Estado governado por Jerônimo Rodrigues (PT) registrou 1.252 mortes em 2025, contra 520 do RJ de Cláudio Castro (PL); dados vão até setembro
A Bahia já registrou 1.252 mortes por policiais de janeiro a setembro de 2025. Os dados são do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os números do Estado governado por Jerônimo Rodrigues (PT) são mais que o dobro do Rio de Janeiro (520) de Cláudio Castro (PL).
Como os dados são de janeiro a setembro, ainda não incluem as mortes da megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio, em 28 de outubro. A ação deixou 121 mortos, incluindo 4 policiais. Mesmo assim a Bahia supera!!!
Em números absolutos, a Bahia lidera o ranking de mortes por policiais. Na taxa por 100 mil habitantes, perde só do Amapá: 11,2 contra 20,3. A média nacional é de 2,9. No total, 4.620 pessoas morreram depois de intervenções policiais até setembro deste ano.
Leia o ranking no infográfico abaixo:
A Bahia também lidera em dados absolutos o número de mortes violentas em 2025. Foram 4.255, acima de Estados como Rio de Janeiro (3.201) e São Paulo (2.589). Na taxa a cada 100 mil habitantes, volta a ficar atrás apenas do Amapá: 38,2 contra 45,3 da unidade da Federação administrada por Clécio Luís (Solidariedade).
Numa troca de mensagens pelo WhatsApp, um empresário de Belém perguntou ao pai como deveria descrever um Pix que havia mandado ele fazer. “Eu preciso disso para o controle”, escreveu.
A resposta chegou em 20 minutos: ‘corrup?’. A ausência de algumas letras não mascarou o significado do pedido. Aos olhos da Polícia Federal, tratava-se de um caso de corrupção.
No último mês, o UOL obteve acesso a pedidos de verba para a COP30 (Conferência do Clima) e identificou que uma empresa do autor do Pix, investigada por pagar propina em Belém, recebeu uma injeção de R$ 4,4 milhões.
O crédito extra reforçou os cofres da Ômega Construtora e Incorporadora em meados de setembro, após autorização do Ministério do Turismo. O montante é oriundo de uma linha de crédito especial criada pelo chefe da pasta, Celso Sabino, para a COP.
Os empréstimos usam recursos do Novo Fungetur (Fundo Geral do Turismo), política de financiamento a juros baixos, da pasta, para o setor turístico.
A Ômega assinou um contrato com a Caixa Econômica Federal –banco credenciado pelo ministério– para acessar a verba.
Celso Sabino criou regras excepcionais para financiar empresas do Pará, seu berço político. Duplicou o limite máximo de empréstimo e determinou, por exemplo, que os bancos só poderiam aprovar propostas com “anuência” do ministério.
Deixou a responsabilidade de fiscalizar a aplicação da verba, porém, com os agentes financeiros credenciados. Definiu que caberia a eles “a comprovação da destinação dos financiamentos para apoio à realização da COP”.
Dono da Ômega, o empresário Igor de Sousa Jacob e o pai são investigados pela PF por saques de dinheiro vivo, em série, desde o fim do ano passado. Todos foram alvo de busca e apreensão em uma operação há menos de um mês.
O inquérito aponta que a Ômega é uma empresa de fachada, usada “para escoar valores ilícitos” de um esquema “sofisticado” que desviou verba de contratos de saneamento da prefeitura de Belém.
Sabino afirmou ao UOL que quem faz análise de crédito e de viabilidade do negócio é o banco, e a pasta “não tem qualquer ingerência”. Disse não ter o “menor conhecimento” sobre o motivo de a empresa estar sendo investigada.
“Nós pedimos ao banco que eles remetessem para o ministério, para que o ministério fizesse uma avaliação se aquilo tinha alguma relação com a COP”, declarou. “Se essa empresa não pagar, o banco vai ter que dar conta, pelo contrato que a gente tem com ele”.
Moraes indicou a aliados que pretende mandar Jair Bolsonaro cumprir pena em área da Papuda conhecida como “Papudinha”
Moraes indicou a aliados já ter em mente o espaço para onde pretende mandar Bolsonaro cumprir pena.
Pelo jeito não quer saber se ele é militar da reserva e teria que ser preso numa unidade militar.
