Bolsonaro ressaltou que, em troca do apoio a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o PL negocia ficar com a 1ª vice-presidência do Senado. Pontuou, ainda, que esse cargo pode ajudar na aprovação do PL da Anistia.
“Nós podemos, numa ausência do Davi, caso ele se sinta, vamos supor, incomodado, numa ausência dele, o nosso vice bota em pauta a anistia, por exemplo”, declarou o ex-mandatário.
Assista à entrevista:
Leia a entrevista na íntegra:
O senhor tem mantido o discurso de que será candidato a presidente em 2026, embora, em tese, esteja inelegível? O que o leva a crer que vai conseguir ser candidato em 2026?
Primeiramente, por que estou inelegível? Qual foi o crime? Foi dinheiro na cueca? Dinheiro lá fora? Apartamento? Desfalque em empresa? Nada. Reuniu-se com embaixadores, que é uma política privativa do presidente da República. Não ganhei nenhum voto por ocasião dessa reunião. O que eu tratei nessa reunião? Urnas, em especial o Inquérito 1361, de novembro 2018, que está classificado como confidencial até hoje. Ou seja, uma denúncia de fraude na minha eleição, por que está em aberto até hoje, depois que certas pessoas importantes foram ouvidas? Por que a imprensa não quer tomar conhecimento desse inquérito?
A outra causa: abuso de poder econômico. Acabou o 7 de Setembro, entreguei minha faixa para um assessor e fui na Esplanada dos Ministérios. Acredito que tinha por volta de 1 milhão de pessoas. E ocupei o carro de som do Silas Malafaia. Não teve nada. Nenhum recurso público envolvido nisso.
Obviamente, eu entendo como uma perseguição. Até porque essas duas inelegibilidades só foram botadas em votação depois que duas listas tríplices, que o Executivo escolhe, na verdade, o senhor presidente do TSE escolheu, e daí ele foi para o 5 a 2 contra mim. E seria, no mínimo, 4 a 3 a meu favor, se não tivesse trocado esses dois na reta final. Então, primeiro inelegível sem qualquer motivo. Até parece que vivemos aqui na Suíça, tá. Não quer dizer que você não deva não punir quem porventura errou. Eu não errei. Então essa é a minha certeza.
Então o senhor acha que o próprio Judiciário pode reverter sua inelegibilidade?
É quem vai decidir, na ponta da linha, né. Um dos pontos de decisão é o Supremo Tribunal Federal. Eu não quero nem comparar com os casos, porque são casos que não têm nada a ver com o meu. A Dilma foi cassada. A pena são 8 anos de inelegibilidade. Resolveu-se no próprio Senado, o ministro Lewandowski presidindo a sessão, deixá-la elegível. Tanto é que ela disputou em 2018 as eleições para o Senado.
No passado, a chapa Dilma-Temer foi considerada aceita regular a prestação de contas por excesso de provas. Ou seja, não se tem notícia de um ex-presidente que tenha se transformado em inelegível por esses tipos de acusação. Agora, com toda a certeza, não vou fugir de uma resposta, né? É uma convicção da minha parte: para me tirar de combate, porque sabem que eu candidato a presidente, eu ganho 26.
O senhor acha que pode conseguir reverter sua inelegibilidade também via Congresso?
Pode ser também. Porque os ventos da democracia sopraram na Argentina, nas municipais aqui, nas americanas. E o mundo todo tá voltando-se à direita. Cansaram da agenda woke, cansaram daquela questão da diversidade. Cansaram de se atacar os valores familiares. Ou seja, o ser humano, em sua grande maioria, quer realmente aquilo que eu sempre defendi como deputado, que inclusive, me tornei conhecido por defender esse tipo de agenda: família, bons costumes, liberdade. Apesar de me acusarem exatamente do contrário.
De forma prática, como enxerga que o Trump pode vir a influenciar no Brasil para que o senhor consiga disputar em 2026?
Os Estados Unidos são a maior potência econômica, militar e também o maior país democrático do mundo. Tivemos uma experiência com o Trump lá atrás, de 2017 a 2020. Não tivemos guerra no mundo, mas, obviamente, na reta final, ele sofreu muito com a pandemia. E o povo tem isso na memória. Ele agora voltando, uma vitória realmente fantástica. Ele fez o Senado, a Câmara, mais governadores, voto popular. E está montando uma excelente equipe, no meu ponto de vista. Alguns deles, quase metade, eu já tive contato no passado e um bom, excelente, relacionamento. Tive também um excelente relacionamento com o Trump. Depois que eu deixei a Presidência, quem continuou com esse relacionamento fora da Presidência foi meu filho Eduardo Bolsonaro. Foi um dos poucos, de aproximadamente 80, que foram convidados a participar da apuração lá em sua residência.
