Pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios e mostra que 22% se declaram de esquerda, enquanto 17% se posicionam no centro
Um terço dos brasileiros se declara de direita, enquanto 22% se identificam como de esquerda, segundo pesquisa Datafolha divulgada na 4ª feira (24.dez.2025). O levantamento entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 113 municípios brasileiros, de 2 a 4 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
O estudo mostra que 17% dos entrevistados se posicionam no centro, 11% na centro-direita e 7% na centro-esquerda. Os que não souberam responder ou preferiram não opinar sobre seu posicionamento político somam 8%.
POSICIONAMENTO POR ESCOLARIDADE E IDADE
Entre pessoas com menor escolaridade, 41% se identificam com a direita, 26% com a esquerda e 8% com o centro.
A proporção dos que se posicionam no centro aumenta para 21% entre aqueles que concluíram o ensino médio, percentual próximo ao observado entre pessoas com ensino superior (20%).
Entre jovens de 16 a 24 anos, 30% se declaram de centro, 26% de direita e 16% de esquerda. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, apenas 9% se posicionam no centro, enquanto 42% se identificam com a direita e 25% com a esquerda.
A Justiça do Maranhão determinou a prisão do prefeito de Turilândia (MA), Paulo Curió (União Brasil), da vice-prefeita Tânia Mendes (PRD) e de 11 vereadores investigados por participação em um esquema de desvio de recursos públicos estimado em mais de R$ 56 milhões. A decisão foi tomada pela 3ª Câmara Criminal do TJ-MA com base em investigação do Ministério Público do Maranhão (MP-MA).
Segundo os desembargadores, uma organização criminosa teria se estabelecido na Prefeitura e na Câmara Municipal para fraudar contratos e desviar verbas, principalmente das áreas de Saúde e Assistência Social. Os fatos são investigados na Operação Tântalo II, deflagrada na segunda-feira (22), desdobramento de uma ação realizada pelo Gaeco em fevereiro deste ano.
Além do prefeito e da vice, empresários, servidores públicos, 20 vereadores e um ex-vereador estão sendo investigados. Parte dos vereadores permanece foragida.
De acordo com o MP-MA, os recursos eram desviados por meio de empresas de fachada, que firmavam contratos com a Prefeitura e emitiam notas fiscais sem a prestação efetiva de serviços. A maior parte do dinheiro retornava ao núcleo político do esquema.
A investigação aponta indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro, ocorridos entre 2021 e 2025, durante a gestão de Paulo Curió. Segundo os autos, o prefeito ocupava posição central na organização, direcionando licitações e autorizando pagamentos sem comprovação da execução dos serviços, sendo um dos principais beneficiários dos valores desviados.
A vice-prefeita Tânia Mendes é apontada como integrante do núcleo empresarial e operacional, mantendo vínculos com empresas usadas no esquema e participando da movimentação dos recursos, dando aparência de legalidade às contratações.
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A ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima (Patriota) também é citada como peça-chave. Ela teria exercido controle sobre o Posto Turi, empresa que mais recebeu recursos da Prefeitura, com contratos que somam cerca de R$ 17,2 milhões. Parte do dinheiro era retida como uma espécie de “imposto” interno do esquema. Outras empresas usadas para fraudes incluem Luminer Serviços, Climatech Refrigeração, SP Freitas Júnior, JEC Empreendimentos e Potencial Empreendimentos.
Segundo a Justiça, os vereadores foram cooptados politicamente, recebendo pagamentos periódicos e deixando de fiscalizar o município em troca de apoio ao prefeito. A decisão judicial também autorizou buscas nos gabinetes parlamentares.
No núcleo financeiro, Wandson Jonath Barros foi identificado como principal operador do esquema, responsável por gerenciar a circulação do dinheiro, criar empresas de fachada e distribuir propinas, recebendo cerca de 3% sobre os contratos fraudados.
