Dados oficiais do Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que a Presidência da República gastou mais de R$ 55 milhões com cartões corporativos entre janeiro de 2023 e abril de 2025. Desse montante, mais de 99% das despesas foram mantidas sob sigilo, o que impede que a sociedade conheça em detalhes como os recursos públicos foram utilizados.
A auditoria do TCU, órgão responsável por fiscalizar a aplicação de recursos federais, identificou que R$ 55.497.145,48 foram gastos por meio de cartões corporativos no período analisado. A quase totalidade dessas despesas foi classificada como confidencial, sem detalhamento de itens adquiridos ou fornecedores.
O relatório aponta que o uso amplo do sigilo dificulta o controle social e a fiscalização dos gastos públicos. Mesmo as despesas não classificadas como sigilosas carecem de informações básicas, como notas fiscais ou descrições dos bens e serviços contratados, o que inviabiliza a verificação do destino dos recursos.
O TCU cobra há anos maior transparência na execução dos gastos com cartões corporativos. O órgão estabelece que despesas não sigilosas devem ser divulgadas de forma detalhada e tempestiva, e que gastos classificados como confidenciais ao menos apresentem somatórios por categoria, como alimentação, hospedagem ou transporte. Segundo o relatório, essas diretrizes ainda não vêm sendo cumpridas de forma satisfatória.
Os dados divulgados pelo TCU não indicam, por si só, a existência de ilegalidades. A legislação brasileira autoriza a classificação de determinadas despesas como sigilosas por razões de segurança do Estado. Ainda assim, setores da sociedade defendem que gastos públicos, especialmente de alto valor, devem ser acompanhados de explicações claras e acessíveis à população.
A Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa do Maranhão realizará o credenciamento dos profissionais de imprensa, no período de 23 a 26 de janeiro (sexta a segunda-feira), para a Sessão Solene de abertura dos trabalhos legislativos de 2026.
A entrega das credenciais será feita no dia de 29 de janeiro, das 9h às 16h30, no Complexo de Comunicação da Alema (Cohafuma) – com Ana Maria Serra.
A Sessão Solene de abertura dos trabalhos parlamentares da 3ª Sessão Legislativa da 20ª Legislatura da Casa ocorrerá na segunda-feira, dia 2 de fevereiro, às 15h, no Plenário Nagib Haickel.
ATENÇÃO
– A credencial dará acesso apenas ao hall de entrada e ao Comitê de Imprensa. Somente os cinegrafistas e fotógrafos credenciados terão acesso a uma área restrita e devidamente sinalizada nas laterais do Plenário.
– Número de profissionais a serem credenciados:
TVs (1 repórter, 1 cinegrafista, 1 auxiliar)
Rádios (1 repórter)
Jornais (1 repórter e 1 fotógrafo)
Sites (1 profissional)
Blog (1 profissional)
COMO FAZER
Enviar a solicitação com nome do (s) profissional (is), a função e o nome do veículo para o e-mail alemacomunica@gmail.com ou WhatsApp (98 99993-4794 – Ironara Pestana).
Mais de 3 mil alunos da rede estadual de ensino em Timon agora têm conectividade e acesso a plataformas de conhecimento. Em mais uma edição do Festival Conecta, realizado terça-feira (20), eles receberam tablets com internet entregues pelo secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, pela secretária estadual de Educação, Jandira Dias, e pelo prefeito Rafael Brito.
“Garantir a inclusão digital dos nossos alunos é um dos eixos do Educação de Verdade, o maior programa educacional da história do Maranhão. É fruto da parceria do Governo do Estado com o Governo Lula e com as prefeituras municipais, porque nós acreditamos no potencial dos nossos jovens e queremos que tenham todas as condições para serem profissionais de sucesso”, declarou Orleans Brandão.
O secretário destacou que o programa educacional incluiu também maior repasse de recursos aos municípios para a oferta de transporte escolar, e a melhor qualidade da alimentação oferecida aos estudantes na rede estadual de ensino. “É um investimento mensal de R$ 100 milhões, além das reformas e ampliação das escolas e da garantia de conectividade”, acrescentou Orleans Brandão.
O prefeito Rafael Brito ressaltou a importância dos tablets para a formação dos alunos: “O Governo do Estado está possibilitando conhecimento digital na palma da mão, e investir em educação é prevenir a violência e garantir aos nossos jovens um futuro melhor”.
