Enfermeira aplicou um anestésico na paciente, prática que não é permitida para profissionais de sua área. Vítima morreu em questão de horas
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), realiza, desde quarta-feira (15/10), uma operação para prender a enfermeira Sabrina Rabetin Serri (foto em destaque), de 39 anos.
Ela foi indiciada por homicídio qualificado e exercício ilegal da medicina após a morte da jovem Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, durante um procedimento estético realizado no mês passado.
A Justiça do Rio expediu mandado de prisão preventiva contra Sabrina, que é considerada foragida. De acordo com a Polícia Civil, a enfermeira foi indiciada no dia 1º de outubro, durante uma operação que investigava falhas no procedimento que resultou na morte de Marilha.
Na ocasião, Sabrina chegou a ser levada para prestar depoimento na Decon, mas foi liberada em seguida.
Com a maior mobilização de tropas na América Latina em 30 anos, o governo de Donald Trump gera um alerta regional, entre potências e na ONU, sobre uma eventual operação militar na Venezuela. Dados obtidos pelo UOL a partir de documentos que embasaram declarações das Nações Unidas nos últimos dias revelam a preocupação de que uma intervenção esteja prestes a ocorrer, e demonstram o risco de uma desestabilização regional. O cenário é descrito por embaixadores como o de um “estado de alerta máximo”.
A crise ainda chega em um momento de especial fragilidade política na América Latina e a constatação por parte de membros do governo Lula de um colapso dos projetos de integração regional que possam frear ofensivas estrangeiras.
Sob o pretexto de estar lutando contra organizações criminosas e o narcotráfico, o governo americano destacou para o Caribe pelo menos 10 mil soldados, muitos deles em Porto Rico e em Trinidad e Tobago. Ainda que o volume seja insuficiente para uma invasão por terra, ele poderia ser a base de ataques aéreos contra a Venezuela e já é a maior mobilização de tropas americanas na região desde a crise no Panamá.
O jornal The New York Times revelou ontem que o governo Trump autorizou que a CIA realize operações secretas contra Nicolás Maduro. No mesmo dia, o presidente norte-americano disse “considerar” ataques em terra contra cartéis venezuelanos. Na sequência, líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu respeito à soberania nacional, ao direito internacional, e fez um apelo por paz: “não queremos guerra no Caribe e América Latina.”
O UOL apurou que o governo brasileiro vê a crise com “enorme preocupação” e que presidente Lula vem acompanhando de perto a questão. Mas outra preocupação se refere ao racha que existe hoje na América Latina em relação ao tema. Em setembro, o Itamaraty e outras chancelarias da região tentaram fechar uma declaração conjunta de repúdio à mobilização de tropas americanas. A ideia era de que a Comunidade de Estados Latino-Americanos emitisse uma posição conjunta. Mas apenas 21 deles aderiram.
Os governos da Argentina, Bahamas, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guiana, Haiti, Jamaica, Panamá, Peru, Paraguai, República Dominicana e Trinidad e Tobago se recusaram a assinar a declaração.
Para fontes em Brasília, o racha da Celac mostrou que a operação americana também envolve uma ofensiva diplomática, com o apoio de governos aliados na região. Desde janeiro, o secretário de Estado Marco Rubio tem ampliado suas viagens e de seus assistentes para a região, na esperança de selar compromissos, barganhar troca de favores e pressionar.
Ainda em setembro, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, usou seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, para fazer eco à narrativa de Donald Trump. “Infelizmente, a situação na Venezuela se tornou verdadeiramente alarmante”, disse Peña, um dos principais aliados hoje do governo norte-americano hoje na região.
O governador Carlos Brandão anunciou a realização do Festival Ilha do Reggae, nos dias 22 e 23 de novembro, na Arena Jamaica Brasileira (Passarela do Samba – Anel Viário), em São Luís. O evento, que será aberto ao público, promete ser um dos maiores encontros de cultura e música do país, celebrando a força do reggae maranhense e reforçando o compromisso do governo do Maranhão com a valorização da cultura e da identidade afrodescendente.
O festival, fruto de parceria entre governo e iniciativa privada, reunirá grandes atrações internacionais, nacionais e maranhenses, consolidando São Luís como referência mundial do ritmo jamaicano. Entre os nomes confirmados estão Burning Spear, Israel Vibration, Ky-Mani Marley, Tribo de Jah, Edson Gomes, Planta e Raiz, Maneva, Ponto de Equilíbrio, além de talentos locais como Célia Sampaio, Núbia, Orquestra Maranhense de Reggae, entre outros.