O MP-MA destacou que a ex-vice-prefeita Janaína Lima e o marido, Marlon Zerrão — tio da atual vice-prefeita Tânia Mendes — tiveram papel central no desvio de recursos. Conforme a investigação, o Posto Turi recebeu R$ 17.215.000,00 dos cofres públicos. O casal teria acordado com o prefeito para reter 10% dos valores dos contratos, usados, entre outras finalidades, para pagar a faculdade de medicina de Janaína Lima, enquanto os restantes 90% eram destinados ao prefeito ou a pessoas de sua indicação.
O Posto Turi também foi usado para emitir notas fiscais falsas, permitindo a fraude no pagamento de contratos públicos.
Presidente do Banco Central publica agenda de compromissos, mas omitiu encontros; Alexandre de Moraes não publica agenda
Tanto o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, quanto o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), omitiram seus encontros recentes de suas agendas oficiais.
Em nota oficial publicada nesta terça-feira, Alexandre de Moraes disse ter se reunido com Gabriel Galípolo em duas ocasiões.
O primeiro encontro foi em 14 de agosto, após o ministro ser sancionado pelo governo americano com a Lei Magnitsky, em 30 de julho. A segunda reunião teria sido em 30 de setembro, depois de a mulher do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, ser atingida pela Magnitsky.
E, no entanto, nem Moraes nem Gabriel Galípolo divulgaram os encontros em suas agendas públicas.
Alexandre de Moraes é um dos ministros do Supremo Tribunal Federal que nunca divulgam suas agendas de compromissos. No tribunal, apenas os ministros Edson Fachin, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin divulgam os compromissos.
No dia 14 de julho, porém, não há qualquer compromisso público listado. No dia 30 de setembro, havia duas audiências públicas listadas, mas ambas foram canceladas: uma com corretores do mercado financeiro; e outra com representantes do FGC.
A coluna procurou o chefe de gabinete de Galípolo, mas não houve resposta.
Uma mobilização popular reuniu milhares de pessoas na Avenida Santos Dumont, em Caxias, ao longo desta semana. O ato ocorreu após uma decisão da Justiça Eleitoral envolvendo o prefeito Gentil Neto e o vice-prefeito Eugênio Coutinho.
Segundo os organizadores, mais de 10 mil pessoas participaram da manifestação, que contou com a presença de apoiadores, lideranças comunitárias, representantes políticos e moradores de diversos bairros do município. Durante o ato, os participantes se concentraram na Avenida Santos Dumont, portando cartazes e realizando manifestações de forma pacífica.
A mobilização teve como principal pauta a demonstração pública de posicionamento em relação ao cenário político atual do município. Durante o evento, também foi destacada a informação de que a decisão judicial ainda não é definitiva e que o processo segue em tramitação, com possibilidade de recurso às instâncias superiores da Justiça Eleitoral.
Conforme previsto na legislação eleitoral, enquanto não houver decisão final, Gentil Neto permanece no exercício do cargo de prefeito, assim como Eugênio Coutinho segue atuando como vice-prefeito, assegurando a continuidade administrativa do município.
O ato transcorreu de forma organizada e sem registros de incidentes, reunindo diferentes segmentos da sociedade. A manifestação evidenciou a participação popular no debate político local e a atenção da população aos desdobramentos do processo judicial em curso.
Ao final, a mobilização refletiu um momento de engajamento cívico, com a cidade acompanhando os próximos passos da Justiça e a manutenção das atividades administrativas do município.
Por ser gratificante e saber reconhecer o trabalho daqueles que trabalham em prol da coletividade é um ato de gratidão. É com essa premissa que o prefeito Gentil Neto tomou a atitude coerente em conceder um bônus aos garis e jardineiros de Caxias, mostrando, com isso, a virtude transformadora da vida. Ela vai além de um simples “obrigado”, pois envolve o reconhecimento sincero do que há de bom nas pessoas.
É importante ressaltar que ser grato é a capacidade de reconhecer e valorizar pessoas que trabalham e cumprem suas obrigações.
Se faz necessário à percepção de que há motivos para agradecer, mesmo diante de desafios. Esse sentimento pode ser direcionado a outras pessoas, à vida ou até a algo maior, como crenças espirituais.
