Postado por Caio Hostilio em 23/fev/2011 - 2 Comentários
I – Sarney e a direção do jornal Folha de São Paulo
Em sessão solene na Câmara, solicitada pelo deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), a Folha de S. Paulo foi homenageada pelos seus 90 anos completados no sábado passado. Ao final do evento, a comitiva que representou o jornal dirigiu-se à Presidência do Senado onde foi recebida pelo senador José Sarney. Representando a direção da Folha, estiveram presentes: Maria Cristina Frias, Sérgio Dávila, Fernando Rodrigues, Melchiades Filho, Valdo Cruz e Eliane Cantanhêde.
Comentário do blog: Que essa atitude de José Sarney sirva de exemplo aos políticos que não aceitam o questionamento crítico, mesmo que faccioso, da mídia. O Jornal Folha de São Paulo é um dos mais fervorosos críticos do ex-presidente José Sarney. Contudo, Sarney mostra grandeza e respeito ao direito de expressão. José Sarney sabe que existem equívocos e factóides, porém sabe analisar e absorver tais críticas, buscando a reflexão e os objetivos de seus críticos. Aí está o porquê dos grandões da Folha de São Paulo não deixar de ir até o homem que retomou a democracia no Brasil
II – Sarney e os pontos de consenso para elaboração da proposta de reforma política
Com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente Sarney instalou nesta manhã a Comissão Especial da Reforma Política. Ao seu lado também estavam o presidente da Câmara, Marco Maia; o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Antonio Dias Toffoli. Formada por 15 senadores, a comissão será presidida por Francisco Dornelles (PP-RJ). José Sarney argumentou que o projeto de reforma política deve-se limitar aos temas sobre os quais haja o mínimo de consenso, para que seja concluído ainda este ano. “É necessário se concentrar nas decisões e não nos debates puramente teóricos”, disse Sarney. Ele destacou a importância do prazo de 45 dias que a comissão conta para a elaboração do novo texto. Na opinião do senador, atualmente toda a sociedade participa de alguma forma, pela Internet ou pela imprensa, na discussão da reforma política. Ressaltou que “mesmo as pessoas que se mostram céticas quanto à realização ou não da reforma política participam no debate desse tema que é o mais importante no Brasil hoje”.
Comentário do blog:
Sarney e sua perspicácia, astúcia e inteligência, para conduzir a política pelo consenso e respeito a todos os parlamentares e partidos. Veja a formação da Comissão Especial para Reforma Política: Francisco Dornelles (PP-RJ), os ex-presidentes Itamar Franco (PPS-MG) e Fernando Collor (PTB-AL), Aécio Neves (PSDB-MG), Demóstenes Torres (DEM-GO), Roberto Requião (PMDB-PR), Luiz Henrique (PMDB-SC), Wellington Dias (PT-PI), Jorge Viana (PT-AC), Pedro Taques (PDT-MT), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Eduardo Braga (PMDB-AM), Ana Rita Esgário (PT-ES); Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lúcia Vânia (PSDB-GO). Sarney defendeu, ainda, uma ampla frente parlamentar mista para que os debates tenham grande participação popular. No Senado a frente já tem a adesão de Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), José Pimentel (PT-CE); das senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice da Mata (PSB-BA) e Marinor Brito (PSOL-PA).
Postado por Caio Hostilio em 22/fev/2011 - 7 Comentários
São Luís é uma dessas cidades onde seus políticos parecem presos ao “comportamento atípico” do lugar, onde tem riquezas insuperáveis, com o folclore, vestimentas, sotaques e, não raro, muito calor humano.
Muitas são as desculpas para o comportamento anti-social visível nesta nossa linda cidade — caracterizado pelo descuido com a cidade, com seus costumes e com um dos mais ricos folclores existe no país, além do desprezo absoluto pelo bem-estar de sua população.
Em mais um dos exemplos diários disso tudo aí, não vemos os políticos preocupados com o grande acervo histórico da cidade, onde o abandono é evidente e constrangedor para quem visita São Luís. Esses visitantes esperam que esse patrimônio histórico da humanidade esteja sendo bem cuidado e saem decepcionados com que ver. Que pena!!!
Pelo que se notícia, os políticos não se preocupam com os agressores desse acervo e, nem tampouco, param para ouvir o clamor do povo e dos comentaristas jornalísticos.