“O Maranhão tem o reggae no coração. Somos conhecidos mundialmente pela nossa conexão com a Jamaica e pela força cultural do nosso povo. Esse festival é mais que um evento musical, é uma celebração da nossa identidade, da paz, do amor e da resistência que o reggae representa, reforçando a proximidade das duas nações nos últimos anos”, afirmou o governador Carlos Brandão.
O secretário de Estado da Cultura, Yuri Arruda, também comentou sobre as expectativas para o evento. “Nos últimos anos, a gestão do governador Carlos Brandão tem se destacado pelo fortalecimento da nossa cultura, com grandes atrações e festas que são sucesso de público. Com o Festival Ilha do Reggae não será diferente, com impacto cultural muito positivo para o Maranhão”, finalizou.
O anúncio do festival também reforça o compromisso assumido em agosto de 2024, durante a visita oficial do ministro do Turismo da Jamaica, Edmund Bartlett, a São Luís, ocasião em que foi assinado um memorando de entendimento entre Brasil e Jamaica, com foco no turismo sustentável e no fortalecimento do intercâmbio cultural entre as duas nações. A visita contou ainda com a presença do ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, e marcou um novo capítulo nas relações culturais e turísticas entre os países.
Na ocasião, as autoridades brasileiras e jamaicanas estiveram no Museu do Reggae, na Rua da Estrela, onde um grande acervo remonta a história da chegada do ritmo no estado, homenageando os grandes DJs do cenário regueiro e os principais espaços que popularizaram o estilo no Maranhão.
Com uma programação que une diferentes gerações e estilos, o Festival Ilha do Reggae promete dois dias de muita música, dança, cultura e integração, reafirmando São Luís como a capital brasileira do reggae e ponto de encontro entre o Maranhão e o mundo.
*Atrações confirmadas*:
Dezarie, Israel Vibration, Ponto de Equilíbrio, Planta e Raiz, Burning Spear, Ky-Mani Marley, Edson Gomes, Maneva, Tribo de Jah, Célia Sampaio, Núbia, Radiola Estrela do Som e Radiola Itamaraty, Orquestra Maranhense de Reggae, George Gomes, Banda Guetos, Emanuelle Paz, Filhos de Jah, Raiz Tribal, Barba Branca, Capital Roots, Ronnie Green, Honey Boy, Sly Foxx e Norris Cole.
O ex-prefeito de Caxias, Paulo Marinho, foi condenado por atos de improbidade administrativa cometidos durante sua gestão entre 1993 e 1996. A decisão, proferida pelo juiz Ângelo Antônio Alencar dos Santos, determina o ressarcimento integral de danos ao erário, além da suspensão dos direitos políticos por oito anos, perda de função pública, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o poder público por cinco anos.
A sentença aponta que Marinho foi responsável por apropriação de retenções de impostos e contribuições previdenciárias, pagamentos sem comprovação, adiantamentos irregulares e burla sistemática de licitações. Segundo o magistrado, as práticas revelam “uma gestão que ignorou de forma dolosa os princípios da legalidade, moralidade e lealdade administrativa”.
O valor total da condenação, em valores atualizados, pode chegar a R$ 51.883.633,86, considerando juros legais, multa de 200% e correção pelo IPCA até setembro de 2025. O montante inclui os valores originais de danos ao erário, apurados em pouco mais de R$ 585 mil na auditoria de 1999, além de atualizações e encargos aplicados ao longo dos anos.
O diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento do Maranhão (Investe Maranhão), Cauê Ávila Aragão, recebeu a honraria “Medalha Manuel Beckman”, mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa, em sessão solene realizada nesta quinta-feira (16). A autora da proposta foi a deputada estadual Daniella, que também agraciou com a comenda o secretário de Estado de Governo, Márcio Ribeiro Machado.
Ao justificar a homenagem, Daniella manifestou sua satisfação e profundo respeito em celebrar e reconhecer o trabalho de dois cidadãos maranhenses que vêm contribuindo de forma concreta para o desenvolvimento do Estado e para a melhoria de vida da população. A parlamentar destacou o excelente trabalho de Cauê Ávila Aragão à frente da Investe Maranhão, mencionando, também, a sua passagem marcante como presidente da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged).
