Bancos perderam R$ 41 bilhões em “dia sangrento” após decisão de Dino

Publicado em   20/ago/2025
por  Caio Hostilio

Tombo das ações dos principais bancos do país negociadas na Bolsa de Valores (B3) refletiram insegurança com tensão entre Brasil e EUA

Imagem de painel da Bolsa de Valores do Brasil (B3) - Metrópoles

As ações dos principais bancos do Brasil registraram um dia de fortes perdas no pregão dessa terça-feira (19/8), refletindo a insegurança dos investidores e do mercado financeiro em geral em meio à escalada na tensão entre os Estados Unidos e o Judiciário brasileiro.

Ao final da sessão, o tombo dos bancos representou, ao todo, uma perda de R$ 41,3 bilhões em valor de mercado das instituições financeiras.

Derrocada das ações dos bancos
  • As ações do Itaú fecharam em forte queda de 3,63%, negociadas a R$ 36,31.
  • Os papéis do Bradesco, por sua vez, recuaram 3,43%, cotados a R$ 15,79.
  • O BTG Pactual registrou perdas de 3,48% em suas ações, a R$ 43,50.
  • Os papéis do Santander tombaram 4,88%, negociados a R$ 25,94.
  • Já as ações do Banco do Brasil foram as que mais se desvalorizaram no pregão, afundando 6,03%, a R$ 19,80.
  • Na terça-feira, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), fechou em baixa de 2,1%, aos 133,9 mil pontos. Foi o maior tombo em um único dia desde 4 de abril deste ano.

O tamanho do estrago

Em valor de mercado, segundo informações da Bloomberg, as perdas dos maiores do bancos do país foram as seguintes:

  • Itaú: R$ 14,71 bilhões.
  • BTG Pactual: R$ 10,747 bilhões.
  • Banco do Brasil: R$ 7,278 bilhões.
  • Bradesco: R$ 5,4 bilhões.
  • Santander: R$ 3,2 bilhões.

Por que a decisão do STF afetou o mercado

Nessa segunda-feira (18/8), o Departamento de Estado do governo norte-americano usou as redes sociais para responder ao ministro Flávio Dino, do STF, após decisão do magistrado de que nenhuma empresa com atuação no Brasil poderá aplicar restrições ou bloqueios baseados em determinação unilateral de outros países.

Em publicação no X (antigo Twitter), o Escritório de Assuntos do Ocidente afirmou que nenhum tribunal estrangeiro pode anular sanções impostas pelos EUA ou proteger alguém das severas consequências de descumpri-las. O comunicado ainda fez um ataque direto ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Dino decidiu que nenhuma empresa ou órgão com atuação no Brasil poderá aplicar restrições ou bloqueios baseados em determinações unilaterais de outros países, reforçando que apenas o Judiciário brasileiro tem competência para validar medidas desse tipo.

“Desse modo, ficam vedadas imposições, restrições de direitos ou instrumentos de coerção executados por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no país, bem como aquelas que tenham filial ou qualquer atividade profissional, comercial ou de intermediação no mercado brasileiro, decorrentes de determinações constantes em atos unilaterais estrangeiros”, anotou Dino.

Em tese, a decisão de Dino reforça a soberania da jurisdição brasileira, impedindo que medidas estrangeiras – como as sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes, baseadas na Lei Magnitsky – tenham efeito automático no Brasil. No entanto, essas restrições seguem válidas no exterior.

Moraes foi alvo da legislação norte-americana que tem como objetivo punir autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos humanos. O governo de Donald Trump citou o processo em curso no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se tornou réu por suposta tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022. Na ocasião, o líder dos EUA acusou a Justiça brasileira de promover uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro.

Nesse cenário, a interpretação dos analistas de mercado foi a de que os bancos brasileiros com operações nos EUA ficaram diante de um dilema, cuja saída, em qualquer caso, leva a complicações legais. Eles teriam de descumprir a recente decisão do STF ou a sanção do governo norte-americano.

As punições da Lei Magnitsky preveem o bloqueio de bens nos EUA, a proibição de entrada em território norte-americano e o veto a transações com pessoas físicas ou jurídicas sediadas nos EUA.

Ela determina que os sancionados tenham as suas propriedades e os seus bens financeiros bloqueados nos EUA e que não possam realizar negócios com empresas norte-americanas ou usar dólar em suas transações, em qualquer latitude.

Os bancos brasileiros negociam nos EUA e têm contratos com instituições financeiras do país, operam com dólar, estão inseridos no sistema financeiro internacional edependem tecnologicamente de empresas norte-americanas.