Um amigo resume assim o abandono da cidade: “Numa cidade em que você não recebe sequer um bom dia ou qualquer manifestação de apoio e até as causas do abandono da cidade do seu governante, espera-se o quê? Apenas aguardar por alguém que resgate a alegria dos ludovicenses. Eta que essa nossa cidade e tão lida, com um povo maravilhoso, porém com políticos de atitudes estranhas”.
Postado por Caio Hostilio em 22/fev/2011 - 115 Comentários
Não se ofendam com o título deste post: pois não se concebe a discussão de hoje (22), na Assembléia Legislativa, tanto por oposicionistas quanto pela base do governo sobre a Medida Provisória Nº 085/2011 enviada pelo governo do Estado ao Legislativo maranhense, que institui o reajuste dos servidores públicos para R$ 540.
Nunca se viu um desperdício do dinheiro do contribuinte pelos deputados estaduais do Maranhão nesse debate, que consumiu quase o tempo todo da sessão, sem que tenham se preparado para debater dentro dos ditames legais, mas sim dentro das politiquices que virou rotina na Casa.
Todos os Estados brasileiros já ajustaram os salários de seus servidores dentro da Medida Provisória do ex-presidente Lula que estipulou o salário mínimo para este ano em R$ 540, com isso é o valor que está em vigor até que o Senado aprove o salário de R$ 545, já aprovado pela Câmara dos Deputados.
Diante do exposto, o governo Estadual tem como base para o pagamento dos vencimentos dos servidores públicos estaduais, no mês de janeiro, o salário mínimo vigente, cujo valor estipulado pela Medita Provisória do ex-presidente Lula é de R$ 540.
Com isso, nunca se viu um debate tão idiota e sem consistência como o que vimos hoje na Assembleia Legislativa, causando, com isso, um desperdício do dinheiro do contribuinte, que paga esses parlamentares para discutir o que realmente é válido.
Outra discussão imbecil acontecida, hoje, na Assembléia Legislativa, foi com referência ao Fundo de Combate a Pobreza – Fumacop. Este fundo foi criado em 2004, exatamente pelo governo José Reinaldo e o governo atual apenas prorrogou esse fundo até 2021, mas sem que sofra qualquer reajuste nas alíquotas já estabelecidas.
Contudo, a politicalha entrou em jogo mais uma vez. A oposição quis jogar para a platéia e a mídia que haverá aumento de combustível, luz, água, telefonia e outros serviços. Mentira!!! Visto que as alíquotas continuam as mesmas introduzidas no governo José Reinaldo, não gerando, com isso, nada que onere o que já vinha sedo feito desde 2004.
Em minha opinião, as discussões e debates na Assembleia Legislativa estão mais voltados as politicalhas e hipocrisias, em vez de debater dentro de sua essências das matérias em discussão em prol dos maranhenses.
Que os parlamentares deixem as patacoadas, as politiquices e as hipocrisias para os palanques eleitorais, visto que o contribuinte não merece pagar por esses serviços depois de eleitos.
Postado por Caio Hostilio em 22/fev/2011 - 15 Comentários
A Assembléia Legislativa está num período que inspira a produção de textos sobre política, politicalhas, politiquices e hipocrisias. Não sou político nem tenho aspiração alguma por algo na área. Mas sou um grande admirador da figura do político. Quem não aceita a realidade como ela é argumenta que a política é suja, que política e corrupção andam de mãos dadas, e outras coisas semelhantes. Mas o fato é que o político é uma das pessoas mais bem preparadas para lidar com o ser humano. O eminente Neto Evangelista é um sujeito inteligente, astuto, articulado, objetivo.
Porém, hoje (22), o jovem deputado Neto Evangelista não seguiu a coerência política, social e até do seu principal campo de atuação, o jurídico. No afã de defender o ex-governador José Reinaldo, que tinha como um dos principais aliados o saudoso João Evangelista, o deputado Neto Evangelista disse que a prisão de José Reinaldo quando da operação Navalha foi um ato político. Menos deputado!!!