A deputada frisou que a Medalha Manuel Beckman é o reconhecimento à trajetória de dedicação de ambos ao serviço público e aos resultados expressivos que vêm alcançando em suas respectivas áreas de atuação. “Tive a felicidade de ser a autora das proposições e agradeço aos meus colegas deputados pelas aprovações por unanimidade. Afinal, é papel do parlamento maranhense reconhecer e valorizar aqueles que dedicam a vida em defesa do nosso estado”, ressaltou.
Referindo-se a Cauê Aragão, Daniella deu ênfase ao importante e já exitoso trabalho que ele desenvolve como presidente da Investe Maranhão. Também fez questão de mencionar que Cauê deixou sua marca à frente da Aged, fortalecendo a defesa agropecuária no Maranhão, promovendo ações de vigilância, fiscalização e valorização da produção agrícola e pecuária. “Sob sua gestão, a Aged alcançou conquistas históricas, como o reconhecimento do Maranhão como zona livre de febre aftosa sem vacinação, um passo importante para a abertura de novos mercados e para o fortalecimento do setor produtivo dentro do nosso estado”, salientou.
A parlamentar acrescentou que o trabalho realizado por Cauê Aragão na Aged contribuiu significativamente para a conquista de uma certificação internacional ao país. Ela citou, ainda, as melhorias estruturais e operacionais promovidas na Aged na gestão do ex-presidente, o que aproximou os órgãos das demandas reais do campo e da população. “Sabemos o potencial do setor agropecuário maranhense e sua atuação foi fundamental para que a gente se desenvolvesse e se destacasse a nível nacional. São trabalhos como esse que merecem o reconhecimento da Assembleia Legislativa do Maranhão”, exaltou.
Grandeza de servir
Em discurso após ser condecorado, Cauê Aragão agradeceu a honraria à deputada Daniella e externou profundo respeito, admiração e estima à presidente Iracema Vale. Ao iniciar sua fala, ele fez menção a uma frase do pastor e ativista norte-americano Martin Luther King (1929-1968) que diz o seguinte: “Se você quer ser importante, ótimo. Se você quer ser reconhecido, ótimo. Se quer ser grande, ótimo. Mas lembre-se: o maior entre vocês será aquele que serve. Essa é a nova definição de grandeza. “Essas palavras sempre fizeram e continuam fazendo grande sentido para mim. A grandeza de um homem não se mede por reconhecimento, nem por posses, mas sim pelo serviço prestado ao próximo. E é isso que tem guiado minha vida até aqui”, afirmou.
Sobre a Medalha Manuel Beckman, que carrega o nome de um grande líder revolucionário e que representa a maior honraria concedida pela casa legislativa, a casa do povo, ele disse que é mais do que uma honra, é o reconhecimento a mais de 10 anos de serviços prestados à gestão pública do estado do Maranhão, trajetória iniciada em 2015, quando foi convidado pela então secretária de Estado das Cidades, Flávia Alexandrina, para chefiar a Assessoria Jurídica da pasta. “Foram quatro anos intensos, de muito aprendizado e entrega”, recordou, ressaltando a oportunidade que teve de participar de grandes projetos e de testemunhar a realidade de muitas pessoas mudar diante dos seus olhos.
Ao discursar, Cauê Aragão destacou a grandeza do ato de servir e não conteve a emoção ao relembrar a conquista histórica da certificação do Maranhão como zona livre de febre aftosa sem vacinação durante sua gestão à frente da Aged
Cauê Aragão declarou quão valiosa e marcante foi a missão de presidir a Aged, confiada a ele pelo governador Carlos Brandão durante dois anos, de 2022 a 2024. “Meu tempo ali foi muito significativo, de muito trabalho. Foram muitas viagens, muito aprendizado. Viajei pelo Maranhão praticamente todo. Não cheguei a conhecer os 217 municípios, mas cheguei próximo a 200”, rememorou, com orgulho e sensação de dever cumprido.
Mesmo nunca tendo lidado com a agropecuária, Cauê Aragão disse que descobriu um Maranhão imenso, produtivo e cheio de potencial. “Foram anos de muito trabalho, mas também de muitas conquistas. Agradeço profundamente à equipe da Aged, formada por servidores exemplares, dedicados, que abraçaram cada desafio proposto com extrema coragem”, reconheceu, sem deixar de destacar o apoio fundamental do governador Carlos Brandão, que não mediu nenhum esforço para entregar tudo o que a Aged precisava, como a aquisição de mais 70 novas viaturas e a reforma de dezenas de escritórios no estado.