Na prática, se os bancos nacionais com interesses nos EUA se virem obrigados a desobedecer à Lei Magnitsky no Brasil, eles poderão, em tese, ter os seus investimentos, financiamentos e transações de qualquer tipo cancelados em território norte-americano.
Por Metrópoles

  Publicado em: Política

X denuncia “ordens secretas” de Moraes e alerta para ameaça ao comércio digital

Publicado em   19/ago/2025
por  Caio Hostilio

Em comentário à investigação dos EUA, empresa critica decisão do STF sobre big techs e acusa desrespeito a tratados internacionais

X denuncia “ordens secretas” de Moraes e alerta para ameaça ao comércio digital

A rede social X apresentou comentários ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) referente à investigação iniciada sobre o Brasil nos termos da Seção 301 na Lei de Comércio de 1974.

“Em junho de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Artigo 19 do MCI, a lei de governança da internet do país, é parcialmente inconstitucional, permitindo que plataformas de mídia social sejam responsabilizadas pelo conteúdo de usuários sem revisão judicial. Isso aumenta os custos de conformidade, incentiva a censura excessiva e coloca em risco a liberdade de expressão, inclusive para usuários dos EUA. Instamos o USTR a examinar essas barreiras comerciais”, diz trecho.

A empresa também acusa os tribunais brasileiros de ignorar o Tratado de Assistência Jurídica Mútua (MLAT), exigindo diretamente das subsidiárias locais o fornecimento de dados de usuários, incluindo americanos, sem seguir os canais diplomáticos legais.

Segundo o X, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob comando do ministro Alexandre de Moraes, teriam emitido ordens secretas ordenando a remoção de perfis de “usuários, políticos, jornalistas e cidadãos americanos”.

“Os recursos de X foram rejeitados, e o descumprimento resultou em banimentos em todo o país, congelamento de contas e a apreensão de US$ 2 milhões da Starlink da SpaceX, apesar de não haver base legal ou conexão. O efeito cumulativo tem sido uma deterioração acentuada do ambiente regulatório e judicial para serviços digitais no Brasil, minando tanto o Estado de Direito quanto a estabilidade necessária para o comércio e o investimento transfronteiriços no setor de tecnologia.

Eis o fio publicado pela conta oficial de Assuntos Governamentais Globais da rede X:

“X apresentou comentários à investigação do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre as ações, políticas e práticas do Brasil que podem prejudicar injustamente o comércio e as plataformas de mídia social dos EUA, em particular. Os comentários de X destacam sérias preocupações quanto à necessidade de proteção da liberdade de expressão e aplicação justa no Brasil, impactando os provedores de serviços digitais dos EUA e justificando o escrutínio nos termos da Seção 301.”

O efeito cumulativo tem sido uma deterioração acentuada do ambiente regulatório e judicial para serviços digitais no Brasil, minando tanto o Estado de Direito quanto a estabilidade necessária para o comércio e o investimento transfronteiriços no setor de tecnologia.

O que é a ‘Seção 301’?

O representante Jamieson Greer anunciou, em 15 de julho, o início de uma investigação sobre o Brasil nos termos da Seção 301.

A medida foi uma determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e apura se atos, políticas ou práticas do governo brasileiro relacionados ao comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, interferência anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, e desmatamento ilegal” são prejudiciais ao comércio americano.
Greer afirmou que o escritório identificou “práticas desleais do Brasil” que “restringem a capacidade dos americanos” de acessar o mercado brasileiro há décadas.
Por o antagonista

  Publicado em: Política

Assistam ao vídeo!!! Querem criar um novo Reis Pacheco para atingir a família Brandão…

Publicado em   19/ago/2025
por  Caio Hostilio

Afinal, porque só agora aparece um vídeo de Lorena Cutrim, esposa do assassino confesso Gilbson Cutrim, apontando suposta participação de membros da família Brandão nos atos criminosos praticados pelo marido?

Tudo muito esquisito e nos leva ao caso Reis Pacheco.

Desmentido a esposa, basta ver esse vídeo abaixo, em quê o próprio assassino descarta qualquer participação da família Brandão no assassinato do Tech Office.

Fica evidente que querem criar um fato que possa ganhar o foco judiciário e quiçá alcançar o êxito em afastar o governador Carlos Brandão.

O criminoso afirma, ainda, que o assassinato não tem nada a ver com querelas políticas, mas sim com assuntos relacionado ao seu filho.