Para a Unidade Regional de Educação (URE) de Timon – que reúne 22 escolas estaduais, de Timon, Matões, Parnarama e São Francisco do Maranhão – foram destinados 9.400 tablets. No Festival Conecta, 3 mil alunos de nove escolas de Timon receberam os equipamentos. O objetivo é promover a
inclusão digital e modernizar o ensino, ampliando o acesso dos estudantes a tecnologias, garantindo dispositivos móveis com conectividade para fortalecer práticas pedagógicas
inovadoras, reduzir desigualdades educacionais e elevar a qualidade do ensino na rede pública.
O projeto “Tô Conectado” prevê a distribuição de tablets com acesso à internet móvel para 242.404 estudantes do Ensino Médio, Ensino Fundamental, Educação Indígena e Educação
Especial. Cada beneficiado recebe um tablet com chip de internet (20GB mensais) para uso educacional, assegurando acesso a conteúdos digitais, plataformas educacionais e recursos
pedagógicos.
Imagens mostram André Esteves e Luiz Pastore chegando de helicóptero para reunião com Dias Toffoli no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR)
O ministro do Supremo Tribunal Federal José Dias Toffoli utiliza o resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), para receber empresários, banqueiros e políticos.
Imagens obtidas pela coluna mostram um desses encontros. Na cena, Toffoli aparece com camiseta azul-escura, bermuda cáqui e chinelos.
O ministro aguarda os convidados em uma área reservada dos jardins do resort. O local fica às margens da represa de Xavantes, na divisa entre os estados do Paraná e de São Paulo.
No heliponto em frente a Toffoli, aterrissa um Eurocopter AS365 Dauphin, da fabricante francesa Airbus. O prefixo é PT-PCT — referência ao nome do banco de investimentos BTG Pactual.
De dentro da aeronave descem dois homens. Primeiro, o empresário Luiz Pastore, dono do grupo metalúrgico Ibrame. Minutos depois, vem o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. Avaliado em cerca de US$ 12 milhões, o Dauphin era do banqueiro.
Toffoli vai até Pastore e o cumprimenta com um forte abraço e um beijo no rosto.
André Esteves sai da aeronave e vai até o ministro. Toffoli o cumprimenta com um aperto de mão e um abraço.
O encontro ocorreu no dia 25 de janeiro de 2023. Capturado em vídeo, o episódio exemplifica a rotina do Tayayá, usado frequentemente por Toffoli para receber autoridades, artistas e nomes do PIB brasileiro.
Os convidados do ministro Dias Toffoli
Um dos homens mais poderosos e ricos do país, André Esteves é próximo de ministros do Supremo, do Executivo e do Tribunal de Contas da União.
O banqueiro tem diversos negócios que podem ser impactados por decisões da mais alta Corte do país — embora ele mesmo não tivesse, à época, nenhum processo seu ou do BTG sob relatoria de Toffoli.
Pastore também mantém relações próximas com figuras influentes da política e do meio empresarial. Ele atua nos setores de metalurgia, importação, indústria e administração de imóveis.
Foi em uma aeronave de Pastore, um jatinho, que Toffoli viajou acompanhado do advogado Augusto de Arruda Botelho para assistir à final da Copa Libertadores, no Peru.
A viagem, em novembro passado, gerou questionamentos sobre a isenção do ministro para relatar investigações envolvendo o Banco Master. Botelho é advogado de defesa de Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master.
Em meio às críticas sobre a conduta de ministros, o presidente do Supremo, Edson Fachin, propôs a elaboração de um código de conduta para os magistrados da Corte. A iniciativa provocou mal-estar entre os membros, que se sentiram expostos. Entre eles, Alexandre de Moraes. O escritório da mulher e dos filhos de Moraes foi contratado pelo Banco Master por R$ 129 milhões.
“Resort do Toffoli”
A visita de André Esteves e de Luiz Pastore ao resort reforça as especulações de que Toffoli seria mais do que um simples hóspede do local.
Os repórteres do Metrópoles Valentina Moreira e Sam Pancher se hospedaram no hotel por três dias e constataram que funcionários tratam o ministro como proprietário.
Nos documentos de compra e venda do hotel, no entanto, aparecem como proprietários dois irmãos e um primo do ministro. A empresa funciona em uma casa simples em Marília (SP), cidade natal de Toffoli. Na residência, a cunhada de Toffoli negou que seu marido tenha sido dono de um empreendimento avaliado em R$ 30 milhões.