Obviamente meu filho conversa com ele. Conversa com os filhos dele. Eu tenho algumas pessoas, em especial brasileiros, que estão na equipe de Trump e conversamos. E ele tem praticamente uma obsessão pela liberdade de expressão e tem demonstrado isso com a sua aproximação com Elon Musk. Quando era Twitter, lá atrás. Imagina ser banido aqui, que humilhação. Depois com Elon Musk comprando e se transformando em X, é uma marca do governo essa liberdade. Para nós, foi excepcional o X na mão do Elon Musk, que é um amante da liberdade também. Infelizmente, por ocasião das eleições, também a mesma pessoa que estava na frente do TSE resolveu tirar do ar, até o fim do primeiro turno, o X, como uma ferramenta de discutir pautas políticas aqui no Brasil.
Então, você acha que o Alexandre de Moraes tirou o X do ar só para afetar nas eleições municipais e prejudicar os candidatos do campo da direita?
Não quero dizer que seja uma coincidência. Lá atrás, ele afetou também a eleição de 2022, derrubando páginas de direita, fake news, desmonetizações, ameaças. Fez muita coisa que só prejudicava o meu lado. Proibiu, por exemplo, de eu botar as imagens do Lula falando ‘roubar um celular para tomar uma cervejinha’, proibida a questão do aborto, a questão dos relacionamentos dele com ditaduras do mundo todo, imagens do Sete de Setembro, o Lula com “CPX” na cabeça.
E uma das coisas gravíssimas: a questão das inserções de rádio. Mais de 1 milhão de inserções minhas não foram no ar lá no Nordeste. E outra mais importante: com dinheiro público, o TSE fez uma campanha massiva para que jovens de 16, 17 anos tirassem título. Em torno de 4 milhões de jovens tiraram o título. E nós sabemos que, nessa faixa etária, 3/4 votam no PT. Ou seja, a esquerda teve 3 milhões de votos, eu tive 1 milhão, e o Lula teve extra, graças à ação do TSE, dedo na balança sim, 2 milhões de votos. Por coincidência, o número que decidiu o pleito nas eleições.
Então isso tudo está nessa balança. O interesse americano é em toda a América do Sul. Enquanto presidente, ele falava da sua preocupação com a Venezuela e traçava planos hipotéticos comigo, que é comum acontecer, que ficam completamente em reserva, tendo em vista a questão funcional minha. E eu falava para ele dos problemas, caso a esquerda voltasse ao Brasil. Eu não acreditava que ia voltar. Mas, voltando, toda a América do Sul ia ser pintada de vermelho. Então ele tem essa preocupação, e a grande arma dele, nessa questão, é a liberdade de expressão de sua forma mais abrangente possível.
Acredita que o Trump poderá influenciar economicamente, como com as sanções que os EUA fazem na Venezuela? Ou, de repente, cancelando vistos de ministros do STF?
Eu não tenho essa liberdade toda para conversar com ele, apesar de conhecer alguns assessores, que estão sendo pré-anunciados para compor seu gabinete. Mas acredito que ele tenha um interesse enorme no Brasil pelo seu tamanho, pelas suas riquezas, pelo que representa o nosso povo. E como um país que realmente possa aqui, como exemplo, desequilibrar positivamente para a democracia, para a liberdade, toda a América do Sul. Então, ele vai investir no Brasil sim, no meu entender, no tocante a fazer valer os valores do seu povo, que é muito semelhante ao nosso. Que, através da liberdade expressão, nós possamos aqui sonhar e não mergulharmos mais ainda numa ditadura que se avizinha.
Presidente muito se especula nos bastidores da política que, caso o senhor não consiga reverter a inelegibilidade, o Flávio Bolsonaro seria seu candidato à Presidência. O Flávio seria o seu candidato?
A resposta é a mesma: essa partícula ‘se, caso, talvez’ não existe. Eu sou um candidato até que a minha morte política seja anunciada para valer. Eles não têm argumento para me tirar da política. A não ser o poder, a força de arbitrariedades contra a minha pessoa. Repito: qual a acusação contra mim? Que eu fiz de errado para não disputar uma eleição? E se eu sou tão mal assim, deixa eu disputar para perder. É muito simples. Ou estão com medo da minha candidatura?
O Arthur Lira conversou com o senhor antes de tirar o projeto da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro da CCJ e enviá-lo para uma comissão especial? Avalia que ele fez isso para escantear o tema?