José Reinaldo foi preso e responde ainda processo no STJ por formação de quadrilha, peculato, improbidade e etc. por ter desviado dinheiro público no esquema da Guatama, cujo desvio até hoje estão aí servido apenas de casa de calangos. Exatamente as pontes que não vão e vem de lugar algum. Portanto, jovem deputado Neto Evangelista, não caia no discurso politiqueiro, coisa que não cabe um político que pode ser uma das promessas desse Estado.
Outro fator que chamou a atenção no discurso do tucano Neto Evangelista foi tentar fazer uma defesa sem fundamentações coerentes da Vale, usando como parâmetro a empresa WO, que todos sabem qual é sua origem.
Postado por Caio Hostilio em 22/fev/2011 - 77 Comentários
Costurar alianças talvez seja uma das expressões mais usadas na política. Em tempos de eleição então nem se fala. Depois, costuram-se alianças para garantir a governabilidade e a ingovernabilidade também. As alianças nem sempre são feitas de um mesmo metal. Tem ouro e lata. A arte da ourivesaria política é conseguir fazer dar liga entre materiais incompatíveis e de preferência que o resultado final guarde características de tudo que foi usado na confecção da obra, sem deixar que a lata destrua o ouro e vice-versa.
É bastante simples fazer política não estando na política. De fora, tudo é nítido. O conservador, o esquerda, o direita e o volver. Verde que te quero verde, o corrupto, o canalha, o idealista, o padre sem batina, o pastor do dízimo com quem andas que eu te direi quanto vales. De perto é que o foco começa a perder a nitidez.
Ganha um doce qualquer político ou eleitor do Brasil que conseguir dizer em dez minutos o nome de todos os partidos existentes na atualidade. Se conseguir decifrar a ideologia de cada um aí tem direito a passar 24 horas sendo o Eike Batista.
Aqui vai uma mostra para quem estiver interessado: panpcopc-dobpcbpdtdemphsprpmdbpmnpp-pronappsprtbprp-prbpsbpscpsdcpslpsdbpsolps-tuptptbptcptdobptnpv… e por aí vai.
Essa lista é de 2011. A esta hora algum já pode ter sido criado. Mas se quer ganhar o prêmio vá pesquisar.
Pois bem. É com essa matéria-prima que se constroem as alianças políticas. E, também com ela, a governabilidade. Contudo, para que isso aconteça, é preciso uma liderança que consiga conduzir todo esse emaranhado de pensamentos, desejos, cobranças e por aí vai.
A falta de uma liderança que articule tem sido o grande problema do governo Roseana Sarney. Essa liderança tem sido alvo, pois sem ela o governo não alcançará o consenso, mesmo tendo a maioria no Legislativo.
Um líderes deve procurar incrementar, um melhor relacionamento entre os deputados da base, os secretários de governo, incentivando um trabalho compartilhado, motivando os aliados e proporcionando um ambiente de consenso.
Quem tem esse perfil no governo Roseana?
Postado por Caio Hostilio em 22/fev/2011 - 56 Comentários
Depois de toda politicalha praticada pelo deputado Marcelo Tavares em defesa do desgoverno João Castelo, vale perguntar: Onde estão sendo aplicados os recursos constitucionais, ICMS, IPTU, IPVA, ISS, emendas parlamentares e convênios com os governos estadual e federal, recebidos pela Prefeitura de São Luís? Já que o deputado Marcelo Tavares sabe de algo que a população ludovicense desconhece? Pouco dinheiro não é!!!
Roberto Costa faz PT sair em defesa dos buracos em São Luís
O deputado Roberto Costa, informou hoje (21) a inclusão de São Luis no projeto do Governo Federal, PAC Mobilidade. O Programa vai destinar recursos á 24 cidades para ampliar o transporte público e serão investidos 18 milhões. O PAC Mobilidade será dividido em três etapas: MOB 1, MOB 2 e MOB 3. A capital do Maranhão será inserida no MOB 2, que inclui municípios com população entre um e três milhões de habitantes Logo depois, Roberto ressaltou a realidade em que se encontram as vias públicas de São Luis. “A população de São Luis tem passado por grandes dificuldades, a reclamação é geral por onde passamos. Vários bairros estão cheias de buracos”, disse. Pois não foi o bastante para que os deputados Bira e Marcelo saíssem de defesa do desgoverno Castelo!!! Rapaz!!! O petista Bira tentou desqualificar a informação, acusando o Governo do Estado de não dá atenção á São Luis e ao interior do Estado. E saiu em defesa do prefeito João Castelo, como se o governo do Estado fosse o gestor de São Luís!!! É mole?