Tamanho esforço governamental possibilitou expressiva melhoria de desempenho e resultados, a exemplo da certificação de mais de 50 empreendimentos com o selo da agência e digitalização das Guias de Transporte Animal (GTA’s), informatizando e dinamizando o processo e eliminando filas. Outra conquista da gestão de Cauê Aragão foi o aumento da arrecadação da Aged em mais de 63%, proporcionando maior rastreabilidade e segurança ao rebanho maranhense. Também foram convocados mais concursados para reforçar a equipe da agência e foi concedido reajuste salarial e da gratificação para alimentação.
Erradicação da aftosa: conquista histórica
Mas o feito mais grandioso que marcou o período de Cauê Aragão à frente da Aged foi a certificação do Maranhão, no final de 2024, como zona livre de febre aftosa sem vacinação. Ele destacou que o suporte oferecido pelo governador Carlos Brandão abriu caminho e foi determinante para a conquista histórica. “A casa foi organizada, o trabalho foi sistematizado, pois o governador Carlos Brandão ofereceu suporte em todos os níveis. Chegamos, então, a uma grande conquista: o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação”, relembrou, sem conseguir conter a emoção, arrancando aplausos.
Ao comentar a certificação, concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal, Cauê Aragão frisou que, talvez, nem todos compreendam a dimensão dessa conquista, mas enfatizou que ela é resultado de 20 anos de esforço coletivo, de técnicos, fiscais, criadores, da Associação dos Criadores, do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Maranhão (Fundepec) e da Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária (Sagrima), hoje chefiada pelo ex-prefeito de Caxias Fábio Gentil.
Ele também atribuiu o mérito pela erradicação da febre aftosa do território maranhense à visão do governador Carlos Brandão, que por ser médico veterinário, sempre foi um grande entusiasta do setor produtivo local e do setor primário. “Esse reconhecimento é a nível mundial. O Maranhão, hoje, tem oportunidade de fazer negócio com qualquer parte do mundo no que se refere à carne bovina. E isso reverbera, também, em aspectos vegetais, a exemplo da nossa soja, que também poderá ser exportada sem nenhum tipo de restrição”, realçou.
Desafio inovador
Quanto a sua nova missão, como presidente da Investe Maranhão, Cauê Aragão ressaltou que é um desafio inovador: gerir o mais novo polo de atração de investimentos para o estado. Ele classificou a criação da agência como mais uma medida visionária do governador Carlos Brandão, que acredita no Maranhão como um estado protagonista, competitivo e de portas abertas para o Brasil e para o mundo. “Nosso trabalho é amplo e desafiador. Estamos atuando em setores estratégicos, desde a restauração ambiental ao fortalecimento da indústria e do comércio, com um único propósito: gerar empregos, reduzir desigualdades e abrir caminhos de oportunidades para o povo maranhense”, reiterou.
Cauê Aragão estendeu seus agradecimentos à sua esposa, Michelle; à suas duas filhas, Laura e Luíza; aos pais, Stênio e Alda; à sua avó, Lourdes, apelidada carinhosamente de Lurdeca, às suas irmãs e demais familiares.
Prestigiaram a sessão solene, conduzida pela presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, diversas autoridades, como prefeitos, deputados, a secretária-chefe de Gabinete do governador Carlos Brandão, Luzia Waquim; o secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, Fábio Gentil, membros do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Polícia Militar, da Polícia Civil, dentre outros.
A professora Érica Cristina Bispo, 45, passou em primeiro lugar em um concurso para docente na USP (Universidade de São Paulo), mas teve a posse negada a pedido dos demais candidatos.
Érica e outras oito pessoas concorriam por uma vaga na área de literaturas africanas de língua portuguesa. Regido pelo edital FFLCH/FLC nº 024/2024, o processo seletivo foi realizado entre os dias 17 e 21 de junho de 2024, em duas fases, e previa a posse do aprovado para este ano.
Érica era a única candidata negra do concurso. Ao todo, 15 interessados se inscreveram, mas apenas nove compareceram. Entre os três inscritos que se declararam pretos, pardos ou indígenas, apenas ela realizou as provas.