Segundo pessoas próximas a Moraes, o ministro deve ordenar que o ex-presidente seja encaminhado para a carceragem do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, mais conhecido como “Papudinha”.
Segundo a reportagem, a auxiliar de Moraes visitou três lugares dentro da Papuda que poderiam receber o ex-presidente. Entre eles, a Papudinha e o bloco de segurança máxima, onde ficaram presos famosos.
Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir a condenação do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), por envolvimento em um esquema de desvios de emendas parlamentares destinadas a prefeituras do Maranhão, atinge em cheio o grupo do aliado Paulo Marinho Júnior.
De acordo com a denúncia, o parlamentar teria direcionado recursos públicos por meio de empresas ligadas a ele mesmo, desviando valores que deveriam ser aplicados em obras e serviços públicos. Em uma das conversas citadas no processo, Josimar chegou a afirmar:
“Dei 1.048.000 para São José de Ribamar”, referindo-se ao repasse de emendas que, segundo a investigação, de fato ocorreu.
Em dezembro de 2021, a Polícia Federal divulgou vídeos em que Josimar Maranhãozinho aparece entregando uma caixa de dinheiro a um aliado. As imagens foram captadas durante a Operação Descalabro, que apura um esquema de desvio de verbas públicas.
Segundo o relatório da PF, o deputado desviava recursos de emendas parlamentares destinadas à área da saúde, por meio de contratos com empresas de fachada, que depois sacavam o dinheiro em espécie e devolviam parte ao parlamentar.
A investigação concluiu que os valores eram redistribuídos a aliados políticos, fortalecendo uma rede de influência e corrupção dentro do estado.
A Procuradoria-Geral da República apresentou alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a condenação de Josimar Maranhãozinho e outros dois parlamentares do PL por corrupção passiva e organização criminosa.
Se condenado, o deputado pode perder o mandato, pagar indenização por danos morais coletivos e ficar inelegível.
Josimar Maranhãozinho sempre foi uma figura influente na política maranhense e um dos principais aliados e líder de Paulo Marinho Jr., que também enfrenta forte rejeição pública por denúncias e contradições políticas.
O envolvimento de Josimar nesse novo capítulo da Justiça atinge diretamente o grupo político de Paulo Marinho Jr., que tenta manter relevância mesmo após sucessivas polêmicas.
A ligação entre ambos mostra a percepção de que a velha prática de usar a política para interesses pessoais e enriquecimento ilícito ainda persiste em parte da classe política do Maranhão.
Enquanto o país clama por transparência e responsabilidade no uso do dinheiro público, Paulo Marinho Jr. segue cercado de aliados investigados, o que coloca em xeque seu discurso e sua credibilidade diante do eleitorado.
Presidente afirmou que Acordo de Paris impediu aumento de cinco graus na temperatura do planeta
Lula discursou na COP30 em Belém nesta segunda, 10, enaltecendo as supostas conquistas do Acordo de Paris, de 2015.
“A COP30 será a COP da verdade. Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam não só as evidências da ciência, mas também os progressos do multilateralismo. Eles controlam algoritmos, semeiam o ódio, espalham o medo, atacam as instituições, a ciência e as universidades. É o momento de impor uma nova derrota aos negacionistas“, afirmou Lula.
“Sem o Acordo de Paris, o mundo estaria fadado ao aquecimento catastrófico de quase cinco graus até o fim do século. Estamos andando na direção certa, mas na velocidade errada.”
Mas considerar o Acordo de Paris como um grande sucesso que impediu uma catástrofe global é forçar muito a barra.
No Acordo de Paris, assinado em 2015, 197 países voluntariamente se comprometeram a reduzir suas emissões de gases que provocam o aquecimento global.
Cada um estabeleceu suas próprias metas, as Contribuições Nacionalmente Deterinadas (NDCs, na sigla em inglês).
O Brasil, aliás, foi um dos países que não cumpriu sua NDC, estabelecida em 2015, no governo de Dilma Rousseff.
“O Acordo de Paris, como o próprio Brasil de Lula atesta, é conversa para inglês ver. Gostaria de saber qual seria o posicionamento do Lula para explicar por que o Brasil não atingiu suas metas nacionalmente determinadas para este ano de 2025. Foi no governo do PT que o Brasil adotou tal compromisso”, diz Eduardo Lunardelli, ex-secretário de Clima e Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente.