“Hoje é mais um dia para reconhecer quem cuida da nossa cidade todos os dias. Os garis e jardineiros acordam cedo, enfrentam sol e chuva, e fazem um trabalho essencial pra Caxias funcionar. Esse bônus é mais que um valor, é respeito, gratidão e reconhecimento por tudo que vocês fazem. Caxias só avança porque tem gente que trabalha com dedicação e amor.”, destacou Gentil Neto.
Depois de quatro décadas de profissão, aprendi a reconhecer situações graves. A história do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master não é grave. É gravíssima.
Gravíssima a ponto de ser escandalosa. Reiteradamente, o ministro procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para pressionar em favor da venda do Banco Master para o BRB, de acordo com a jornalista Malu Gaspar.
Foram, pelo menos, quatro contatos: três telefônicos e um presencial. Moraes convocou Galípolo para conversar sobre o tema que não lhe deveria dizer respeito. Na reunião, o ministro afirmou que gostava de Daniel Vorcaro e repetiu o argumento do “banqueiro” de que o Master incomodava por estar ocupando espaço dos grandes bancos.
Já seria suficientemente grave um ministro do STF pressionar o presidente do BC em favor de qualquer banco. Mas o Master não é qualquer banco. É cliente do escritório de advocacia da mulher de Moraes.
A recapitulação é forçosa porque esclarecedora.
A doutora Viviane Barci de Moraes é um fenômeno da advocacia nacional. No início de 2024, ela assinou um contrato fabuloso com o Banco Master, no valor de cerca de R$ 130 milhões de reais, a ser pago em mensalidades de R$ 3,6 milhões.
Honorários dessa magnitude são inéditos para escopo bastante genérico: acompanhar o que fosse do interesse do cliente em todas as instâncias de poder em Brasília, inclusive no BC.
Apesar do valor do contrato, não há notícia de que as instituições citadas no documento tenham recebido pedidos de reunião ou petições da parte do escritório da doutora Barci de Moraes, como publicou Malu Gaspar. Até prova em contrário, o dinheiro embolsado foi ganho sem maior esforço.
Estranhamente, a ausência de trabalho não incomodava Daniel Vorcaro. Pelo contrário, ele priorizava os pagamentos mensais à advogada que contratou a peso de muito ouro. Para se ter ideia da dimensão do pote no final do arco-íris, o patrimônio pessoal da doutora pulou de R$ 24 milhões, em 2023, para R$ 79,7 milhões, em 2024, graças aos dividendos proporcionados pelo Barco Master, segundo o jornalista Lauro Jardim.
Agora se sabe, porém, que durante a vigência do contrato, com as mensalidades caindo pontualmente na conta do escritório da doutora Barci de Moraes, o ministro Alexandre pressionou o presidente do BC em favor do cliente da sua mulher.
Nem a advogada milionária, nem o ministro do STF se dignaram até o momento a explicar a invulgar ligação contratual dela com Daniel Vorcaro e a deferência especialíssima que Moraes demonstrou ter pelo “banqueiro”.
A única manifestação pública foi uma nota divulgada hoje pelo ministro, que não explica nada, apenas sai pela tangente. A nota diz que ele se reuniu com o presidente do Banco Central e outros dirigentes de bancos para tratar da Lei Magnitsky, da qual Moraes deixou de ser alvo há poucos dias. Nenhuma palavra sobre o Master.
O máximo que se tem é um advérbio: o ministro teria tratado “exclusivamente” sobre as consequências da lei americana com os seus interlocutores. A nota do BC, por sua vez, não traz o advérbio ao confirmar que o banco manteve reuniões com o ministro para discutir os efeitos da Magnitsky. Os telefonemas citados por Malu Gaspar foram ignorados por ambos os lados.
Compreende-se a dificuldade do casal Moraes: é mesmo difícil encontrar explicação a respeito do que já veio à tona, afora aquela que se encontra no campo do inadmissível.
A doutora Viviane Barci de Moraes vai dizer o quê? Que o marido Alexandre não sabia do contrato espetacular firmado com o Banco Master?
