A Prefeitura de Caxias lançou o Programa Abrindo Portas, uma iniciativa que une qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho, fortalecendo a mão de obra local e ampliando oportunidades de emprego no município.
O programa é fruto da parceria entre a Prefeitura de Caxias, o SENAC, indústrias e empresas em Caxias, garantindo formação profissional alinhada às necessidades reais do mercado e encaminhamento direto para processos seletivos e contratação.
Voltado para jovens e adultos em busca do primeiro emprego ou recolocação profissional, o Abrindo Portas oferece cursos, seleção de currículos e vagas em diversas áreas. Nessa primeira oportunidade serão 250 vagas no novo Supermercado Mateus como, operador de caixa, repositor, açougue, padaria, hortifrúti, prevenção de perdas, entre outras funções.
O prefeito Gentil Neto destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento da cidade:
“Estamos abrindo portas de verdade para quem quer trabalhar. Esse programa mostra que quando o poder público se une a instituições sérias e à iniciativa privada, o resultado é oportunidade, renda e dignidade para as famílias de Caxias.”
Com investimento da Prefeitura, qualificação pelo SENAC e indústrias e empresas que se instalarem em Caxias, o programa reforça o compromisso da gestão municipal com o emprego, o desenvolvimento econômico e a inclusão social em Caxias.
Petista fez um discurso na abertura da reunião ministerial, nesta quarta-feira, a última conversa do primeiro escalão no ano
Ao abrir a reunião ministerial nesta quarta, o presidente Lula aproveitou para mandar um recados ministros do governo sobre a batalha eleitoral de 2026.
Citando os partidos de cada ministro e as ações do governo, o petista disse que os auxiliares terão que escolher um lado na disputa.
O prefeito Gentil Neto reafirmou, mais uma vez, o compromisso com a valorização dos servidores municipais ao anunciar um reajuste de 30% para os condutores do SAMU e para os profissionais da saúde de nível superior que não sejam médicos, enfermeiros e dentistas.
O anúncio foi feito durante evento realizado nesta terça-feira, 17 de dezembro, e representa um avanço importante na política de reconhecimento dos trabalhadores que atuam diretamente no funcionamento dos serviços públicos de saúde em Caxias.
A medida reconhece o papel essencial desses profissionais, que diariamente contribuem para garantir atendimento, agilidade e qualidade à população, especialmente em momentos de urgência e emergência.
Durante o evento, o prefeito destacou que valorizar o servidor é fortalecer a gestão e melhorar os serviços prestados à população.
“Quem faz a gestão acontecer são as pessoas. Nosso compromisso é reconhecer o esforço, a dedicação e a responsabilidade de cada colaborador que cuida da nossa cidade e da nossa gente”, afirmou Gentil Neto.
O reajuste mostra a política de valorização profissional adotada pela atual gestão, que tem priorizado o diálogo, o reconhecimento e melhores condições de trabalho para os servidores municipais.
Com ações concretas como essa, a gestão de Gentil Neto segue demonstrando respeito aos colaboradores e compromisso com uma saúde pública mais forte, humana e eficiente.
A Itália se somou à França, nesta quarta-feira (17), e pediu para adiar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que a titular do Executivo europeu, Ursula von der Leyen, quer assinar no próximo sábado em Foz do Iguaçu.
Itália considera ‘prematuro’ assinar o acordo UE-Mercosul nos próximos dias
Para isto, Von der Leyen precisa primeiro do aval do Conselho da UE, mas países como França e Itália alegam que é prematuro se pronunciarem esta semana, pois não estão reunidas as condições para proteger seus agricultores.
“Seria prematuro assinar o acordo nos próximos dias”, declarou a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em discurso no Parlamento.
Algumas salvaguardas que a Itália quer para proteger seus agricultores “não tinham sido concluídas”, justificou a chefe do governo na véspera de uma cúpula europeia em Bruxelas.
Meloni, no entanto, se mostrou “muito confiante” de que, no começo de 2026, estarão dadas as condições para assinar este acordo entre a UE e o bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
A oposição de Roma representa um balde de água fria para a Comissão, que insistiu nos últimos dias na importância de selar o acordo antes do fim do ano.