Em entrevista para o Meio-Dia em Brasília, o escritor e jornalista Leandro Narloch, autor do Guia Politicamente Incorreto do Meio Ambiente, comentou a fala de Lula sobre o possível aumento de cinco graus na temperatura sem o Acordo de Paris.
Depois de ser autorizado a participar do processo como parte interessada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, o PCdoB, partido que agora faz Oposição ao Governo Brandão no Maranhão, decidiu ingressar com reclamação no STF contra o atual presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Daniel Brandão.
O PCdoB, somente agora, alega fraude em documentos e problemas com idoneidade do conselheiro. A alegação é de que o presidente não preenche os requisitos básicos para ser conselheiro do TCE. O partido, que já foi presidido por Flávio Dino no Maranhão, entende que vai contribuir com o processo que questiona a eleição de Daniel Brandão ao TCE, inclusive cita o nepotismo. O relator é o ministro Alexandre de Moraes.
O problema é que todos os quatro deputados do PCdoB na Assembleia Legislativa votaram favorável pela indicação de Daniel Brandão ao TCE. Somente o deputado Fernando Braide, na época no PSC e atualmente no Solidariedade, se absteve de votar. Todos os demais parlamentares votaram a favor.
Além da votação unânime, a participação do PCdoB foi ainda maior na eleição de Daniel Brandão. Coube ao deputado Rodrigo Lago, principal nome do partido na ALEMA, levar a indicação de Daniel para a governadora em exercício do Maranhão, Iracema Vale (PSB). Foto acima.
Ou seja, enquanto era aliado do Governo Brandão, o PCdoB não só não viu nada de errado na escolha de Daniel, como ainda votou por unanimidade em seu nome, mas depois que virou Oposição começou a enxergar o que não via antes.
E assim funciona a política, ainda mais no Maranhão. Não é à toa que cada vez mais existe uma descrença da população com boa parte da classe política.
Investigadores apontam que o chefe do Bonde dos 40 mudou traços, cobriu tatuagens e se misturou à multidão da zona rural do Piauí
Apontado como um dos líderes da facção criminosa Bonde dos 40, José Camelo de Moura Neto (foto em destaque), conhecido como Neto Camelo, tentou mudar o próprio rosto para tentar escapar da polícia.
Investigadores apontam que ele mudou traços, cobriu tatuagens e se misturou à multidão de um balneário na zona rural do Piauí.
Contudo, a nova aparência não foi suficiente para enganar a inteligência das forças de segurança. Na noite de domingo (9/11), o homem foi preso em Demerval Lobão, a 30 quilômetros de Teresina.
Segundo o delegado Samuel Silveira, coordenador do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), o criminoso passou por procedimentos estéticos recentes e cobriu tatuagens e marcas corporais para dificultar o reconhecimento durante operações policiais.
A transformação
As forças de segurança identificaram sinais de que Neto Camelo alterava o rosto havia algum tempo. As mudanças foram detectadas em imagens e relatórios de campo analisados pela equipe do Denarc, com apoio da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública.
De acordo com o coronel Jacks Galvão, do Departamento Geral de Operações (DGO), a ação contou com o uso de tecnologias de rastreamento, cruzamento de dados e monitoramento de imagens.
O disfarce desfeito
Neto Camelo participava de uma festa em um balneário quando foi surpreendido pelas equipes.
Mesmo com o rosto parcialmente modificado e as tatuagens cobertas, os investigadores conseguiram confirmar a identidade e prender o foragido, que possuía diversos mandados de prisão pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa.
Apontado como um dos fundadores do Bonde dos 40, ele era procurado em três estados, Maranhão, Ceará e Pernambuco, e figurava há anos nas listas de criminosos mais procurados do Nordeste. Um veículo usado por ele foi apreendido no local.
Após Cúpula dos Líderes que precedeu a abertura oficial da COP30, o chanceler alemão, Friedrich Merz, deixou o Brasil sem se comprometer com um investimento no TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre, da sigla em inglês). De acordo com diplomatas daquele país, a proposta brasileira envolve riscos financeiros.