Que esse tipo de fake news seja repudiado, pois não coadunam com os princípios democráticos e republicanos.

  Publicado em: Política

O brasileiro ainda não abril os olhos!!! Advogado de Trump diz que Moraes ‘continuará dobrando a aposta com o dinheiro dos outros’

Publicado em   19/ago/2025
por  Caio Hostilio

O advogado Martin De Luca, que representa o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta terça-feira, 19, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, afirmando que o magistrado “gosta de se gabar” de que “nunca desiste”, mas que desta vez está dobrando a aposta “com dinheiro dos outros”.

“O problema é que agora ele está apostando com o dinheiro e as economias de outras pessoas. É fácil jogar duro quando as fichas pertencem aos contribuintes e investidores brasileiros”, escreveu no X (antigo Twitter).

Em outro trecho, o advogado questiona “quanto mais da credibilidade e prosperidade do Brasil ele (Alexandre de Moraes) vai queimar antes que alguém descubra seu blefe”.

A declaração ocorre em reação à decisão do ministro Flávio Dino, que abriu brecha para que Moraes recorra ao próprio STF contra sanções aplicadas a ele pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky. “Um gesto para defender a soberania, mas que, em vez disso, alimenta a incerteza jurídica generalizada”, disse o advogado.

Na nota, De Luca cita que os mercados reagiram ao entendimento do ministro e já demonstram prejuízo aos investidores. “Tudo porque algumas autoridades brasileiras continuam aumentando os riscos para defender a campanha de censura de um homem só”, escreveu.

Os ministros do STF, Flavio Dino e Alexandre de Moraes. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agencia Brasil

Como mostrou o Estadão/E-Investidor, os bancos operaram em queda de mais de 3% nesta terça-feira. As ações do Banco do Brasil foram as mais prejudicadas, com recuo de mais de 6%.

Por Estadão

  Publicado em: Política

Magnitsky: Flávio Dino tem tacape e os Estados Unidos, bomba nuclear

Publicado em   19/ago/2025
por  Caio Hostilio

Se bem entendi, o ministro Flávio Dino pretende que os bancos brasileiros se arrisquem a ser alijados do sistema financeiro internacional

Se bem entendi, o ministro Flávio Dino pretende que os bancos brasileiros se arrisquem a ser alijados do sistema financeiro internacional para que o seu colega Alexandre de Moraes possa escapar da Lei Magnitsky e continuar a ter conta corrente e a usar cartão de crédito no Brasil.

O ministro precisa entender que não dá para a banca dizer aos gringos que, como quem manda no galinheiro brasileiro é o STF, ela têm de pedir permissão ao tribunal para seguir a Lei Magnitsky por aqui — e, se não a obtiver, só lhe restará jogar a legislação americana na lata de lixo da história junto com o capitalismo.

A lei aplicada a Alexandre de Moraes, acusado por Washington de ser violador contumaz dos direitos humanos (não vou entrar no mérito da acusação), deveria ser de uma clareza ofuscante como o sol do Maranhão lá no STF.

Ela determina que os sancionados tenham as suas propriedades e os seus bens financeiros bloqueados nos Estados Unidos e que não possam realizar negócios com empresas americanas ou usar dólar em suas transações, em qualquer latitude.

De acordo com a lei, empresas de outros países com negócios nos Estados Unidos ou com empresas americanas serão punidas se insistirem em manter indivíduos sancionados pela Magnitsky entre os seus clientes ou fornecedores.

Se os bancos nacionais com interesses nos Estados Unidos (todos) se virem obrigados a desobedecer à Lei Magnitsky no Brasil, eles poderão ter os seus investimentos, os seus financiamentos, as suas transações de qualquer tipo cancelados em território americano (e, possivelmente, em outros países ocidentais), com consequências desastrosas não só para os próprios bancos, como para os seus clientes.

No caso das operadoras, todos os brasileiros ficariam sem cartão de crédito, não apenas Alexandre de Moraes.

Em resumo, Flávio Dino tem tacape; os Estados Unidos têm bomba nuclear, e os bancos nacionais poderão ser atingidos por ambos. Nós poderemos.