Juntamente com França, Polônia e Hungria, a Itália pode formar uma minoria de bloqueio entre os 27 Estados-membros da UE, o que impediria que o acordo fosse examinado esta semana.
O Executivo europeu, no entanto, ainda não jogou a toalha.
“Os chefes de Estado e de governo vão debater o tema na cúpula europeia” desta quinta-feira, assegurou à AFP Olof Gill, porta-voz da Comissão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia pedido a seu par francês, Emmanuel Macron, e a Meloni que assumissem “sua responsabilidade”, lançou uma espécie de ultimato para os europeus.
“E eu já avisei para eles: se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente”, declarou durante uma reunião ministerial em Brasília. “Se disserem não, nós vamos ser duros daqui pra frente com eles.”
– Medo dos agricultores –
Negociado desde 1999, o acordo UE-Mercosul criaria a maior zona de livre comércio do mundo e permitiria à UE exportar mais veículos, maquinário, vinhos e bebidas destiladas para a América Latina.
Ao mesmo tempo, facilitaria a entrada de carne, açúcar, arroz, mel e soja latino-americanos na Europa.
A Alemanha, tal como a Espanha, quer a assinatura do tratado esta semana, e o chefe do governo, Friedrich Merz, prometeu exercer uma pressão “intensa” sobre os seus parceiros europeus na noite de quarta-feira e na manhã de quinta-feira, instando a não “pechinchar” nos grandes acordos comerciais.
Um diplomata europeu admitiu anonimamente antes da cúpula que “a situação pode ficar muito tensa”.
“Se houvesse uma vontade de imposição por parte das instâncias europeias, a França se oporia de forma muito firme”, afirmou Macron nesta quarta-feira, segundo a porta-voz do governo francês, Maud Bregeon.
O presidente francês está sob forte pressão para deter a assinatura do acordo, pois o conjunto da classe política é unanimemente contra o acordo em seu formato atual.
A oposição também vem do setor rural. Os agricultores franceses temem o impacto de uma chegada maciça à Europa de carne, arroz, mel e soja sul-americanos, vistos como mais competitivos por suas normas de produção.
Por isso, Paris pede uma “cláusula de salvaguarda” em caso de perturbação do mercado, medidas “espelho” para que os produtos importados respeitem as normas ambientais e sanitárias da UE e controles sanitários reforçados.
– Manifestação em Bruxelas –
O líder do principal sindicato agrícola francês, FNESA, Arnaud Rousseau, pediu, nesta quarta-feira, para Macron “votar não” se o acordo for submetido à votação na quinta-feira, quando é esperada uma manifestação de 10.000 agricultores em Bruxelas.
Para tranquilizar o setor, a UE adicionou medidas de salvaguarda: um acompanhamento de produtos sensíveis como a carne bovina, as aves de criação e o açúcar, e a promessa de intervir em caso de desestabilização do mercado.
A presidente da Comissão Europeia esperava assinar o tratado durante a 67ª Cúpula do Mercosul e Estados Associados, no próximo sábado (20), em Foz do Iguaçu (PR).
Mas precisa do aval de uma maioria qualificada dos Estados-membros da UE.
“Espero que tenha um bilhete [aéreo] reembolsável”, comentou uma fonte diplomática europeia.
Mesmo se Von der Leyen assinar o tratado no sábado, o jogo não terá terminado: ainda precisará ser votado no Parlamento Europeu no começo de 2026 para sua aprovação definitiva.
O prefeito de Caxias, Gentil Neto, que é filho da Princesa do Sertão, sente o maior prazer em trabalhar em prol de sua cidade e de sua gente.
Incansável, Gentil Neto e sua equipe buscam cada vez mais alternativas que possam viabilizar o bem-estar e a qualidade de vida dos cidadão caxienses.
Agora, chega o Programa Abrindo Portas, que trará mais oportunidades na geração de emprego e renda, principalmente aos buscam uma oportunidade.