Resort foi vendido a nome ligado à J&F
Em abril de 2025, o resort foi vendido ao advogado Paulo Humberto Barbosa. Ele é sócio de dirigentes da J&F e contratado pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos do conglomerado. Dois anos antes da transação, Toffoli suspendeu o pagamento de uma multa pelo grupo no valor de R$ 10,3 bilhões.
Desde a venda do resort, Toffoli esteve 58 dias no local. No fim do ano, ofereceu uma festa para 140 pessoas, mobilizando toda a estrutura do empreendimento.
O prefeito de Babacal, Roberto Costa, afirmou ao Metrópoles que as investigações sobre o desaparecimento de crianças no município, que já chegam ao 19º dia de buscas, não descartam a possibilidade de ataque por animais silvestres ou sequestro.
A declaração foi feita ao comentar as hipóteses analisadas pelas equipes que atuam na região.
“Todas as hipóteses foram levantadas. Então existem, claro, situações que colocam que eles poderiam ter sido sequestrados; não posso descartar isso. Será que as crianças poderiam ser atacadas por algum animal? Não pode descartar essa possibilidade, porque em uma área de mata fechada, você encontra vários tipos de animais”, afirmou Roberto Costa.
Ainda de acordo com o prefeito, as buscas “continuarão até as crianças serem encontradas”.
Desaparecimento
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michel, de 4 (na foto em destaque), seguem no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA). As crianças desapareceram em 4 de janeiro, e passados 19 dias ainda não há informações sobre ao paradeiro dos irmãos.
Desde o início da operação, uma força-tarefa foi montada para atuar na região. Atualmente, mais de 500 pessoas participam das buscas, entre agentes de segurança, militares, bombeiros de diferentes estados e voluntários. As ações se concentram tanto na mata quanto no Rio Mearim, que corta a área em que as crianças foram vistas pela última vez.
“O menino Kauã teve alta médica e vai continuar recebendo todo o apoio para superar o momento difícil que viveu”, escreveu Brandão nas redes sociais.
Anderson foi encontrado em 7 de janeiro, três dias após desaparecer com os primos. Ele estava em um matagal, a cerca de 4 quilômetros do ponto onde o grupo foi visto pela última vez, sem roupas e com sinais de desnutrição. No período em que ficou desaparecido, o menino perdeu cerca de 10 kg. Exames médicos descartaram abuso sexual.
Em depoimento à polícia, Anderson relatou que as crianças se perderam após saírem em busca de um pé de maracujá.
Segundo levantamento da Futura/Apex, senador tem vantagem de 6,2 pontos percentuais em relação ao atual presidente.
Segundo pesquisa Futura/Apex, divulgada nesta 5ª feira (22.jan.2026), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um possível 2º turno. Enquanto Flávio tem 48,1% das intenções de voto, o chefe do Executivo tem 41,9% –uma diferença de 6,2 pontos percentuais.
No 2º turno, o presidente perderia em cenários contra Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO). O petista só venceria Romeu Zema (Novo-MG) e Eduardo Leite (PSD-RS).
1º TURNO Em relação aos cenários testados de 1º turno, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sai na frente de Lula em 3 situações, todas sem o governador de São Paulo, Tarcísio. O político disse que não concorrerá ao Planalto em 2026 e já declarou apoio a Flávio.
Lula fica em 1º lugar quando há mais candidatos alinhados a Bolsonaro, já que os votos são mais distribuídos entre eles. Apesar disso, todos os casos são considerados empates técnicos graças à margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
No único cenário em que não há empate técnico, Flávio aparece em 1º lugar (43,8% a 38,7%, com uma diferença de 5,1 pontos percentuais). Nesse caso, o 1º turno considera, além de Flávio e Lula, Renan Santos e Leite.
2º TURNO
A pesquisa mostra que, em um 2º turno, Lula só ganha de Zema e Leite.
A pesquisa ouviu 2.000 brasileiros do dia 15 ao dia 19 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais e para menos. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-08233/2026. O estudo custou R$ 160 mil e foi pago com recursos próprios.
AGREGADOR DE PESQUISAS
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A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio das contas bancárias de Paulo Marinho Júnior, após o descumprimento de decisão judicial no âmbito de processo que tramita na 4ª Zona Eleitoral de Caxias (MA).
De acordo com certidão cartorária emitida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foi cumprida a ordem de bloqueio financeiro no valor de R$ 6.858,00, com repetição programada da restrição até o dia 21 de fevereiro de 2026, conforme determinado nos autos do processo nº 0600909-56.2024.6.10.0004.