Por Metrópoles

  Publicado em: Política

A deputada Daniella emite nota de esclarecimento…

Publicado em   19/ago/2025
por  Caio Hostilio

  Publicado em: Política

Perto do Brasil!!! EUA enviam navios de guerra para a costa da Venezuela

Publicado em   19/ago/2025
por  Caio Hostilio

Nos próximos dois dias, três destróieres norte-americanos equipados com o sistema Aegis, tecnologia de defesa projetada para rastrear múltiplos alvos e neutralizar ameaças aéreas ou marítimas simultaneamente, chegarão às proximidades das costas da Venezuela como parte de um desdobramento militar contra organizações de narcotráfico na América Latina, confirmaram à agência Reuters duas fontes com conhecimento direto da operação.

Os navios identificados são o USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson, todos destróieres guiados por mísseis da Marinha dos Estados Unidos. Eles fazem parte da classe Arleigh Burke, reconhecida pela capacidade de defesa antiaérea, antisubmarina e ataque a alvos de superfície.

De acordo com um funcionário norte-americano ouvido pela Reuters, o desdobramento integra uma operação de grande escala envolvendo cerca de 4 mil fuzileiros navais na região do Caribe. Além dos três destróieres, o plano inclui o uso de aviões de vigilância P-8 Poseidon, outros navios de guerra e pelo menos um submarino de ataque.

“O processo será contínuo por vários meses”, explicou a fonte, que falou sob condição de anonimato. O funcionário destacou que as operações ocorrerão em águas e espaço aéreo internacionais, mas ressaltou que o poderio militar permite não apenas realizar tarefas de inteligência e vigilância, mas também servir “como plataforma para ataques seletivos se essa decisão for tomada”.

O aumento da presença militar no Caribe faz parte de uma política prioritária do presidente Donald Trump. Washington tem buscado empregar recursos militares na luta contra cartéis de drogas classificados como organizações terroristas internacionais. Em fevereiro, o governo dos EUA incluiu nessa categoria o Cartel de Sinaloa e outros grupos criminosos mexicanos, assim como o Tren de Aragua, organização venezuelana, e o Cartel de los Soles, vinculado ao ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Trump relacionou a atuação contra essas estruturas ao objetivo de limitar a migração irregular e reforçar a segurança na fronteira sul dos Estados Unidos. Nos últimos meses, sua administração já havia desdobrado dois navios de guerra com o mesmo propósito e reforçado as missões de vigilância aérea sobre o México, para coletar informações sobre rotas e operações dos cartéis.

De Caracas, a resposta foi imediata. Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, o regime de Nicolás Maduro evitou mencionar diretamente a chegada dos destróieres, mas alertou que “Venezuela defenderá nossos mares, nossos céus e nossas terras”.

O ditador venezuelano classificou a operação como parte de “uma ameaça extravagante, estrambótica e estrafalária de um império em decadência”.

Como medida interna, Maduro anunciou o desdobramento de 4,5 milhões de milicianos em todo o território nacional. “Esta semana vou ativar um plano especial para garantir a cobertura com mais de 4,5 milhões de milicianos de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas”, afirmou, ao ordenar novas “tarefas” à força de apoio civil criada pelo chavismo.

O Ministério de Comunicação da Venezuela não ofereceu comentários adicionais sobre o movimento dos navios norte-americanos no Caribe. No entanto, o anúncio de Maduro ocorreu dias após os Estados Unidos duplicarem para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levem à captura dele no âmbito de investigações sobre narcotráfico.

A presença de unidades navais norte-americanas em águas próximas à Venezuela não é inédita. Washington já desdobrou recursos na região para operações contra o tráfico de drogas, mas a magnitude atual — que inclui destróieres equipados com sistemas de defesa de última geração, aviões de patrulha marítima e um submarino — demonstra um nível de preparação incomum.

Com essa operação, os Estados Unidos buscam reforçar sua estratégia regional contra os cartéis, enquanto a Venezuela insiste em responder com mobilização militar e discurso de resistência diante do que considera uma ameaça direta à sua soberania.

  Publicado em: Política

Caxias: Prefeito Gentil Neto emite nota de esclarecimento

Publicado em   19/ago/2025
por  Caio Hostilio

  Publicado em: Política

Maduro mobiliza 4,5 milhões de milicianos após EUA aumentarem recompensa por sua captura

Publicado em   19/ago/2025
por  Caio Hostilio

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (18) o desdobramento de 4,5 milhões de milicianos em todo o território nacional, em meio ao aumento da pressão internacional contra seu governo. A medida foi divulgada dias depois de os Estados Unidos elevarem para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura do líder chavista. (Vídeo no final da matéria).