Com certeza o desempenho desse programa terá grande evolução, uma vez que vislumbra atender a prata da casa.
Na outra ponta, Gentil Neto concede um aumento de 30% aos profissionais que trabalham na saúde municipal, mostrando, com isso, que é importante valorizar essa força de trabalho em prol dos caxienses.
“Responsabilidade e compromisso com quem faz o município acontecer todos os dias! Hoje anuncio um reajuste de 30% para os condutores do SAMU e para os profissionais da saúde de nível superior que não sejam médicos, enfermeiros e dentistas, para alguns da assistência social e educação.”, garantiu Gentil Neto.
“Valorizar quem cuida, ensina e acolhe a nossa gente é fortalecer o presente e o futuro do nosso município.Acredito que gerar oportunidades é construir futuro. É com muita satisfação que lançamos o programa Abrindo Portas, que chega para ampliar as oportunidades de trabalho, qualificação e renda para os caxienses. Seguimos firmes, abrindo caminhos, valorizando talentos e fortalecendo o desenvolvimento do nosso município.”, destacou Gentil Neto
O levantamento do instituto Oma Pesquisa de intenções de votos para o Governo do Maranhão, contratado pela direção nacional do PT – e cujos resultados começaram a ser divulgados nesta quarta-feira, 17 – mediu dois cenários de confronto direto envolvendo o vice-governador do estado, o petista Felipe Camarão.
De acordo com a consulta, ele perde para o secretário de Estado Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), e surge à frente do ministro do Esporte, André Fufuca (PP).
No primeiro caso, Orleans aparce com 45% das intenções de votos, contra 31% de Camarão.
Já contra Fufuca, Camarão soma 41%, contra 31% do progressista.
Os dados reforçaram entre os governistas a crença na tese de que o apoio do governador Carlos Brandão (sem partido) deve mesmo ser dado ao sobrinho, já que os números do emedebista vêm se mostrando constantemente melhores que os do vice-governador.
Por 48 votos a 25, senadores chancelaram progressão de regime e redução de penas
O Senado aprovou, nesta quarta-feira (17/12), o projeto de lei da Dosimetria, que reduz penas para pessoas condenadas pelos atos do 8 de Janeiro e para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto agora deverá seguir para a análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deverá vetar o projeto.
Por 48 votos a favor e 25 contrários, o governo sofreu o segundo revés do dia a respeito da Dosimetria. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o parecer do relator Espiridião Amin (PP-SC) por 17 votos a 7. O desfalque se deu depois do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ter feito um acordo para votar o projeto sem consultar a base nem o Planalto.
O combinado implicava que a votação do projeto se daria nesta quarta-feira tanto na CCJ quanto no plenário, como havia sido estipulado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Em troca, seria pautado o projeto de lei complementar (PLP) 128/2025, que estabelece cortes em benefícios fiscais, um projeto prioritário para o governo fechar as contas no ano eleitoral de 2026.
O acordo irritou líderes de partidos como o MDB e PSD, que criticaram os termos e abandonaram a votação na CCJ. O ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) disse que o acordo é uma “farsa”, enquanto o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), chegou a reclamar publicamente da ausência de líderes do governo na sessão.
Sem saber do acordo, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, negou que o Planalto tenha chancelado qualquer acordo envolvendo a Dosimetria. “Quem atentou contra a democracia tem de pagar por seus crimes e, além disso, o projeto aprovado na Câmara beneficia condenados por vários outros crimes”, disse a ministra.
A base do governo também tentou que o relatório de Amin retornasse à Câmara. O senador catarinenese fez uma única mudança no texto aprovado pelos deputados há uma semana, acolhendo uma emenda de Sérgio Moro (União Brasil-PR), para limitar a dosimetria a crimes cometidos no contexto do 8 de Janeiro. A mudança se deu depois de críticas ao relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que poderia abrir brecha para atingir condenados por diversos outros crimes.