A execução foi solicitada pelo Ministério Público Eleitoral, que atua como fiscal da lei, em razão do não cumprimento da sentença por parte do executado. A medida tem como objetivo garantir a efetividade da decisão judicial e o respeito às determinações da Justiça Eleitoral.
A certidão foi lavrada no dia 21 de janeiro de 2026, em Caxias, e assinada pelo chefe de cartório da 4ª Zona Eleitoral, Jardel dos Santos Oliveira.
O bloqueio de valores é uma medida prevista na legislação eleitoral e judicial, utilizada quando há resistência ou omissão no cumprimento de decisões judiciais.
O esquema consistia na emissão e venda de notas fiscais frias por empresas que teriam participado e vencido licitações supostamente simuladas. Essas empresas, de acordo com a promotoria, ficavam com 10% a 18% dos valores, enquanto Curió e familiares chegavam a se apropriar de até 90% do montante.
As investigações indicam que o chefe do Executivo municipal utilizou parte do dinheiro para custear despesas familiares, como a faculdade da primeira-dama, Eva Dantas, também denunciada pelo Ministério Público. Segundo a promotoria, ela exercia controle sobre contas do município e realizava movimentações financeiras mesmo sem ocupar cargo público.
A reportagem tenta contato com as defesas do prefeito, da esposa e de outros denunciados, que totalizam 10 pessoas. O espaço segue aberto.
Quem é Paulo Curió
José Paulo Dantas Silva, conhecido como Paulo Curió, é empresário e prefeito de Turilândia. Ele atualmente cumpre seu segundo mandato consecutivo.
Em 2016, aos 38 anos, ele tentou pela primeira vez chefiar o Executivo municipal, quando disputou a eleição pelo então Partido da República (PR), hoje Partido Liberal (PL). Na ocasião, ele não foi eleito. Em 2020, concorreu novamente, pelo PTB, e venceu; em 2024, foi reeleito.
Nascido em São Luís, capital do Estado, Curió declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) R$ 1 milhão em bens, valor correspondente à sua residência em Turilândia. Como empresário, atua nos ramos do agronegócio, construção civil e comunicação.
Denúncia do MP assegura que Paulo Curió desviou ‘rendas e valores públicos mediante contratos fraudulentos’ Foto: Divulgação
Segundo seu registro no TSE, ele não possui formação superior completa. Ele é casado com Eva Dantas, também denunciada pelo Ministério Público.
Curió também é irmão de Marcel Curió, que foi prefeito do município de Governador Nunes Freire, também do interior do Maranhão, entre os anos de 2013 e 2016.
No último ano de mandato, Marcel foi afastado do cargo a pedido do Ministério Público do Maranhão. Na ocasião, a promotoria apontou que ele estaria atrasando o pagamento de servidores e teria abandonado a gestão da cidade após perder as eleições daquele ano, quando disputou a reeleição.
O MPMA determinou que o então prefeito, irmão de Paulo Curió, se mantivesse afastado da sede da prefeitura em pelo menos 500 metros, sob pena de prisão em flagrante, por crime de desobediência.
Denúncia
O Ministério Público do Maranhão protocolou na última segunda-feira, 19, denúncia contra 10 pessoas que estariam envolvidas na organização criminosa que, segundo o órgão, causou prejuízo superior a R$ 56 milhões aos cofres do município de Turilândia. Entre os denunciados está o prefeito Paulo Curió, descrito pelos promotores como “o líder do esquema de corrupção”. A denúncia foi assinada pelo procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro.
Além de Curió, também foram denunciados Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas (esposa do prefeito), Tânya Karla Cardoso Mendes Mendonça (vice-prefeita), Janaína Soares Lima (ex-vice-prefeita de Turilândia), Domingos Sávio Fonseca Silva (pai de Paulo Curió), Marcel Everton Dantas Filho e Taily de Jesus Everton Silva Amorim (irmãos do prefeito), José Paulo Dantas Filho (tio), Ritalice Souza Abreu Dantas e Jander Silvério Amorim Pereira (cunhados).
Promotoria acusa prefeito, primeira-dama, pai, irmãos, tio e cunhados por desvios de R$ 56 milhões
Prefeito ficava com até 90% de dinheiro desviado da Saúde para bancar despesas pessoais, diz MP
O grupo foi preso no âmbito da Operação Tântalo II, deflagrada em 22 de dezembro pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão. Segundo a promotoria, eles integrariam o “núcleo político e familiar da organização”.