“Esta semana vou ativar um plano especial para garantir a cobertura com mais de 4,5 milhões de milicianos em todo o território nacional”, declarou Maduro em transmissão oficial. O ditador afirmou que as forças devem permanecer “preparadas, ativadas e armadas”, mas não especificou em quais regiões o efetivo será concentrado.

O anúncio foi apresentado como parte de uma “estratégia de segurança”, embora coincida com o aumento da pressão militar e diplomática dos EUA. Washington enviou recentemente 4 mil agentes, em sua maioria fuzileiros navais, para águas da América Latina e do Caribe, com o objetivo declarado de combater cartéis de narcotráfico. Além disso, reforçou sua presença na região com aviões, navios e sistemas lançadores de mísseis, segundo informações da CNN e de veículos locais.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, destacou que cerca de US$ 700 milhões em bens vinculados a Maduro já foram confiscados. O regime é acusado de liderar, junto a altos funcionários, o chamado Cartel de los Soles, apontado como responsável pelo tráfico de drogas a partir da Venezuela — acusações que remontam ao primeiro mandato de Donald Trump.

“Nosso plano de paz consiste em mobilizar toda a capacidade miliciana no território e por setores, estabelecendo a presença da milícia nacional bolivariana em cada canto do país”, disse Maduro.

Durante o discurso, o ditador também atacou atores externos, acusando a Fundação Rosa Luxemburgo, sediada na Alemanha, de financiar antigos militantes de esquerda ou grupos infiltrados para “atacar o regime por dentro”.

“Muito cuidado com o entrismo, o divisionismo e o dinheiro que as potências europeias e o imperialismo colocam para, com um discurso de esquerda, tentar minar a união popular que devemos solidificar permanentemente”, declarou. Maduro afirmou ainda que pessoas infiltradas, que se apresentam como chavistas, estão sendo investigadas.

Essa acusação se soma a outras feitas anteriormente. No último dia 11 de agosto, Maduro já havia responsabilizado organizações não governamentais supostamente ligadas à esquerda por receberem recursos do Departamento de Estado dos EUA, da Usaid e da CIA, com o objetivo de apoiar opositores acusados de “terrorismo” após as eleições presidenciais de julho de 2024.

  Publicado em: Política

Um tiro pela culatra!!! Governo Trump responde a Dino após decisão sobre leis internacionais

Publicado em   19/ago/2025
por  Caio Hostilio

Em decisão desta segunda (18/8), o ministro Flávio Dino, do STF, deu recado indireto aos EUA após sanções ao ministro Alexandre de Moraes

O Departamento de Estado dos Estados Unidos usou as redes sociais para responder ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após decisão do magistrado na qual destaca que nenhuma empresa ou órgão com atuação no Brasil poderá aplicar restrições ou bloqueios baseados em determinação unilateral de outros países.

Em publicação no X na tarde desta segunda-feira (18/8), o Escritório de Assuntos do Ocidente (Bureau of Western Hemisphere Affairs) afirmou que nenhum tribunal estrangeiro pode anular sanções impostas pelos EUA ou proteger alguém das severas consequências de descumpri-las. O comunicado ainda faz um ataque direito ao ministro Alexandre de Moraes.

Confira o post original:

Confira a transcrição do texto traduzido:

“Alexandre de Moraes é tóxico para todas as empresas e indivíduos legítimos que buscam acesso aos EUA e a seus mercados. Nenhum tribunal estrangeiro pode invalidar as sanções dos Estados Unidos — ou poupar alguém das graves consequências de violá-las.

Decisão de Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decidiu, nesta segunda-feira (18/8), que nenhuma empresa ou órgão com atuação no Brasil poderá aplicar restrições ou bloqueios baseados em determinações unilaterais de outros países, reforçando que apenas o Judiciário brasileiro tem competência para validar medidas desse tipo.

A decisão ocorre em meio ao movimento de municípios brasileiros que recorreram a tribunais estrangeiros em busca de indenizações maiores contra a mineradora Samarco, após o rompimento da barragem de Mariana (MG).

Em tese, a decisão de Dino reforça a soberania da jurisdição brasileira, impedindo que medidas estrangeiras – como as sanções dos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes, baseadas na Lei Magnitsky – tenham efeito automático no Brasil. No entanto, essas restrições seguem válidas no exterior.

Moraes foi alvo da legislação norte-americana que tem como objetivo punir autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos humanos. O governo de Donald Trump citou o processo em curso no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se tornou réu por tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022. Na ocasião, o líder dos EUA acusou a Justiça brasileira de promover uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro.
Por Metrópoles

  Publicado em: Política

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