O ministro será capaz de afirmar que, ao pressionar o presidente do Banco Central, ignorava que estava servindo aos interesses de um cliente que vinha pagando uma fortuna à sua mulher?
Não há justificativa que possa cancelar a gravidade da conduta de Alexandre de Moraes. Todo mundo está consciente disso, principalmente os seus pares no STF. Se a história vier a morrer sem consequência drástica, a democracia brasileira assinará o seu próprio atestado de óbito.
Iniciativa histórica integra conjunto de ações do programa Aqui tem Especialistas; expectativa é atender até 600 novos pacientes por ano
No dia 11 de dezembro, São Luís celebrou um dia que ficará marcado na história da luta contra o câncer no Maranhão. Anexo ao Hospital Genésio Rego, na Vila Palmeira, foi inaugurado o novo Centro de Radioterapia do Maranhão, equipamento de saúde que abriga agora um acelerador linear para radioterapias.
Trata-se de uma conquista histórica que ampliará significativamente a capacidade dos serviços de tratamento oncológico no Maranhão e que foi tornada possível através da parceria entre o Governo do Estado e o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde — um gesto concreto de humanização da gestão pública que leva mais dignidade e esperança a milhares de vidas.
A entrega do acelerador linear em São Luís integrou um momento maior de avanço da política federal de assistência oncológica: no mesmo momento, cinco outros equipamentos de alta tecnologia foram inaugurados simultaneamente em diferentes cidades brasileiras — Itabira (MG), Goiânia (GO), Marília (SP) e Colatina (ES) — e anunciados em cerimônia conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por videoconferência diretamente de Itabira.
O presidente Lula lembrou que a expansão da oferta de assistência para pacientes oncológicos aproxima os tratamentos de quem mais precisa, reduzindo tempos de espera e distâncias que, por muito tempo, significaram sofrimento adicional para pacientes e suas famílias. Cada um desses equipamentos tem capacidade de atender até 600 novos pacientes por ano.
Solenidade de entrega
Emocionado, o governador Carlos Brandão lembrou da luta de seu próprio pai contra o câncer, fez questão de enaltecer a sensibilidade do presidente Lula e homenageou os profissionais da saúde pública: “Servidores que trabalham incansavelmente, com amor e compromisso”.
A inauguração em São Luís não foi apenas a entrega de uma estrutura física – foi um momento de emoção e esperança para quem já venceu batalhas difíceis e para quem ainda trilha esse caminho com coragem.
A radioterapia agora mais acessível é, acima de tudo, um gesto de cuidado que se traduz em políticas públicas assistenciais concretas.
Ao circular pela unidade, o governador Carlos Brandão fez questão de tocar o sino da vitória — parte de um ritual que celebra o fim de um ciclo de tratamento de câncer. O som que invade as salas da unidade sinaliza o alívio e a alegria de famílias que deixam para trás dias difíceis, mas também encoraja quem ainda está no meio da jornada, trazendo o lembrete de que cada sessão é um passo em direção à saúde e à retomada dos sonhos.
Falta de controle externo “blinda” ministros do STF, afirma Maierovitch
O jurista e professor Wálter Maierovitch afirmou que o STF (Supremo Tribunal Federal) vive um “pecado original” relacionado à ausência de mecanismos efetivos de controle sobre a atuação de seus ministros. A avaliação foi feita durante participação no programa ‘WW Especial’, da CNN Brasil.
Segundo Maierovitch, o problema tem origem em uma interpretação do próprio STF sobre a estrutura constitucional. “O pecado original consistiu numa interpretação do próprio Supremo Tribunal Federal, no sentido até de uma visão topográfica da Constituição, de que o Supremo está acima e o Conselho Nacional de Justiça abaixo”, afirmou.
A partir dessa leitura, explicou o jurista, consolidou-se a ideia de que o STF não poderia ser fiscalizado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). “O Supremo falou: ‘Não, como eu vou receber uma fiscalização ou vou receber ordens, entre aspas, ou vou receber sugestões de quem está abaixo?’”, disse. Embora o presidente do STF também presida o CNJ, Maierovitch ressaltou que a Corte se colocou fora do alcance do controle externo.