Enquanto criticam a SSP, ela faz o seu trabalho
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) apresentou, durante entrevista coletiva, realizada, nesta segunda-feira (21), no Auditório Leofredo Ramos, no prédio da SSP, uma quadrilha especializada em assaltos a agências bancárias em vários estados das Regiões Norte e Nordeste. O bando foi preso em operação deflagrada a partir de um trabalho de investigação da Secretaria. São eles: Pablo da Rocha Guimarães, o “Escobar”; Ruan Murilo Almeida Silva; Rayrison Ribeiro da Silva, o “Birolho”; Carlos Alexandre Marques da Silva, o “Quenga”; Francisco dos Santos Silva, o “Super 15” ou “Chiquinho”; presos em Imperatriz e; José Estevam Farias e Jorge Carlos dos Santos, o “Zoião”, presos no Maiobão, município de Paço do Lumiar. Segundo Aluísio Mendes, a soma do dinheiro roubado nas ações criminosas ultrapassam os R$ 4 milhões. “Essa era a única quadrilha de assaltantes de banco que ainda estava em circulação no interior. Eles agiam de maneira extremamente violenta”, declarou.
SES quer que Municípios assumam suas responsabilidades na gestão da saúde
Em audiência com a procuradora-geral de Justiça, Fátima Travassos, o secretário de Saúde, Ricardo Murad, pediu o apoio do MP para fazer com que os municípios assumam suas responsabilidades na gestão da saúde pública visando assegurar um atendimento médico-hospitalar de qualidade. Ricardo discutiu temas em que apenas o Estado tem sido cobrado, quando os gestores municipais também deveriam ser acionados. Ricardo Murad apresentou aos representantes do MP as dificuldades impostas à gestão estadual em função do não cumprimento de ações devidas por parte dos 125 municípios que têm a gestão plena da saúde, o que tem comprometido todos os recursos estaduais. O secretário citou como exemplo São Luís, onde a SES tem assumido atribuições que são de responsabilidade do município, como a oferta de leitos de UTI e o atendimento de pacientes de oncologia. A Prefeitura de São Luís tem hoje um débito de R$ 8 milhões com a secretaria referente ao pagamento de serviços prestados na rede estadual de saúde de setembro a dezembro de 2010. “Não estamos nos furtando de prestar atendimento, mas o que queremos é chamar os gestores municipais para uma conversa aberta, para saber como os recursos destinados à saúde estão sendo aplicados, e para que cada assuma suas responsabilidades na assistência à saúde da população”, ressaltou Ricardo Murad.
É iniciada a recuperação da MA-203
A Secretaria de Estado de Infraestrutura já iniciou os serviços de recuperação do trecho da MA-203 que ameaçava romper nas proximidades da localidade Caúra, município de Raposa. Engenheiros da Secretaria de Infraestrutura constataram que o principal problema do trecho é a grande erosão que se formou à beira da pista, o que levava a risco o rompimento da estrada em caso de chuva mais forte. O buraco é gigantesco e o problema é ainda maior por se tratar de um ponto da rodovia em que há uma curva. Os serviços de recuperação devem ser concluídos em uma semana.
Município Itaqui do Maranhão
Diante da estranha continuação do desinteresse de nossos parlamentares na Câmara e Senado Federal, quando deixam de justificar um explicito interesse nacional, a exemplo do que demonstrou ter sido a criação do promissor município de Camaçari-BA que comporta uma Zona Portuária e um Pólo Petroquímico, um paradoxo no caso do maranhão, que novamente e com muita expectativa tentamos fazer ver a ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA, que já deu sinal de articulação, destacando a tardia, porém viável criação do MUNICIPIO ITAQUI DO MARANHÃO, emancipando as terras da ilha são Luis já delimitadas pelos rios bacanga e tibiri, no caso das glebas Tibiri-Pedrinhas e Itaqui-Bacanga, desde os anos 70 suas terras tendo sido apenas objeto de grilagem e especulação imobiliária, pratica essa no momento dificultado empreendedores e empreendimentos atraídos pela economicidade geográfica dos Distritos Industriais de São Luis e da Zona Portuária do Itaqui. Segue em anexo, copia de uma correspondência da ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA, recebida em 1997, tratando do tema. (movimento pro – emancipação do município itaqui do maranhão, e-mail: frecom_tp@hotmail.com)
Postado por Caio Hostilio em 22/fev/2011 - 40 Comentários
Antes de entrar no assunto propriamente dito, devo alertar que a política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A Politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função , ou um conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A Politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis.