Ele conversou comigo sim. Eu concordei com a criação da comissão. Na comissão, você pode convidar ou convocar certas pessoas. Do nosso lado, eu conversei com mais parlamentares também, a gente quer trazer, por exemplo, aquelas seis crianças de 10 anos para baixo, filhas de um homem que foi condenado a 17 anos, está foragido, ninguém sabe onde ele está. Está foragido. A condenação maior quem sofre é a família. Agora, querer insistir na tecla que aqueles pobres coitados queriam tomar o poder no dia 8 de Janeiro, aí é abusar da inteligência humana. Como se alguém sentasse na cadeira presidencial a partir daquele momento “Olha, eu sou o presidente e mudou o regime no Brasil”.
Dar um golpe em um domingo, sem um líder, sem Forças Armadas, sem armas, isso não existe. Isso é um absurdo. Fazem algo desumano com as pessoas que estão presas. Tem muita mulher com filho pequeno, homens, avós com filhos, com netos, que estão sofrendo com isso aí a troco de quê? Querer dizer que o Lula era um democrata? E agora? Cadê o general G Dias? Cadê as imagens lá do Ministério da Justiça? Se eu queria dar o golpe, por que sumiram com as imagens? Quem entrou e saiu de manhã na Justiça? Por que o Lula foi naquela manhã para Araraquara (SP)?
Agora, copiaram em parte o que aconteceu no Capitólio, nos Estados Unidos. E lá, lógico, houve mortes, você tem que apurar a responsabilidade, tem algumas pessoas presas, mas é uma minoria. Apesar de ser uma Justiça mais dura do que a nossa, as penas não chegam perto das que estão sendo aplicadas aqui. E nós temos que buscar uma maneira de pacificar o país.
Acredita que aprovam ainda este ano o projeto da anistia? Já estamos próximos ao recesso.
Este ano não vai dar certo, no meu entender. Não vai ter tempo para isso. Mas não tínhamos alternativa. Porque, olha só: mesmo se aprovado na comissão… Estava lá conversando com a Carol de Toni (PL-SC), presidente da CCJ, estava indo muito bem. Tínhamos muita esperança de aprovar lá. Agora, indo para a Câmara, teria que ter o Lira para botar em pauta. E tínhamos dúvida se o plenário apoiaria. Você ouvia há pouco tempo o líder do PDT falando que é favorável a uma anistia parcial. Já se começou a falar. Lá atrás, o José Múcio, ministro da Defesa, falou que não foi golpe. Há poucos dias, o (Nelson) Jobim (ex-ministro do STF e da Defesa) falou a mesma coisa, depois voltou atrás. Mas já falou alguma coisa.
Então acha que precisa maturar o assunto para obter apoio?
Eu sei que cada segundo para o inocente preso é uma eternidade. Mas eu prefiro que se demore um pouco mais. Lamento, sinto a dor dessas pessoas. Mas é melhor partimos para uma quase certeza do que ficarmos em uma incerteza o deslinde dessa proposta de anistia.
Presidente, qual sua posição sobre o fim da jornada de trabalho de 6×1?
Você tem que ver as origens das questões. Como nasceu a ideologia de gênero, por exemplo? Pessoal só discute, mas tem que saber a origem. Começou em 2009, com um decreto do Lula. E, a partir daquele decreto, lendo, você consegue entender o que é ideologia de gênero. Essa questão da jornada de trabalho não se conseguiu assinatura suficiente ainda. O que está sendo proposto ali está lá no artigo 7º da Constituição, que é uma cláusula pétrea. Qual a intenção do PT, do PSol, do PCdoB? Como eles estão perdidos, estão desconectados do povo brasileiro, estão querendo voltar à origem. Como? Pegando muita gente desinformada, que está lá na na base do mercado de trabalho, ou está desempregado, falando: “Olha, vamos passar para 4 dias por semana e três de folga”. É muito bonito isso aí.
Eu com o Paulo Guedes, por exemplo, começamos a ultimar um projeto, uma proposta, seria a criação “Minha Primeira Empresa”, para todo mundo que reclama do salário, por exemplo, da jornada de trabalho, vai poder criar a empresa dele, pagar R$ 10 mil por mês para cada ou R$20 mil por mês e dá três dias de trabalho por semana. Para mostrar então, que, além do que…, o PT sempre quer fazer, jogando um contra o outro, o patrão contra empregado, no caso aqui, para buscar simpatia, compaixão, voto. Para poder voltar a fazer exatamente a mesma coisa que sempre fizeram: ou seja, nada, a não ser afundar o nosso Brasil.
Alguns aliados seus têm criticado o senhor por avalizar alianças do PL com o Centrão, como na disputa da Câmara e do Senado. Como vê essas críticas?
Olha, é bom sempre você se colocar no lugar daquela pessoa que, porventura, você queira atacar. Vamos supor: o (deputado federal Ricardo) Salles, hoje, é presidente da República. Salles, você é presidente da República, está na cadeira, é sua agora. Você vai ter que mandar mensagens ao Congresso Nacional para governar. Você vai governar com quem? Tem o seu partido, tem o Centrão, que você não quer espaço e tem lá um quarto da extrema esquerda, PT, PCdoB e PSol. Como você vai agir?