De acordo com o MPMA, as investigações identificaram um esquema de corrupção baseado na “venda” de notas fiscais por empresas vencedoras de licitações simuladas. “O dano estimado ao erário é de R$ 56.328.937,59, valor apurado a partir de contratos firmados de forma fraudulenta desde 2021”, afirma a denúncia.
Ainda segundo o Ministério Público, o prefeito e pessoas próximas chegaram a receber entre 82% e 90% dos valores pagos pela prefeitura de Turilândia, enquanto os empresários ficavam com a parcela residual, entre 10% e 18%.
Os recursos, conforme a acusação, eram utilizados para custear despesas pessoais de Paulo Curió e de familiares, como a faculdade de medicina da esposa, além da aquisição de imóveis, estratégia que teria sido usada para lavagem de dinheiro.
“No âmbito do núcleo político, a participação de familiares diretos do prefeito revelou-se elemento central para a estabilidade, coesão interna e blindagem patrimonial da organização criminosa, funcionando como verdadeiro círculo de confiança destinado à ocultação, dissimulação e fruição dos valores ilícitos”, afirma o procurador-geral de Justiça na denúncia.
O Ministério Público do Maranhão pediu a condenação dos envolvidos por crimes como organização criminosa, peculato-desvio, fraude a procedimento licitatório, corrupção passiva e lavagem de capitais.
Também foi solicitada a decretação da perda de bens, direitos e valores que teriam sido adquiridos por meio das fraudes, além da condenação ao ressarcimento integral do montante desviado. “A denúncia requer ainda a restituição de R$ 56.328.937,59, corrigidos monetariamente e acrescidos de juros legais”, diz o texto.
Órgão detectou irregularidades e falhas em licitações envolvendo empresas responsáveis pelo planejamento, organização e fornecimento de bens e serviços
O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas e irregularidades nas licitações envolvendo as empresas responsáveis pelo planejamento, organização e fornecimento de bens e serviços da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, realizada em novembro do ano passado, em Belém.
O relatório, elaborado pelo ministro Bruno Dantas, apontou sobrepreços de até 1.000% em relação a valores de mercado. Segundo ele, há “fortes indícios de abuso da posição dominante e violação aos princípios da economicidade e da moralidade administrativa”.
O documento foi aprovado pelo plenário do TCU em sessão nesta quarta-feira, 21.
A análise foi motivada por uma denúncia de parlamentares da oposição ao governo Lula, que apontava “indícios de subsídio cruzado e superfaturamento, evidenciados pelo desconto linear de 50% ofertado no certame em contraposição à revenda posterior de espaços e serviços com sobrepreço de até 1.000% em relação aos valores de mercado”.
Em acórdão assinado por Dantas e Vital do Rêgo, presidente do TCU, o órgão analisa os contratos firmados com o Consórcio Pronto RG, responsável pela Zona Verde – área dedicada às organizações da sociedade civil -, e com a empresa DMDL Ltda, espaço destinado aos diplomatas e organizadores.
Secop
Em nota, a Secop afirma que o julgamento “não aponta irregularidades e decidiu pela recomendações de aprimoramento de contratos”.
“As licitações para as contratações das empresas responsáveis pelas zonas verde e azul da COP30 foram conduzidas pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), organismo internacional responsável pelas contratações, nos termos dos instrumentos firmados com o Governo Federal. A SECOP atenderá às recomendações emitidas no julgamento de hoje, reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a boa governança e seguirá colaborando integralmente com os órgãos de controle”, diz o comunicado.
O TCU considerou “frágeis os argumentos” apresentados pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), que realizou as licitações.
“Embora os custos regionais sejam relevantes, eles não justificavam disparidades de até 1.000% em itens de mobiliário, configurando abuso de posição dominante em um mercado cativo criado por contrato público”, diz o relatório do TCU, que foi aprovado em plenário. O argumento (da OEI) da segregação dos fluxos financeiros é frágil. Embora o sobrepreço não onere diretamente o contrato principal pago com recursos públicos, ele afeta o custo total do evento, que é de interesse público e viabilizado por um instrumento estatal. (…) Permitir que um parceiro privado explore de forma predatória um mercado cativo, criado por um contrato público, atenta contra a moralidade administrativa e o princípio da busca pela proposta mais vantajosa em sua totalidade”, diz o relatório de Bruno Dantas.