Portanto, o deputado Marcelo Tavares, de quem tenho estima e respeito, usou da tribuna hoje (21) para responsabilizar o governo do Estado pelos maus feitos e irresponsabilidades com a coisa pública no governo de João Castelo em São Luís. Ora bolas!!! Que critique o governo do Estado por faltas de suas ações, mas não queira fazer jogadas politiqueiras visando outras intenções mirabolantes, exatamente sabendo que a filha do prefeito, deputada Gardênia Castelo, estava presente.
É exatamente com esse tipo de discurso rasteiro que a população maranhense condicionou que tudo de ruim que acontece no Maranhão, mesmo que seja uma atitude ilícita de um prefeito, é de responsabilidade do governo Estadual. Sabendo que isso está na cabeça dos maranhenses desinformados (maioria), os prefeitos aproveitam para efetuarem suas ilicitudes. Não estimule isso, deputado Marcelo Tavares, pois assim V. Ex. estará contribuindo para que os gestores municipais continuem desviando até os recursos constitucionais recebidos por eles.
É sabido que os municípios têm autonomia e independência administrativas sem que os Estados e a União interfiram, conforme estabelece as três esferas de governo. Os municípios brasileiros têm suas gestões descentralizadas das outras duas esferas governamentais.
A vertente da autonomia municipal tem por obrigação ter a capacidade orçamentária e econômica para financiar suas políticas públicas e proporcionar o bem-estar de sua população. Para isso, são detalhadas as receitas orçamentárias advindas dos repasses constitucionais, do ICMS, ISS, IPTU, taxa de iluminação pública, emendas de parlamentares, convênios federais e estaduais e demais formulas de buscar recursos.
A responsabilidade na gestão municipal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita e geração de despesas.
Responsabilizar o governo do Estado pelo péssimo serviço de saúde oferecido pela Prefeitura de São Luís é no mínimo hipocrisia e maledicências de um político que conhece o SUS em sua essência. A saúde do município de São Luís sempre esteve nesse patamar, exatamente pelos discursos politiqueiros até hoje utilizado. Já que o SUS não cobre os pacientes vindos das baixas e médias complexidades (municípios), por que a Prefeitura de São Luís não informa ao Ministério da Saúde que não tem capacidade de atender e pede que esse atendimento seja feito por outra rede hospitalar? Querem saber a verdade? É porque a Prefeitura recebe milhões por esses atendimentos, além dos recursos advindos dos enfermos ludovicenses.
Quanto à buraqueira existente na cidade, o deputado Marcelo disse que a Caema faz os buracos e não consertam. Convenhamos que a Caema não tenha controle sobre a natureza, ou seja, as chuvas que caem. Será que o deputado Marcelo quis dizer que todos os buracos nas ruas e avenidas da cidade foram feitos pela Caema? Seria muita hipocrisia!!!
Com relação aos convênios efetuados no apagar das luzes do governo Jackson Lago, a Justiça determinou que todos devolvessem aos cofres públicos os recursos recebidos, porém até hoje o prefeito Castelo não cumpriu e continua detentor dos R$ 75 milhões.
Portanto, são essas politicalhas e hipocrisias que destroem a consolidação da democracia. Caso a prefeitura não tenha capacidade de gerir seus problemas estruturais e precise de uma parceria, não é a governadora que tem que buscar esse compartilhamento administrativo, mas sim o prefeito, pois é ele que conhece suas necessidades e deficiências. Se Castelo ainda não fez isso, é porque as finanças de São Luís estão em ordem e as obras não são realizadas porque ele não acha conveniente fazê-las.