A questão, por exemplo, da Câmara dos Deputados. Fizemos um acordo lá atrás com o Lira, que ia ganhar a eleição. Temos uma boa vaga na mesa e temos boas comissões, temos a principal, que é a de Constituição e Justiça. Nós temos, inclusive, a comissão de Educação, que está com Nikolas, o jovem Nikolas. E agora resolvemos não repetir o erro do Senado. Jogamos no Rogério Marinho (em 2023), perdemos. Quando você perde, você não tem vaga na mesa, nem comissão. Você quer convocar um ministro, não consegue. Você passa a ser um senador zumbi.
Então, a vitória do Alcolumbre era certa. Aos 60, nós anunciamos o apoio a ele. Estamos agora negociando ou a primeira vice-presidência do Senado ou a CCJ. O partido ganha. O partido deixa de ser um partido de zumbis lá dentro. E, a partir dessa forma, caso venhamos a ser, por exemplo, vice-presidência. Nós podemos, numa ausência do Davi, caso ele se sinta, vamos supor, incomodado, numa ausência dele, o nosso vice bota em pauta a anistia, por exemplo.
Tem algum compromisso do Alcolumbre com vocês em pautar impeachment de ministros do STF?
O compromisso dele é cumprir o regimento. O que nós queremos é um Senado forte para que haja equilíbrio entre os poderes. Havendo equilíbrio, ninguém vai, nos Três Poderes, botar a cabeça para fora da sua trincheira.
Mas houve compromisso nesse sentido?
Não teve compromisso nesse sentido. Não fizemos também um pedido nesse sentido. Porque os grandes compromissos acontecem na conversa, não é no papel. Vale muito, para nós aqui, um parlamentar, e sempre valeu, o Valdemar tem até essa marca dele, vale o que foi falado. O que nós temos conversado bastante é botar em pauta, seguindo o regimento, as propostas que interessem a qualquer deputado ou senador.
A Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado pelo DF em 2026? E quem seria o outro nome da chapa que o senhor vai apoiar?
Seria melhor você conversar com a dona Michelle, porque ela não gosta muito que eu fale o nome dela, né? Mas o que tem se conversado por aí é que ela gostaria de ser uma das duas vagas do PL aqui no DF (ao Senado). Ela tem algo a favor dela: ela rodou o Brasil, se comunica muito bem, é evangélica. Ela foi a principal cabo eleitoral da Damares aqui no DF. Começou com 2%. A outra candidata tinha mais de 40%, que era do PL, inclusive. A Damares venceu. Então, dizem que ela é uma pessoa que tem muita chance de se eleger senadora aqui. A outra vaga a gente vai esperar um pouco mais. O atual governador parece que quer. A Bia Kicis parece que quer também.
Mas só são duas vagas…
São duas vagas e três nomes fortes. Um sobraria. E ninguém quer sobrar. E, na reta final, temos experiência, por exemplo, o Alberto Fraga. Lá atrás, foi o deputado mais votado aqui do DF, veio candidato ao governo, não conseguiu êxito e ficou quatro anos sem mandato. E ele mesmo diz: é difícil a vida de um parlamentar, como era benquisto aqui, bem votado, ficar sem mandato. A Bia Kicis não quer isso. O Ibaneis também não quer. A Michelle também não quer, mas ela nunca sentiu o gosto do poder, então para ela pode ser menos traumático. Mas quem vai decidir é o povo brasileiro. Eu acredito, caso a Michelle venha candidata, que ela seja beneficiada com uma dessas vagas.
Há chance de a Damares ser uma candidata ao governo do DF com seu apoio?
Ela é de outro partido. Apesar da minha amizade com ela, ela nunca conversou isso comigo. Tem de ver se ela quer, se leva jeito para isso. Não é fácil ser chefe do Executivo em Eldorado Paulista, minha cidade no interior de São Paulo. É uma dor de cabeça enorme. GDF também. Não é fácil cargo Executivo. Você tem que pesar, ver bem, ver como estão as contas, as finanças, daquele ente, para ver se você disputa uma eleição ou não.
Porque a população não perdoa. Se você alega depois que tinha problema, vão te responder: “Você não sabia dos problemas? Por que veio candidato?”. Então, a Damares eu vejo como um bom nome. Ela foi uma excelente ministra minha, ficou praticamente meu mandato todo, saiu apenas para disputar as eleições. É um bom nome. Agora é com ela isso aí, inclusive é de outro partido, é mulher. Então não vou dar palpite nessa área não.