A professora foi aprovada em primeiro lugar e até nomeada por meio de uma portaria do reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior. Ela conta que poderia tomar posse depois de exames de saúde, que saíram no dia 31 de janeiro e a consideraram apta para o exercício do cargo.
Cinco meses após a aprovação, no entanto, a USP informou que um recurso estava sendo movido contra o concurso. “Eu soube por fofoca do meio acadêmico sobre essa contestação semanas depois, mas sem saber do que se tratava. Só fui notificada oficialmente desse recurso em novembro”.
Seis dos participantes alegaram que ela era “amiga íntima” de dois dos quatro avaliadores da banca —que eram de outras universidades do país. Insatisfeitos com o resultado, eles também questionavam a qualificação da vencedora e seu volume de produção científica. Pediram ainda que os critérios de definição das notas dadas em uma das etapas fossem esclarecidos.
“O resultado preliminar é um ato inválido. Há clara violação dos princípios da impessoalidade (relação de amizade entre a comissão avaliadora e a candidata), falta de parâmetros para atribuição das notas nas provas didática e de memoriais e alteração posterior de elementos do edital.”
Concorrentes teriam resgatado fotos em que Érica aparecia com duas professoras da banca. “Tenho uma grande amiga que é professora universitária e que é amiga dessas duas. Então, nesses congressos e eventos, nós nos encontramos. Ela é minha amiga. As outras, não. A gente se conhece, de fato, academicamente, no nível acadêmico, e só”, explica Érica.
A Polícia Civil do Mato Grosso abriu investigação para apurar as circunstâncias envolvendo o padre Luciano Braga Simplício (foto em destaque), da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringá, município a 392 km de Cuiabá. O inquérito tramita na Delegacia de São José do Rio Claro (MT).
A versão do padre:
“Ela queria trocar de roupa naquele quarto lá fora. Eu falei que tudo bem. Depois pediu pra tomar banho, e eu autorizei. Quando eu estava no banho, ouvi ela gritar ‘tem gente, tem gente!’”, disse o religioso.
Segundo ele, a jovem, de 21 anos, teria pedido para usar o quarto externo para se trocar após participar de uma atividade da igreja. O padre também afirmou que o noivo da mulher estava viajando e que não houve contato íntimo entre os dois.
A reação da Igreja
A Diocese de Diamantino confirmou, em nota, que abriu uma investigação canônica para apurar a conduta do sacerdote.
“Tendo em vista o bem da Igreja e do povo de Deus, todas as medidas canônicas previstas já estão sendo devidamente tomadas. Pedimos a compreensão e a oração de todos”, informou a instituição.
Pelas normas da Igreja Católica, sacerdotes do rito latino são proibidos de manter relacionamentos afetivos ou sexuais. A violação do voto de celibato é considerada uma falta grave, capaz de levar à suspensão ou até ao afastamento definitivo das funções sacerdotais.
Investigação criminal
O caso será apurado também na esfera criminal. Após o vídeo circular nas redes sociais, a jovem flagrada com o padre registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Mato Grosso, alegando divulgação indevida de imagens.
Fontes policiais informaram que a corporação vai ampliar as investigações para apurar se houve outros delitos, entre eles violação de privacidade, exposição indevida e possível assédio.
O deputado relatou sua atuação direta no resgate da criança, após ter sido procurado pela mãe do menor, e elogiou o serviço de inteligência da Polícia Civil, que identificou rapidamente o paradeiro do suspeito
Durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta quarta-feira (15), o deputado estadual Neto Evangelista (União) relatou sua atuação direta no resgate de uma criança de um ano e meio, que havia sido sequestrada pelo próprio pai, no município de São José de Ribamar, com o objetivo de chantagear a mãe.
O parlamentar explicou que foi procurado pela mãe da criança há cerca de 15 dias, após o pai fugir com a menina e dizer que deixaria o país, afirmando que a mãe só teria a filha de volta se retomasse o relacionamento com ele.
“A primeira providência foi solicitar, na Vara de São José de Ribamar, a guarda unilateral da mãe, concedida pela Justiça, seguida do pedido de busca e apreensão da criança. Com a decisão judicial em mãos, acionei a Secretaria de Segurança Pública do Estado, que atuou de maneira ágil e eficiente”, disse Neto Evangelista.