Por outro lado, o deputado petista, Bira do Pindaré, argumentou que as discussões a respeito de São Luís é assunto para Câmara de Vereadores. Bira só pode estar de brincadeira!!! Pois a Assembléia Legislativa é uma Casa de discussão de tudo que envolve o Maranhão, principalmente um parlamentar como ele, que teve a maioria dos seus votos aqui em São Luís, aonde a população vem sofrendo com a falta de responsabilidade da gestão Castelo.
Postado por Caio Hostilio em 21/fev/2011 - 3 Comentários
Primeiramente quero deixar registrado que o bicho homem é a única espécie que pensa que é gente!!!
Acabo de ler no blog do jornalista Cardoso, que a briga continua forte entre os dois blocos que dão sustentação ao governo Roseana Sarney, motivado ainda pela disputada Diretora da Assembléia Legislativa, podendo, com isso, criar CPIs contra deputados do dito blocão. Diante disso, vale perguntar: A base governista é de consenso ou se transformou uma anarquia?
É certo afirmar que não existe anarquismo, apenas anarquistas. Tirando aquele lado pejorativo e estereotipado do anarquismo como bagunça, baderna, desordem, violência desenfreada, cada anarquista exercita o seu anarquismo dentro dos seus limites. São propostas únicas, quase individuais, beirando ao pessoal. Existem os anarcos-políticos, sem dúvida a vertente mais conhecida. Mas, há também os auto-gestionários, os iconoclastas, aqueles que querem colocar fogo no palácio, enfim há uma fauna riquíssima da espécie anarquista.
Eu, por exemplo, admiro o anarquismo inspirado em Sócrates: a verdadeira opressão é interna e decorre da ignorância; liberta-se auto-educando-se e contribuindo com a educação das pessoas do seu convívio. A única forma de se libertar é aprender a conhecer e a ensinar a comungar esforços para que todos se engrandeçam juntos: cresce-se mais com os outros do que contra os outros!
A política é pautada no consenso, cujo principio é um dos pilares para uma democracia consolidada, por isso se faz necessário que as pessoas aprendam a ser justar antes de ir cobrar justiça alheia. Sem consenso político ninguém consegue governar.
Então fica evidente que os dois blocos de sustentação do governo Roseana Sarney devem primar pela convivência pacífica e hábitos civilizados. Naturalmente, muitos discordarão, principalmente a oposição, que procurar colocar lenha na fogueira e, assim desconsidera o que é civilizado.
Postado por Caio Hostilio em 21/fev/2011 - 3 Comentários
Eleito no segundo turno pelo PSDB, depois de uma disputa acirrada com o “comunista” Flávio Dino, João Castelo prometeu fazer um governo que desse de fato uma nova roupagem a tão abandona São Luís pelos seus prefeitos anteriores. O povo apostou e elegeu Castelo vislumbrando o que teria feito na década de 80, quando foi governador do Estado.
Castelo, como é mais conhecido, não é mais o mesmo dos anos 80, a juventude lhe falta, e por isso não participa das grandes discussões da cidade. Na verdade, ele não quer participar, visto que cansou e sabe que as condições econômicas e sociais são bem diferentes das dos anos 80.
Por outro lado, a política de Castelo é personalista. Diante desse fato quase não é encontrado para discutir os assuntos da Prefeitura. Ele sabe que a falta de resultados gera desconforto a população e que as cobranças são coerentes e fundamenta da veracidade dos fatos. Por ser altamente personalista, um homem que vive dos seus feitos, ele foge dos maus resultados de sua gestão como o diabo foge da cruz. Nem pense, por exemplo, em levar para ele problemas que não terão o resultado desejado.
Com a sua ausência à frente dos problemas estruturais, sociais e econômicos de São Luís, já começam a esquentar o processo de disputada para Prefeitura de São Luís em 2012. Entre os muitos assuntos que entram em pauta todos os dias, principalmente no mundo virtual e nos bastidores da política, está sempre a gestão sem resultados do governo Castelo em São Luís.
Durante a semana passada, o assunto predileto nas redes eletrônicas foi sobre a péssima administração de João Castelo em São Luís. Enquanto que nos bastidores, a discussão é escolher nomes que possam concorrer e ganhar as eleições em 2012.