O relator sustentou que se tratava de uma emenda de redação, ou seja, que não alterava o mérito do parecer chancelado pelos deputados e que, assim, poderia ir direto para a sanção presidencial. O presidente da CCJ chegou a determinar que se tratava de uma emenda de mérito, mas foi derrotado pela oposição que manteve se tratar de uma emenda redacional.
Derrota para o governo, vitória para Alcolumbre
A votação representa uma demonstração de força do presidente do Senado. Antes mesmo da votação na Câmara, Alcolumbre se comprometeu publicamente com a votação e defendeu a “modernização” da legislação que trata de crimes contra Instituições Democráticas.
Primeiro, quis que o projeto fosse deliberado direto no plenário, mas o acabou enviando para a CCJ após ser pressionado. Assim, o presidente estipulou uma tramitação de uma semana para a Dosimetria.
A relação entre Lula e Davi Alcolumbre está tensionada desde que o presidente decidiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF, e não Rodrigo Pacheco (PSD-MG), como era pleiteado pelo atual presidente do Senado.
O acordo feito por Jaques Wagner para viabilizar a votação nesta quarta é vista como um aceno para Alcolumbre, que rompeu com o senador baiano diante da indicação de Messias.
O que diz o projeto
O substitutivo do Projeto de Lei (PL) 2.162/2023 estabelece que em condenações por mais de um dos crimes contra Instituições Democráticas listados no Código Penal, deverá permanecer a pena mais severa, não podendo mais ter a cumulatividade de tempo de reclusão.
Também determina que a pena poderá reduzir em dois terços se forem cometidos em contexto de multidão- desde que o condenado não tenha excercido papel de liderança ou de financiador.
A Dosimetria estabelece que condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, mesmo em casos de reincidência, terão direito à progressão de regime se tiverem cumprido ao menos 1/6 da pena.
Assim, o projeto poderá reduzir, segundo números estipulados na Câmara, a pena em regime fechado de Bolsoanro a cerca de 3 anos. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.
O projeto está como segundo item da pauta da sessão deliberativa do plenário desta quarta. Na CCJ, até mesmo o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que havia apresentado um voto em separado contra o projeto, foi convencido a votar a favor.
Foto: Reprodução/TV SenadoVieira retirou o voto em separado. “Eu mantenho a minha opinião pessoal de que se trata de uma emenda de mérito [a apresentada por Amin em seu parecer], não de redação, mas viver em democracia significa respeitar a opinião da maioria, e este é um Colegiado. Se o Colegiado decidiu, sob a orientação de vossa excelência [Otto Alencar], que essa é uma emenda de redação, de fato, ela será acatada dessa forma, e eu não vejo por que persistir no voto em separado que apresentei“, declarou o senador.
A gestão do prefeito Gentil Neto segue demonstrando, na prática, uma preocupação constante com o bem-estar da população caxiense, especialmente quando o assunto é moradia digna, cidadania e segurança jurídica. No último dia 16 de dezembro, o município de Caxias realizou a 1ª etapa da entrega dos Títulos Públicos de Regularização Fundiária Social, no bairro Bela Vista, beneficiando 195 famílias.
A ação representa mais do que a entrega de documentos: simboliza a garantia do direito à moradia legal, o reconhecimento oficial da posse dos imóveis e a tranquilidade para centenas de famílias que, a partir de agora, passam a ter segurança jurídica sobre suas casas.
Durante a solenidade, Gentil Neto destacou que a regularização fundiária é uma das prioridades de sua gestão, por entender que não existe desenvolvimento urbano sem justiça social. Para o prefeito, assegurar que as famílias tenham seus imóveis regularizados é uma forma concreta de promover dignidade, inclusão e qualidade de vida.
“Regularizar é cuidar das pessoas, é dar tranquilidade às famílias e fortalecer os bairros. Essa é uma política pública que transforma vidas”, tem reforçado o prefeito em ações dessa natureza.
O evento contou ainda com a presença do secretário municipal de Regularização Fundiária, Jamerson Levi, além da representação do Núcleo de Governança Fundiária do Tribunal de Justiça do Maranhão (NGF/TJMA), fortalecendo a parceria entre o município e o Judiciário para ampliar o alcance das políticas de regularização.