Segundo o deputado, o serviço de inteligência da Polícia Civil do Maranhão identificou rapidamente o paradeiro do suspeito em Ponta Porã (MS). Ao constatar que ele havia cruzado a fronteira para Pedro Juan Caballero, no Paraguai, foi necessário o apoio da Polícia Federal, que acionou as autoridades paraguaias para efetuar a busca internacional.
A criança foi localizada, extraditada para o Brasil, entregue ao Conselho Tutelar de Ponta Porã e, posteriormente, à Vara da Infância do município. Com apoio do Governo do Estado, a mãe foi encaminhada ao Mato Grosso do Sul para reencontrar a filha, que hoje está em segurança.
“Se o sistema de segurança pública do Maranhão não agisse com rapidez e eficiência, essa criança poderia nunca mais ter voltado para sua mãe”, afirmou Evangelista, ao parabenizar o secretário de Segurança Pública, Maurício Ribeiro, e o governador Carlos Brandão pela condução exemplar do caso.
Acerto na Segurança Pública
Ainda em seu pronunciamento, o deputado ressaltou o trabalho da Secretaria de Segurança no combate ao tráfico de drogas no Maranhão, destacando apreensões que ultrapassam R$ 10 milhões em entorpecentes. Segundo ele, as ações têm impacto direto na redução da violência.
“Quando você tira a droga de circulação, você quebra financeiramente as facções. Esse é o caminho certo”, reforçou o parlamentar, ao defender a continuidade das operações e elogiar a política de enfrentamento às drogas adotada pelo Governo do Estado.
Os Correios anunciaram nesta quarta-feira (15) um plano de reestruturação e a negociação de um pedido de empréstimo de cerca de R$ 20 bilhões a bancos estatais e privados, em meio a um rombo bilionário.
Em entrevista ao CNN Money, Elena Landau, economista e advogada, disse achar “difícil” que a meta de lucros para a estatal seja alcançada já em 2027. Ela acrescenta que os Correios são apenas uma das empresas geridas pelo atual governo a operar no vermelho.
“Os Correios são apenas uma das estatais que estão registrando prejuízo desde que o governo do PT assumiu. De fato, o governo do PT criou um rombo bilionário nas estatais porque a filosofia é utilizar as estatais para gastos e expansões, sem muito critério de eficiência no uso dos recursos”, afirma.
A não privatização durante o governo Bolsonaro também é citada por Landau, que classifica o cenário atual como uma “obra de destruição de uma estatal conjunta”.
O empréstimo com garantia do Tesouro Nacional foi ponto de crítica da economista, que pontua que os problemas dos Correios como a eficiência do serviço e o número de funcionários já é antiga e reestruturação deveria ter acontecido antes.
“Precisa fazer ajuste de pessoal, mudar eficiência, reestruturar a empresa”, afirma.
A “taxa das blusinhas” vem sendo um fator muito citado pela estatal para justificar seus resultados financeiros negativos. Landau, porém, cita outros problemas, como o ajuste de precatórios e dívidas trabalhistas. A economista ainda responsabiliza o governo pelo impacto causado pela cobrança.
“Se for colocar tudo na taxa das blusinhas, é a confissão de um governo que não faz planejamento. Se você faz a taxa sem fazer a conta do impacto que vai causar em uma estatal e a União vai ter que cobrir esse impacto, é a demonstração de como não se faz análise de política pública no Brasil”, destaca.
Ministro do STF bloqueia bens de secretário-geral Nacional do Solidariedade, que também atuava no Sindnapi
A decisão do ministro André Mendonça (STF) de bloquear R$ 389 milhões em bens e valores do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Sindnapi), nesta quarta-feira (15/10), alcançou o secretário-geral nacional do Solidariedade, Luiz Antonio Adriano da Silva, o “Luizão”. O partido é comandado pelo deputado Paulinho da Força, relator do projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
Alvo da determinação, Luizão também exercia o cargo de secretário-geral do Sindnapi, entidade ligada a José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula. O sindicalista estava rompido com o presidente do sindicato, Milton Baptista de Souza Filho, o Milton Cavalo, adversário político de Paulinho da Força.
Além de Luizão e Milton Cavalo, a decisão do ministro também atinge o diretor nacional tesoureiro, Anísio Ferreira de Sousa; o diretor de assuntos previdenciários, Carlos Cavalcante de Lacerda; e o espólio do ex-presidente do Sindnapi João Batista Inocentini, o João Feio, morto em 2023.