A proposta cunhada pelo governo brasileiro junto ao Banco Mundial, que assumirá a gestão do fundo, tem o objetivo de financiar a conservação das florestas tropicais em todo o mundo. Para isso, pretende coletar US$ 25 bilhões de países e US$ 100 bilhões de investidores privados e aplicá-los em fundos de renda fixa de economias emergentes. Os rendimentos seriam divididos entre os investidores e as florestas tropicais.
Alguns detalhes ainda devem ser resolvidos para reduzir os riscos, afirmou à coluna um integrante da diplomacia alemã. De acordo com interlocutores dos países potencialmente investidores, o Reino Unido também teria recuado pelo mesmo receio.
Articuladores do TFFF contavam com um anúncio de investimento alemão na quinta-feira passada, durante o almoço de lançamento a iniciativa durante a Cúpula dos Líderes, evento de Chefes de Estado que abre a COP30, em Belém. Diante do silêncio, o governo passou a esperar um sinal na reunião bilateral entre Merz e Lula no dia seguinte, mas o encontro também terminou sem uma cifra.
Segundo pessoas ligadas ao governo alemão, não foi surpresa; o Brasil sabia que não haveria número.
O receio em investir, puxado pela ala econômica do governo alemão, ecoa os apontamento do crítico mais vocal ao TFFF, o economista também alemão Max Alexander Matthey, cuja tese de doutorado propõe alternativas para o financiamento climático. Seu orientador, o professor Aidan Hollis, da Universidade de Calgary (Canadá), também critica o projeto.
Em publicações no Linkedin e na imprensa ao longo do ano, a dupla bateu na tecla de que o TFFF propõe um dinheiro ‘mágico’, por prever que os investimentos em renda fixa renderiam retornos de 7% a 8% de forma consistente, de forma que fosse possível pagar 4% de retorno aos investidores e sobrar outros 3% para as florestas.
À coluna, a dupla afirmou que o risco, em momentos de incerteza do mercado financeiro, é que os títulos de renda fixa não rendam o suficiente sequer para pagar de volta os países investidores – que recebem sua parcela somente após os investidores privados. Além do investimento inicial dos países poder ser perdido, as florestas ficam em último lugar na fila de recebimento e também podem acabar sem a remuneração.
A Alemanha é doadora da iniciativa que inspirou o TFFF – o Fundo Amazônia – junto à Noruega, que anunciou o maior aporte ao novo fundo: US$ 3 bilhões. Entretanto, o dinheiro norueguês deve ser investido ao longo de uma década e sob uma condição: não deve ultrapassar 20% do total investido. Com isso, ele só passa a compor a receita do fundo quando a receita inicial estiver acima dos US$ 12 bilhões.
A fachada “terapêutica” desmorona na hora em que o cliente atravessa a porta de vidro fumê e pisa no pequeno, mas eficaz, paraíso libertino
Sob a fachada discreta de uma “clínica de massoterapia”, no subsolo de uma movimentada quadra comercial da Asa Norte, pulsa um universo de prazer tarifado, em que a palavra “terapeuta” ganha significado bem mais apimentado.
O que o local anuncia como refúgio de bem-estar com serviços de massoterapia e acolhimento, destacando “ambiente reservado”, “toalhas higienizadas” e “atendimento profissional”, rapidamente se revela um engenhoso esquema de serviços sexuais, cuidadosamente embalado em uma roupagem de discrição e saúde.
No fim das contas, o discurso terapêutico serve como fachada para ofertar “rapidinhas” na hora do almoço ou no fim do expediente, sempre de olho na clientela da Esplanada dos Ministérios. A casa de massagem investe pesado no véu da decência. Pelo WhatsApp, o estabelecimento garante entrada recatada e salas privativas. A logística de acesso, minuciosamente detalhada, é o primeiro sinal da natureza sigilosa do negócio.
Em horário comercial, o cliente deve usar a escada lateral do prédio. Após as 18h, e aos sábados e feriados, o acesso é estritamente pela portaria dos fundos, mediante uso de interfone, isolando o fluxo do público regular da quadra. Tudo é pensado para que a chegada do cliente, quase sempre preocupado com a exposição, não levante suspeitas no burburinho da Asa Norte.