A iniciativa reafirma o compromisso da Prefeitura de Caxias com o ordenamento territorial, o desenvolvimento urbano planejado e, sobretudo, com a promoção da cidadania, garantindo que o direito à moradia saia do papel e chegue, de forma concreta, à vida das pessoas.
Sob a liderança de Gentil Neto, Caxias avança com políticas públicas que colocam as famílias no centro das decisões, mostrando que governar é, acima de tudo, cuidar de gente.
Suplente de Glauber Braga (PSOL-RJ), a deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ) foi empossada nesta terça-feira, 16, e retorna ao Congresso Nacional 18 anos depois do último mandato exercido, como senadora, com discurso com críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No discurso de posse, ela lembrou da sua história de oposição ao PT durante a reforma da Previdência feita no primeiro governo Lula, afirmou que foi derrotada nas urnas por “conluios palacianos”, criticou a reforma administrativa e disse que “lutará sem conciliação com o governo federal em qualquer traição de classe”.
“Fui derrotada diversas vezes pelos podres conluios palacianos entre setores da esquerda e a cínica oligarquia alagoana. Na verdade, eles se merecem”, disse.
Heloísa Helena foi empossada na Câmara nesta terça-feira, 16. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
No final do pronunciamento, ainda deixou um recado. “Para os que me odeiam, se avexem, não, que o tempo passa rápido. Daqui a pouco Glauber volta”, disse.
Com os olhos marejados, ela abriu o primeiro pronunciamento na Câmara com elogios a Glauber Braga. Segundo Heloísa Helena, ele foi suspenso por “desafiar o sistema”, uma “injustiça” que ela também teria sofrido. “Nunca imaginei que voltaria ao Congresso Nacional numa injustiça tão grande”, disse.
“Aqui, neste plenário, há 22 anos, a deputada Luciana Genro e eu no Senado passamos por circunstâncias absolutamente humilhantes porque estávamos defendendo mais de 8 milhões de servidores diante de uma maldita reforma da Previdência que roubava direito dos trabalhadores”, afirmou. “Vivenciamos isso, inclusive fisicamente, quando nós estávamos no prédio do INSS defendendo trabalhadores, fomos arrancados de lá pelo choque do Palácio do Planalto, jogados para fora, com bombas de gás lacrimogêneo.”
Helena é uma das fundadoras da Rede e do próprio PSOL, que fundara em 2004, após abrir divergência com a condução do primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Rede hoje faz parte de federação com o PSOL.
O ápice da briga que levou à saída do partido e à criação do PSOL foi a reforma da Previdência encampada pela gestão petista, que Heloísa Helena passou a chamar de “neoliberais”. “Meu compromisso não é pautado nos malditos conluios da realpolitik onde sorriso na frente e facadas nas costas são comum. Meu compromisso é com o Brasil real, é o Rio profundo, distante dos cartões postais”, discursou Helena.
Quando fez a opção de sair do PT, Helena era senadora por Alagoas. Ela foi eleita em 1998 e ficou na Casa até 2007. No pleito de 2006, foi candidata à Presidência da República pelo jovem PSOL. Terminou aquela disputa no terceiro lugar, com 6,85% dos votos.
Ela enumerou alguns dos tópicos em que contestará o governo Lula. “Lutarei sem servilismo, sem conciliação com o governo federal em qualquer traição de classe. No entreguismo de terras raras, na privatização de rios e outros setores estratégicos. Estarei aqui sem abrir uma única concessão a quem concilia com o capital, enchendo a pança dos poderosos”, afirmou. “Vamos derrotar a reforma administrativa.”
Glauber Braga teve o mandato suspenso por seis meses por decisão do plenário da Câmara na semana passada. Mesmo assim, governistas celebraram a suspensão – isso porque havia uma articulação pela cassação do parlamentar.
O deputado diz que o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) foi o principal fiador da movimentação. Logo após o resultado, Lira foi visto reclamando. “Duzentos e tantos votos…p****!”, disse Lira, no telefone.