O professor comparou a situação brasileira a um clássico questionamento do direito administrativo francês. “Ora, o Supremo é o grande guardião. E os franceses perguntam: Que garder le gardian? Quem fiscaliza o fiscal?”, questionou. Para ele, hoje há apenas um instrumento formal de controle sobre ministros do STF: “O impeachment. Fora isso, o que existe? Nada”.
Maierovitch também criticou a forma como o CNJ foi estruturado desde sua criação. Ele lembrou que o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos (1935-2014), defendia a necessidade de controle externo da magistratura, mas avaliou que isso não se concretizou. “A magistratura precisa de um controle externo, e de controle externo o Conselho Nacional de Justiça não tem nada. O Supremo ficou fora em razão da colocação topográfica”, explicou.
O jurista reconheceu que há, em tese, um controle exercido pela sociedade e pela democracia, mas considerou esse mecanismo ineficaz. “Existe, evidentemente que existe, mas sem resultado, sem força”, avaliou.
Ainda durante participação no ‘WW Especial’, Maierovitch fez duras críticas a uma decisão do ministro Gilmar Mendes, classificada por ele como uma das mais problemáticas da história recente do STF. “Vamos pensar nessa última canhestra. Acho que é uma das decisões mais tortas que eu vi na história do Supremo Tribunal Federal”, criticou.
A crítica se refere a uma decisão do ministro Gilmar Mendes que restringia à PGR (Procuradoria-Geral da República) a legitimidade para apresentar pedidos de impeachment contra ministros do STF. Posteriormente, o magistrado recuou parcialmente e suspendeu os efeitos da própria decisão, após acolher solicitação da Advocacia do Senado para que a medida ficasse sem validade até que o Congresso Nacional analise e vote uma eventual atualização da Lei do Impeachment.
Segundo o jurista, a liminar concedida suspendeu, na prática, dois tipos de crimes de responsabilidade. “Ele tira a legitimação do cidadão, do eleitor, o que é evidentemente contrário até à terminologia democracia”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Dois tipos de crime de responsabilidade estão suspensos”.
Maierovitch detalhou que um desses crimes diz respeito à chamada “laborfobia”, relacionada ao atraso no julgamento de processos, e o outro envolve o mérito das decisões judiciais. “Aquele que atinge a dignidade e o decoro”, explicou. Para ele, a decisão acabou por proteger ministros do Supremo. “Podemos até dizer que ele blindou o Toffoli [Dias Toffoli], blindou outros ministros, blindou a si próprio”, concluiu.
Em verificação da Corte de Contas do estado, o Parlamento maranhense obteve 100% dos critérios essenciais e 94.43% na avaliação geral
A Assembleia Legislativa do Maranhão recebeu do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) o Selo Ouro de Transparência. Segundo o relatório de informação do órgão, o Parlamento estadual obteve a pontuação de 100% dos critérios essenciais e 94.43% da avaliação geral.
A Assembleia levou notas máximas em dimensões como informações institucionais; convênios e transparências; recursos humanos; planejamento e prestação de contas, entre outros.
A certificação é resultado de um trabalho focado na responsabilidade administrativa da Casa, presidida pela deputada Iracema Vale (PSB), bem como do envolvimento direto de todos os diretores e da equipe operacional da Alema.
Segundo o TCE/MA, a avaliação consistiu na verificação do cumprimento do Portal da Transparência da Alema, realizada no período de 11 a 19 de dezembro de 2025, por meio de formulário específico, atendendo à padronização nacional.
Verificação
A verificação teve como objetivo avaliar o nível de transparência do órgão, fiscalizado no âmbito do Estado do Maranhão, em conformidade com o Programa Nacional da Transparência Pública.
Segundo o documento, “o Portal da Transparência da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão obteve, como resultado da verificação do portal, o índice de atendimento de 100% dos critérios essenciais e de 94,43% da avaliação geral, resultando em índice de transparência Ouro”.