A trajetória política de João Castelo teve os alicerces fundados em uma grande aceitação popular após seu governo estadual. Castelo soube por vários anos utilizar esse artifício que o Regime Militar o agraciou, inclusive com muitos recursos para tocar obras. O cenário político atual mudou muito para o daquela época. Hoje um gestor precisa ter carisma e pulso firme em suas decisões, contar com a simpatia de muitos eleitores e, principalmente, saber gerir os recursos que tem em benefício do bem-estar social e dar qualidade de vida a população.
Sem sombra de dúvidas, Castelo está distante de alcançar esse conceito atual, por isso à falta de ações em seu governo, vem estimulando uma cobrança generalizada por todos os ludovicenses.
Todavia, Castelo ainda conta com a solidariedade de muitos seguidores, que esperam ter a chance de votar nela em 2012. Discute-se então, se este seria o “melhor momento” de contra-atacar, porém os mais experientes acham que o melhor é deixar quietas as reclamações, haja vista que em um ano e oito meses muita coisa pode mudar. Essa é a aposta, mas para isso acontecer, Castelo tem que acordar o mais rápido possível.
Postado por Caio Hostilio em 21/fev/2011 - 9 Comentários
Do blog do Wanterlor
Nos últimos 12 meses, quase 20 empresas apresentaram problemas de quebra, fechamento e atrasos nos pagamentos, gerando preocupações de toda a ordem, pois muitos empresários necessitando vender ou prestar serviços, se submetem às pressões dos tomadores que não querem dar nenhuma garantia, mas como prestam serviços para a mineradora Vale, e o empresário, embora temeroso, acabam cedendo à pressão e depois são surpreendidos com algumas empresas que atrasam, outras que não pagam e outras que desaparecem, quebram ou falem, deixando os empresários do comércio e serviços, com os prejuízos e não sabendo a quem recorrer para se defender.
A Acip vem mantendo uma parceria com a Vale, que se comprometeu a priorizar os fornecedores locais e a reunir-se mensalmente com a diretoria da entidade, para discutir os problemas pontuais e tentar, junto às gerências específicas e gestores de contratos, solucionar os problemas trazidos à Acip, porém desde o inicio do segundo semestre de 2010, as reuniões mensais não mais aconteceram, não tendo a Vale informado os motivos dessa suspensão, mas o certo é que essas reuniões mensais eram e são importantes, necessitando assim sejam retomadas para que os problemas eventualmente surgidos entre fornecedores locais, Vale e terceirizadas, possam ser solucionados ou minorados seus impactos, como são os casos de rescisões abruptas de contratos, fechamento de empresas, demissões de trabalhadores e outros.
Por outro lado, não se pode esquecer do papel exercido pela Acip dentro do contexto sócio-econômico, desenvolvendo ações que visam o desenvolvimento sustentável e mediando interesses da classe empresarial, pois como sabido a Acip congrega todos os setores da economia, seja do comércio, indústria e serviços, como do agronegócio e tem legitimidade para representar a classe empresarial, bem como tem sido, ao longo da história, caixa de ressonância da sociedade, estando na vanguarda das grandes lutas pelo desenvolvimento sócio-econômico sustentável de Parauapebas e Região e, por ser procurada pelos empresários e pessoas do povo, precisa levar a quem de direito as reivindicações recebidas, especialmente dos fornecedores locais quando precisam resolver algum problema contratual com a Vale, cabendo à Acip, intermediar esse conflito de interesses para tentar uma solução e evitar um litígio judicial.
A Acip intermediou, com sucesso, conflitos envolvendo empresários locais e a Avis, depois intermediou o caso Hidelma, com 90% dos credores tendo recebido seus créditos. Depois teve o caso Doppler, que esperava tivesse um desfecho mais rápido. Na negociação ficou acordado entre a Acip, Vale e Dopler, que a Vale faria o repasse à Tenova do que fosse devido pela Dopler aos fornecedores locais e a Tenova efetuaria o pagamento, mas passado quase 01(um) ano das negociações, ainda faltam 07(sete) credores que esperam receber seus créditos, pois falta a Vale repassar um complemento de pouco mais de 150 mil reais, que a Vale, em reunião de 23.11.10, em Belo Horizonte-MG, havia se comprometido a efetuar o depósito antes do dia 10.12.10, para que a Tenova efetuasse o pagamento do restante dos credores, impreterivelmente, até 10.12.10…
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