Paraíso libertino
No entanto, toda a fachada “terapêutica” desmorona no instante em que o cliente atravessa a porta de vidro fumê e pisa no pequeno, mas eficaz, paraíso libertino. No ambiente de espera — apertado com um divã de couro preto, uma cadeira e o indispensável ar-condicionado — é onde a cortina de fumaça se dissipa.
A recepção é feita por uma guardiã de meia-idade, loira, de olhos claros e de simpatia desconcertante. Ela é quem, sem rodeios e com a desenvoltura de quem lida com o assunto há tempos, anuncia o “esquema sacana”.
“Olha, são R$ 250 pela massagem e o relax final”, dispara a gerente, apontando para um QR code fixado na parede. O cartaz de cobrança é a prova final do artifício: o valor está destrinchado em R$ 170 pela suposta “terapia” e um adicional de R$ 80 por um “aditivo especial”, a explicitamente nomeada “xerecada da alegria”.
Desfile das “terapeutas”
Aguardando na saleta, o cliente é apresentado ao “elenco”. As jovens, anunciadas como “terapeutas”, desfilam individualmente, cada uma com seu nome de guerra e seu estilo.
A primeira, de cabelos longos e pretos, aparenta pouco mais de 20 anos, e ostenta um sorriso matreiro emoldurado por um aparelho fixo nos dentes. Seu traje, um short e um top, cumpre a função de sedução sem respeitar, de forma muito clara, o código de vestimenta de uma “massagista”.
Logo depois, a segunda chega serelepe. Ela entra e paralisa o ambiente. Voluptuosa, a moça veste apenas uma camisola vermelha de renda, completamente transparente, deixando pouco à imaginação e revelando, sem meias-palavras, a real natureza da “sessão”.
A terceira, de visual mais recatado, vestindo short e miniblusa, era a mais velha do trio disponível naquela tarde de início de semana, logo após o horário de almoço. Naquele dia, apenas as três moças estavam à disposição para oferecer os “serviços de relaxamento”.
Depois da apresentação, a gerente da casa retorna para perguntar qual terapeuta é a grande escolhida. Após uma desculpa sobre “agenda apertada”, a reportagem deixou o local sem passar pela sessão terapêutica.
Ética do Toque
A utilização do termo “terapeuta” por estabelecimentos com fins sexuais não é apenas um eufemismo, mas uma apropriação indevida que descredibiliza profissionais sérios. A massoterapia e outras terapias exigem formação, ética e conhecimento técnico para auxiliar a saúde física ou psicológica das pessoas. O uso do título em um contexto puramente libidinoso desrespeita a seriedade e os requisitos de qualificação fundamentais para a segurança e o bem-estar dos pacientes que buscam tratamento legítimo.
A apuração da coluna aponta para um claro caso de violação ética e desvirtuamento de função, em que o “toque terapêutico” é apenas a senha para um prazer proibido e mercenário no coração de Brasília. Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que o uso do termo “terapeuta” nesses casos tem o objetivo de driblar fiscalização e conferir legitimidade profissional ao atendimento.
“A massoterapia é uma prática que exige formação, ética e conhecimento técnico para garantir bem-estar e saúde do paciente. Quando o termo é apropriado para encobrir outras atividades, há não só fraude, mas risco para a saúde física e psicológica das pessoas envolvidas”, explica uma profissional registrada, que preferiu não se identificar.
É salutar afirmar que uma administração pública eficaz impacta positivamente na vida dos cidadãos. Por essa razão, a gestão de Gentil Neto, consciente dessa responsabilidade, vem constantemente buscando novas ferramentas e tecnologias que possam oferecer serviços mais rápidos e de maior qualidade à população.
Além disso, dentro deste esforço contínuo de modernização, implanta a tecnologia mais avançada de monitoramento, cujas câmeras inteligentes de reconhecimento facial terá importante significado no panorama da segurança pública de Caxias.
Essa tecnologia não é apenas ferramenta de vigilância; ela representa um salto qualitativo em como monitorar, analisar e responder as ameaças à segurança. São significativos, ainda, os desafios éticos e práticos, que são consideráveis.
“A segurança de Caxias ganha mais força com o Programa Muralha Digital. Novas câmeras, monitoramento inteligente e tecnologia de reconhecimento facial ajudam a proteger cada canto da cidade.”, garante do prefeito Gentil Neto.