A força-tarefa para encontrar as crianças segue no Maranhão. PRF intensificou fiscalização e nenhuma hipótese é descartada pela polícia
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, entram nesta quinta-feira (22/1) no 19º dia sem respostas em Bacabal, no interior do Maranhão. Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, e, até o momento, não houve a localização de vestígios que indiquem o paradeiro das crianças.
Atualmente, as ações seguem concentradas na região de mata e no leito do Rio Mearim, que corta a área onde ocorreu o desaparecimento. Os trabalhos contam com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Segundo o governo do Maranhão, mais de 500 pessoas já participaram da força-tarefa, que realizou varreduras em uma área superior a 3.200 km².
“As ações da PRF já foram intensificadas imediatamente na região, já que, caso seja uma ação de rapto, existe a possibilidade de passagem pelas rodovias federais que cortam o estado”, informou a PRF do Maranhão nessa quarta-feira (21/1).
A Polícia Civil segue com o inquérito sobre o desaparecimento. A Secretaria de Segurança Pública informou que nenhuma linha de investigação foi descartada e todas as hipóteses estão sendo analisadas.
O que falta saber
As investigações avançam, mas seguem concentradas em cinco dúvidas principais, que sustentam as demais incertezas do caso. São elas:
Onde estão Ágatha Isabelly e Allan Michael? Após quase três semanas de buscas, não há confirmação se as crianças permanecem na mata, se chegaram ao Rio Mearim ou se deixaram a área inicialmente delimitada. Todas as frentes de busca avançam sem qualquer indício concreto do paradeiro dos irmãos.
Onde ocorreu exatamente a separação do primo? Anderson Kauan, de 8 anos, relatou à polícia que o trio se separou no terceiro dia, quando decidiu seguir sozinho pela mata. No entanto, os “apagões de memória” apresentados pelo menino impedem a identificação precisa do local da separação. A informação é o ponto-chave para definir o raio das buscas.
O que aconteceu após a última noite na “casa caída”? A polícia estima que as crianças tenham permanecido juntas por pelo menos duas noites em uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”. O que ocorreu a partir dali segue desconhecido. Não se sabe qual caminho Ágatha e Allan seguiram depois, se continuaram andando ou se buscaram outro tipo de abrigo.
A área delimitada de buscas corresponde ao local em que as crianças estão? Sem a confirmação do ponto de separação nem do trajeto percorrido após a última noite juntos, não há certeza de que a extensa área já varrida corresponda, de fato, ao local em que Ágatha e Allan ficaram pela última vez.
Por que nenhum vestígio foi encontrado até agora? Apesar da mobilização de bombeiros, militares, mergulhadores, sonar e varreduras terrestres e fluviais, nenhum objeto, roupa, rastro ou sinal recente das crianças foi localizado. A ausência total de vestígios, diante da dimensão da operação, é um dos aspectos mais intrigantes do caso.
“O menino Kauã teve alta médica e vai continuar recebendo todo o apoio para superar o momento difícil que viveu”, escreveu Brandão nas redes sociais.
Anderson foi encontrado no dia 7 de janeiro, três dias após desaparecer com os primos. Ele estava em um matagal, a cerca de 4 quilômetros do ponto onde o grupo foi visto pela última vez, sem roupas e com sinais de desnutrição. No período em que ficou desaparecido, o menino perdeu cerca de 10 quilos. Exames médicos descartaram abuso sexual.
Em depoimento à polícia, Anderson relatou que as crianças se perderam após saírem em busca de um pé de maracujá. Segundo o delegado Ederson Martins, responsável pelo caso, a estimativa é de que os três tenham permanecido juntos por pelo menos duas noites, abrigados em uma cabana abandonada no meio da mata, conhecida como “casa caída”.
No terceiro dia, ainda conforme o relato do menino, ele decidiu seguir sozinho, porque os primos mais novos estavam cansados e queriam parar de caminhar. “Ele queria achar a saída. Estava perdido”, explicou o delegado. Foi a partir desse momento que as crianças se separaram.Denúncia no Pará foi descartada
Também na terça-feira (20/1), uma denúncia que apontava o possível paradeiro das crianças no Pará foi descartada.
A Polícia Civil paraense apurou a informação de que Ágatha e Allan estariam com uma mulher em um hotel no município de Água Azul do Norte, a cerca de 692 quilômetros de Bacabal.